O PSD, essa grande federação de militantes, grupos de interesse e grupos de pressão, vive, mais uma vez, em encruzilhada, agora com três candidatos à procura de autor. O “catch all”, não pertencendo às raças puras e tendo uma certa complexidade mestiça, apenas tem como essência o sentido predador do poder pelo poder. Daí que não possa dobrar o cabo das tormentas do pós-cavaquismo, mesmo depois do falhado cavaquismo sem Cavaco, porque está condenado a ter de apoiar a respectiva reeleição, mesmo que o não creia. Logo, toda a mudança tem soberania condicionada, e toda ruptura está obrigada a ter que usar adequado hífen com o mais social-democrata dos líderes do PS. Com quem, aliás, tem coabitado, numa espécie de vivenda geminada, mas com os mesmos telhados de vidro, agora orçamentais. Apenas desejaria que acabasse este ciclo de hipocrisia de uma direita que convém à esquerda, onde as eventuais boas, ou más, intenções de distinção face ao PS acabam sempre no inferno manipulado pelas forças vivas do situacionismo.