homem livre! Azul e branco ou verde e amarelo…sonho, logo sou…

Herculano, Cortesão, Garrett, Burke,  Pacoaes, Kant, Agostinho, Pessoa, Churchill, Neto Paiva… bolas! Noventa por cento dos meus mestres, assinados, públicos e notórios, de há muito, de há décadas, são do profundo azul e branco e da  cruz templária que me deu pátria e liberdade. Este segredo que de mão a mão nos une em corrente livre de algemas, mas plena de união na diversidade. De direita ou de esquerda, da tradição ou do progresso, realistas ou republicanos, mas sempre contra o fanatismo, a ignorância e a intolerância, pela santa liberdade!.. Eis minha resposta a um comentário anónimo de um blogue pleno de fascistas folclóricos e de informações à velha maneira pidesca… os tais que pensam que têm o monopólio de pátria, só porque esta foi averbetada pelos sargentos, ao mesmo tempo que confundem a sacristia com o espírito. E também um aviso para os que pensam que é por oportunismo que se proclamam convicções liberais, à antiga, da lusitana antiga liberdade, de Velasco Gouveia a Luís da Silva Mousinho de Albuquerque.  Há sangue demais, exílio demais, prisões demais, para que me possa esquecer que a liberdade é uma conquista. Apenas registo mais este rol de decadentismos, sem dizer teias da conspiração e estupidez vingativa da persiganga, agremiando generais solitários com alferes auxiliares, sargentos verbeteiros e uns donzéis ambiciosos e carreiristas. Já disse tudo e quero regressar assim com a razão posta em discurso. Basta notar como uma simples faúlha incendiou a muita palha do parceiro grego. Basta ter ouvido os avisos que ontem lançaram ilustres economistas que, para leigo, disseram que não podemos continuar a viver acima daquilo que produzimos, porque o gnosticismo da integração europeia e da globalização, nestes domínios, é coisa que já era e nunca, na verdade, foi. Porque há altos serventuários do estadão que se assumem como de primeira, especialmente quando pensam que as outras gentes do Puto são todas de segunda, esquecendo que há quem não goste de ser tratado como gado corrupto, como mais um escravo que se pode adquirir no mercado da concorrência desleal, só porque estamos sujeitos a claustrofobia. Mesmo quando me dizem que o mosquito do dengue ataca apenas a horas de meio dia, temo confundi-lo com as melgas que gostam do crepúsculo. Por mim,  não tenho aquela potência absoluta que permita manejar a classificação do bem e do mal, onde tanto há bestas que passam a bestiais, como bestiais que passam a bestas, conforme os caprichos e a birras do déspota mimado. Eu sei que a noite desceu sobre a cidade, mas vivo, ainda assim na outra metade do mundo. E não posso esquecer, não sei esquecer. Porque algumas vezes me viajei assim por dentro, vibrando sobre as pequenas colinas que vislumbrei, além dos farrapos que me encobriam o dia. E já nem sei se o que aconteceu foi em verdade ou foi em sonho, quando olhei de mim, longe de mim, outros sinais.

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