Nov 07

Farpas

Hoje o jogo é outro, Vilasboas contra Jesus, não é o da greve geral nem o do Sócrates contra os Credores. O futebol ainda é o ópio de um povo que foi mais amigo do Papa do que os galegos e catalães. Por cá ninguém ouviu: “Nem Deus, nem Papa, nem Estado”…

Aquele oficial cavaleiro da GNR, cuja alimária não gosta de manifes, ficou a ser, de repente, o mais mediático de todos os tropas da velha Lusitânia. Só em telejornais na China foram milhões e milhões em “share”. O presidente de Pequim não precisou do conselho de agências de comunicação, dado que o teatro de Estado lá do Império de Meio ainda tem o ritmo do instinto….

As novas anunciam mais um patife que fez tudo lícito, mas nunca foi honesto. Mas a trafulhice compensou a carteira e os sinais de prestígio. Pena que que tenha destruído por dentro todas as instituições onde ascendeu. Por mim, sem espírito de vindicta, apenas confirmo o que a intuição desde sempre apreendeu. Estou farto desses homens de sucesso que têm discursos que fizeram chorar a pedra das calçadas….

Nov 06

Hoje somos todos chineses

O país mais hipocritamente à esquerda da Europa, o nosso, o tal onde até a liderança de direita é social-democrata, continua a não viver como pensa. Por isso é que confirmo o que, há dias, ouvi de um altaneiro engenheiro social destas andanças da direita mais à direita: “meu amigo, quando é que você percebe que liberal não dá votos?”. Dei-lhe razão, mas nunca lhe dei nem darei o meu próprio voto.

Eu também não “amo” o Estado Social, ou o povo aparelhizado pela clientela que usurpou a partidocracia. Infelizmente, já não sou “boy”. E a maturidade idade não me dá vergonha para reformas douradas, à maneira de candidatos presidenciais e ex-líderes partidários deste sistema do bem pregas, frei Tomás, o tal que diz mas não faz. Bastam as parangonas.

Hoje, somos todos chineses. Pena que Almeida Santos e Stanley Ho não tenham menos trinta anos. Que Passos Coelho não seja Obama e que Portas não alinhe no “tea party”, da facção de D. Catarina de Bragança. Resta esperar pela próxima visita de um qualquer emir, mas desde que saudado pela frente da greve geral a que Manuel Alegre não adere nem Cavaco combate

Quando é que voltamos à política? Isto é, quando deixamos de acreditar em quem quer administrar a república como o “paterfamilias” dominava a casa? A política só começa quando saímos do espaço do doméstico e entramos na praça pública, onde cada um tem que ser dono de si mesmo, para podermos ascender ao eu comum…

 

Nov 05

Agora, só falamos de finança e esquecemos a política

Dantes, exagerávamos na política e não falávamos de finança. Agora, só falamos de finança e esquecemos a política. Até há quem fale na nossa transformação em Região Autónoma Especial do fundo de pensões da RPC ou dos Emiratos lá do Golfo… como se o problema fosse apenas da estatística dos tostões.

A grande PT, depois daquele último exercício de soberania, que pareceu ser o combate contra a Telecastelhana, atingiu o grande ideal da nossa era: distribuir dividendos antes do fim do ano, para não pagarem o imposto que moralmente era exigido aos capitalistas a que chegámos. Fiquem os anéis, que os dedos são do povão!

Uma no cravo (do bloco), outra na ferradura (do bloqueio), assim vai o PSD, ameaçando com a inevitável moção de censura. As andorinhas vão dormir e demorará a Prima Vera.

Ninguém cumpre o capitalimo sem espírito do capitalismo e porque nos falta a ética protestante, importa estudar Max Weber e reler Werner Sombart. Por cá apenas matámos o “burguês” que nos deu a liberdade de 1385 e nos preparou 1640. O Padre António Vieira que, aos capitalistas deu o lume da profecia, ainda tem razão. Como a tem Pessoa, quando escrevia esboços de tratados liberais numa Revista de Contabilidade!

