Os milagres financeiros cá da santa terrinha são sempre engessar a perna partida. Não têm alma e podem levar a que se mantenha a tal depois da osteosíntese. Teixeira não parece ser bom ortopedista, são só microrupturas…
Farpas
Gosto de políticos que desabafam estados de alma. Mas não quando eles os consideram coisa secundária relativamente ao politiquês do estadualmente correcto que é a coisa mais chegada à arte da perfídia, como os calejados na coisa sabem…
Quando um ministro das finanças todos os dias conjuga o verbo mendonçar, apenas se confirma que o GPS da governança ficou virado e já nem as estrelas nos dão sextante… Apenas se confirma que o eminente abalroamento não está iminente…
Farpas
Afinal, em vez da China, sera Ramos Horta a comprar a divida soberana. Que pena nao haver petroleo no Beato…
No Jornal de Notícias de hoje, algumas provocações minhas: quando “Portugal entra um pouco em decadência, os políticos tornam-se um pouco anti-políticos”. “Não é um problema de mais leis, de mais judicialização… é uma questão de responsabilidade cívica, de penalização social forte” (ler elefantíase em vez de elefantismo…)
Em vez de mudarmos “das Kapital” para a RAE de Macau, com delegação em Oe-cusse, subscrevo o proposto por Agostinho da Silva: pedido de integração na república federativa do Brasil, com direito a fim de semana no Mussulo. .
Farpa
Amado diz querer coligação, já. Sócrates diz que pensa o mesmo. E que já a ofereceu a todos, do Bloco a Portas, assim em fila, venha quem vier. Cavaco diz que não é com ele. Mas insinuando que sabe o que não sabemos. Por mim, sei mais, porque, felizmente, só sei que nada sei. Vão gozar com a respectiva tia. Já não mandam os que cá estão.
À espera de Nobre da Costa
Depois de uma vaga de hiperinformação geofinanceira, eis que o “agenda setting” lançou algumas manobras de cenarização politiqueira, como a entrevista de Luís Amado ao “Expresso”, propondo uma coligação imediata, com a resposta macaense de Sócrates, confirmando ser essa a postura de todo o governo, à boa maneira das piruetas dos mercados secundários, face a uma dívida bem mais soberana.
Com efeito, com as pressões sucedidas da eurocracia e da banca sobre o acordo orçamental, já estamos sob a vigência de um Bloco Central que o PSD queria que fosse sem dor, e que é mera consequência da soberania condicionada dos laranjas até às eleições presidenciais. Por muito que o creiam, os passistas ainda não podem passear o seu ensaio de pós-cavaquismo, um pouco à imagem e semelhança do pós-socratismo de António Costa, até pela manutenção de um permanecente arquipélago soarista.
Contudo, a sondajocracia tem mostrado que, apesar do PSD ir à frente, está bem longe de uma esperança de maioria absoluta, pelo que o PS ainda acalenta a hipótese de voltar a vencer, enquanto o CDS, o PCP e o BE não descolam da imagem de marginais sistémicos. Face à inexistência de qualquer sinal institucional de uma espécie de extremo-centro, capaz de mobilizar dissidências do arco controleiro, o situacionismo, perante uma sociedade civil desertificada e a um vazio de moral social, já visualiza uma espécie de governo de tecnocratas, apoiado pelo próximo-passado presidente, mas dirigido por um socialista, capaz de adiar a dissolução parlamentar. Luís Amado apenas se candidatou a Nobre da Costa, mas tal emergância apenas sucederá se Sócrates desistir. O que poderá acontecer se se concretizar o acaso procurado de um desastre nos juros do endividamento, e a consequente entrada explícita dos credores internacionais na nossa governança…
Farpas
Sobe, sobe, balão sobe. Vou reler a rã de La Fontaine…
Basta um sopro estatístico que, no fundo do poço, nos eleve uns milímetros para que o situacionismo cante de cisne… antes de o pau voltar, logo folgam as costas, o ministro das finanças lança nota oficiosa e o da economia telejornala. Até o balão dos justos esvaziou um pedacito, nesta sexta-feira que só por um não é dos treze…
Os mercados não são deus nem o diabo, são mera epifania da ditadura dos factos…
Mais um dia de dívida e de dúvida, com a taxa abaixo dos sete, mas com menos de metade da procura, para os dos prós digam seu bem, e os do contra o inclinem. Nem jóia da coroa do marcelismo, a adse, se acabou por safar do fim da providência obrigatória. O seguro, afinal, morre de velho…
Os mercados não são deus nem o diabo, são mera epifania da ditadura dos factos…
Nosso baço fulgor é tão épico que apenas glorificam o ainda não estarmos em bancarrota…
Farpas
Já passámos o Rubicão dos 7%. E o “veni, vidi, vici” dos teixeirais desbocados,sobre os aritméticos “ratings”, soam aos elefantes de Aníbal, para o “delenda est Carthago”…Liguemos para a RTP Memória, das muitas “conversas em família”. Prefiro o “se bem me lembro”…
Adoro fazer parte da lista negra, tão bem elaborada por um docente que se diz da minha escola e gosta de testar as fontes de uma simples telemovelada. Ainda dizem que há colegas. Como se um qualquer irmão do ofício pudesse “colegere”…
O senhor secretário de estado, o que fica quando os ministros passam, confirma que a nomeação de ex-sócios cumpre todos os requisitos da lei. Apenas recordo que, nesta nossa memória, até a ditadura cumpriu rigorosamente a legalidade. Porque esta pode contariar o direito, não cumprir a justiça e ofender escandalosamente a própria ética pública. A mulher de César já nem quer parecer!
Conferência na Assembleia Municipal de Lisboa
Hoje fiz a minha primeira conferência pública desde o acidente cardíaco: agradeço ao Adolfo Mesquita Nunes, a confiança da proposta, e às instituição presidida por Simoneta da Luz Afonso. Senti-me vizinho desta cidade feita por subscrição nacional.
www.modelosdegovernacao.am-lisboa.pt
Perguntas proibidas
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