Rato, rito, retro, riba
Chegam novas sobre a visita do senhor embaixador Ritto ao TIC, onde, certamente, não terá ido fazer um TAC. E logo o TOQUE TOQUE de nossos TANTANS comunicativos vai fazendo longas análises sobre a vida e obra deste diplomata. Que se presume inocente até ao trânsito em julgado da eventual sentença, depois da eventual acusação e depois do eventual julgamento, onde as necessárias garantias não conseguem evitar o inevitável julgamento feito por essa volúvel dama chamada opinião pública.
O país continua cercado por incógnitas
O país continua cercado por incógnitas, onde todos temos que opinar olhando apenas a parte visível do “iceberg”. Da rede pedófila ao julgamento da Moderna, de Felgueiras a Isaltino, o entrelaçado mais comunicado talvez oculte coisas mais profundamente criminosas, mas que as lentes disponíveis dos olhos e ouvidos do Estado não conseguem captar. Por causa da elefantíase legislativa. Por causa da adiposidade burocrática, onde há banhas em vez de músculos e descalcificadas ossaturas, num Portugal obesamente invertebrado.
Pelo primado do Estado-Comunidade
Se se reduzissem as leis ao essencial, se se comprimisse o aparelho burocrático ao mínimo, talvez pudessem cumprir-se todas as leis. Talvez o Estado voltasse ao serviço das pessoas. Temos que continuar contra o intervencionismo absurdo do Estado-aparelho de poder, para reclamarmos o primado do Estado-Comunidade. Só assim as pessoas livres podem dar vida às instituições que civilizem, cidadanizem e polidizem a sociedade.
Se o comunismo burocrático continuar a asfixiar-nos e os políticos não souberem reformar, a corrupção e o indiferentismo continuarão a alastrar.