Lê-se no “Jornal de Notícias” de hoje:
Maria Teresa Lameiro, funcionária pública de Vila Nova de Gaia, entregou as assinaturas necessárias no Tribunal Constitucional e já conseguiu uma vitória entrará, pelo menos, no sorteio do dia 26 para a atribuição dos lugares no boletim de voto, uma vez que, só a partir daí, se irá proceder à verificação da regularidade e autenticidade dos processos.
Cidadã independente de 56 anos, não conseguiu formalizar uma candidatura nas últimas eleições, admitindo que nem sequer entregou devidamente o processo. E espera agora para ver se conseguirá participar na ordenação final e constar efectivamente do boletim de voto que será apresentado aos eleitores a 22 de Janeiro. Ou seja, se a documentação que entregou é válida.
Maria Teresa Lameiro entregou, no dia 2 deste mês, mais de cinco mil assinaturas certificadas e, três dias depois, regressou a Lisboa também de comboio para somar 10.760, como refere o segundo ofício.
“Tudo de uma vez era muito pesado. Foram cinco sacos da primeira vez, e seis na segunda”, explicou ao JN a pré-candidata, notando que foi ao Tribunal sozinha.
A recolha das assinaturas fê-la, particularmente, no seu concelho e à sua custa, sem apoio de terceiros. Mas apostou também no Porto, que fica mesmo ao lado.
Gente com nome que ameaça novos golpes constitucionais
Julgo que só o blogue Blasfémias é que tem tido a coragem de discriminar a lista das boas intenções republicanas de candidatura a Belém. Ei-las, com adequadas ligações à “net”:
BOTELHO RIBEIRO
GONÇALO DA CÂMARA PEREIRA
GARCIA PEREIRA
JOSÉ MARIA MARTINS
LUÍS FILIPE GUERRA
MANUELA MAGNO
MANUEL VIEIRA
MÁRIO NOGUEIRA
NELSON MAGALHÃES
Ao que parece, além de Maria Teresa Lameiro, também os universitários Manuela Magno e Botelho Ribeiro estão em vias de participação na corrida, juntamente com Gonçalo da Câmara Pereira. Isto é, em vez da pentarquia sistémica dos cinco representantes do universo partidocrático, haverá mais três cidadãos que, de acordo com a ética republicana e as exigências do Estado de Direito, deverão ter o mesmo tratamento, nomeadamente com sucessivos debates na televisão.
De outra maneira, a democracia que temos não passa de uma teledemocracia, de uma oligarquia dos donos da televisão, em coligação de bastidores com as candidaturas dos donos do poder. Não me parece que, na nossa Constituição, o critério jornalístico e do “share” possam ser fonte de direito e de deontologia. O mínimo ético do Estado de Direito exige a igualdade de oportunidades. E até Judite de Sousa seria obrigada a tratar dois deles por “professor”…