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Depois da sucessão de inimputabilidades de ontem, resta saber como é que os cacos do centrão se vão recolar para aprovação do chamado orçamento da acalmação dos mercados financeiros internacionais. Talvez com super-cola de Bruxelas e saliva da OCDE…Talvez substituindo Sócrates por Texeira dos Santos e este pelo primeiro polícia que estiver à espera de Constâncio no aeroporto…

Gostava de muito democraticamente protestar contra o senhor comissário europeu dos assuntos económicos que aplaudiu aquilo que qualificou como “autoridades portuguesas”, como se isto fosse uma ditadura terceiromundista. Julgo que na terra dele e em toda a Europa vigora aquele velho e universal princípio da competência exclusiva dos parlamentos em matéria de novos impostos.

Numa dessas democracias plurisseculares, como já foi a nossa, uma pátria não tem no respectivo capataz ministerial um plenipotenciário que substitua o parlamento em matéria de lançamento de novos impostos, nem que seja numa reunião da União Europeia com o banco europeu, com a presença de Constâncio e de Barroso…

Um senhor padre, Frei Fernando Ventura, está, na SICN, a falar verdade sobre este país político de mentira, onde o mais ridículo dos políticos está nos emplastros que os espreitam, por trás, quando eles fazem os habituais números de récita para as televisões.

Ainda há pouco a nossa primeira dama se encantava televisivamente com o giradiscos que Salazar adaptou a uma telefonia, apontando tal método como exemplo a seguir. Com esta maneira de comemorarmos o 5 de Outubro, não tarda que até os adeptos da República de Saló se ufanem com o discurso de Tomás no cinquentenário da forma.

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