Uma das soluções poderia passar pela restauração de um dos diplomas legislativos do nosso D. Sebastião, proibindo a usura, retomando os modelos medievais. Infelizmente já não se estuda Frei João Sobrinho, nas Faculdades de Economia, apesar da tradução que foi feita por Moses Bensabat Amzalak… onde podemos perceber a razão que nos levou a ter o primeiro banco apenas em 1820, copiando o brasileiro de 1808…

Os juros da dívida soberana são a medida de todas as coisas. Ainda não tiveram acesso à acta do último Conselho de Estado…

Não há salvação do mundo se continuarmos a assistir a este espectáculo de sucessivos emplastros, espreitando os protagonistas da geração viagra, para telejornal mostrar…

Só tem razão inteira quem for capaz de misturar o lume da razão com o lume da profecia, como ensinava Vieira…

Os problemas económicos e financeiros apenas se resolvem com medidas económicas e financeiras. Mas não apenas com medidas económicas e financeiras. Uma velha frase de Mounier, para Teixeira dos Santos emoldurar. E que não constava de “Das Kapital”, no tempo do Largo dos Leões…

Postais no Facebook

Nov 04

Acumulações de reformas com vencimentos

Soares, Sampaio, Vítor Ramalho e Ângelo Correia, todos apelam ao Bloco Central, porque com o Orçamento não passámos o Rubicão…

Dizem que vão ser proibidas as acumulações de reformas com vencimentos. Resta saber do resto, das acumulações de reformas com reformas. O problema não está apenas nos “boys” e nas “girls”, mas nos “olds” que ainda dão sentenças sobre moralidade, mesmo quando constam na lista de consultadorias e avenças por ajuste directo e favor clientelar.

no Facebook

 

Nov 03

Greve de zelo

Se presidente comunica por Twiter e e Passos pelo Facebook, façamos hoje greve de zelo, gerindo os silêncios. Mandar é ter o monopólio da palavra e eles, os políticos que não se calam, mesmo quando proclamam que são antipolíticos, vêm agora ocupar este espaço de liberdade. Até a Manela discursou no Parlamento!

Quando está em crise a própria vontade de sermos independentes, pobres merceeiros sem sonhos, enrodilhados entre picaretas falantes que gastam a palavra pelo uso e a prostituem pelo abuso!

 Se há quem finja ir ao dietista, para disfarçar a fome de espírito, muitos preferem o SPA, transformando a correria no tapete e a musculação para o boneco em simples dedução fiscal…

Out 31

Farpas

O ciclo baga preta do regime (“blackberry”) fica para a história como uma bela fotografia
do álbum de um financeiro bonacheirão, ex-presidente de uma firma de adubos, de capital
estrangeiro, que escapava ao controlo dos herdeiros de Alfredo da Silva. Alberto João está
ufano. Não quis ficar em qualquer fotografia de fim de festa.

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda
por confirmar, está rosado de sebastiânicas saudações dos bonzos e instalados e agradecido
à eficácia da cesariana, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido
para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

 

Bela captação da postura metafísica da madrasta da Europa, porque não há vida para além do
défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos
da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer
já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Bismarck fez o Segundo Reich com muita mesa do orçamento, dos que estavam sentados na
dieta. A nova unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o
método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a
velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais.
Esquece-se da explosão dos mansos…

Napoleão quando pôs a pata em Portugal e depois em Espanha demorou a compreender 1808, a
que chamámos Restauração, numa cena que foi acompanhada pela guerra de independência dos
nossos irmãos. Daí veio a promessa de Cádis que repetimos em 1820-1822, em nome da
regeneração. Por mim, continuarei a peregri

