Isto não passa de neocabralismo, com umas cerejas neofontistas, e, se outras fossem as circunstâncias já há muito que estaríamos em processo de criação de uma adequada Patuleia. Por mim, alinharei sempre pela Santa Liberdade, mas sem pistola na mão, preferindo a revolta urneira, dado que reconheço a necessidade democrática daquele golpe de Estado sem efusão de sangue, como Karl Popper chamava às eleições do pluralismo democrático. Contudo, como me desinteressei dos ilusionismos de certos sucedâneos da metapolítica, porque muitos dos impulsionadores e gestores de causas caíram na tentação da procura do patrocínio junto dos mecenas que agora estão na pildra ou na falência, resta-me navegar, porque navegar é preciso e sobreviver com tansos não vale a pena. A ministra rodriguinha, que acabou de rebentar com os últimos restos de prestígio da ideia comunitária de professor, em nome de uma qualquer ficha avaliativa, tão estúpida como as da bolonhesa tecnocrática, ainda não percebeu só é vencido aquele que entrou no jogo do dizer em comunicado, nota de imprensa ou direito de resposta que já venceu o opositor, o dissidente ou quem lhe fez o gesto do Zé Povinho. Por mim, apenas continuo a ser daqueles que ficaram desempregados desde que alguns disseram que chegaram à Índia, não percebendo que os sonhadores activos, que são os verdadeiros navegantes, nunca andaram à procura da Índia que vem nos mapas.