Os alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808 proclamaram: “La Patria esta en peligro.
Madrid perece víctima de la perfidia francesa. Españoles acudid a salvarla”. Por cá um
movimento paralelo, o da Restauração de 1808, desencadeado a partir de Olhão, deu sinal
para a expulsão de Napoleão, o tal que também parecia invencível e queria construir a
Europa a partir do respectivo imperialismo usurpador…

Vou reler José Acúrsio das Neves…para tentar compreender esse período complexo, entre
1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou este paradoxo de o
reaccionário, aliado ao progressista, produzirem guerrilhas e constituições, com um povo
mobilizado por padres e maçons contra a abstracção imposta por alienígenas! Será que a
nossa Europa está novamente a cair nas teias do mesmo desviacionismo?

Infelizmente, muita da historiografia castelhana, como a que domina o Canal História,
continua a desconhecer como os portugueses se comportaram nesses anos. Deve ser remorso por
nos terem remetido a Carlota Joaquina!

Uma das principais lideranças da restauração de 1808 andou em volta do Conselho Conservador
que muitos persistem em não registar. E destacou-se particularmente um tal de José
Bonifácio de Andrade e Silva, antes de se fartar da Europa e de proclamar um novo reino no
d’além, face à impossibilidade do Reino Unido, que falta cumprir…

Dessas confusões ocupantes do imperialismo do Corso, acabou por restar o espinho da
ocupação dessa parcela do Alentejo de além-Guadiana, a que damos o saudoso nome de
Olivença. Vale-nos que nos vingámos no Brasil, furando, mais uma vez, as Tordesilhas!

Apesar de muitas incompreensões, o príncipe-regente, o futuro D. João VI, não se comportou
como os monarcas Carlos IV e Fernando VII, apesar de ter uma conjugal sombra a ter de o
acompanhar…

Desculpem, mas tudo resulta de um passeio meditado pela Gomes Freire e pelo Campo Santana,
olhando a nascente, para o Paço da Rainha, bem longe do Ramalhão! E depois de assistir a um
programa de ontem da espanholada do tal Canal História!

Out 31

Danado com a Alemanha e em nome da memória de libertação

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda por confirmar, está rosado de sebastiânicas saudações dos bonzos e instalados e agradecido à eficácia da cesariana, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

Bela captação da postura metafísica da madrasta da Europa, porque não há vida para além do défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Bismarck fez o Segundo Reich com muita mesa do orçamento, dos que estavam sentados na dieta. A nova unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais. Esquece-se da explosão dos mansos…

Napoleão quando pôs a pata em Portugal e depois em Espanha demorou a compreender 1808, a que chamámos Restauração, numa cena que foi acompanhada pela guerra de independência dos nossos irmãos. Daí veio a promessa de Cádis que repetimos em 1820-1822, em nome da regeneração. Por mim, continuarei a peregrinar pelo Campo dos Mártires da Pátria, à espera de Gomes Freire!

Os alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808 proclamaram: “La Patria esta en peligro. Madrid perece víctima de la perfidia francesa. Españoles acudid a salvarla”. Por cá um movimento paralelo, o da Restauração de 1808, desencadeado a partir de Olhão, deu sinal para a expulsão de Napoleão, o tal que também parecia invencível e queria construir a Europa a partir do respectivo imperialismo usurpador…

Vou reler José Acúrsio das Neves…para tentar compreender esse período complexo, entre 1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou este paradoxo de o reaccionário, aliado ao progressista, produzirem guerrilhas e constituições, com um povo mobilizado por padres e maçons contra a abstracção imposta por alienígenas! Será que a nossa Europa está novamente a cair nas teias do mesmo desviacionismo?

Infelizmente, muita da historiografia castelhana, como a que domina o Canal História, continua a desconhecer como os portugueses se comportaram nesses anos. Deve ser remorso por nos terem remetido a Carlota Joaquina!

Uma das principais lideranças da restauração de 1808 andou em volta do Conselho Conservador que muitos persistem em não registar. E destacou-se particularmente um tal de José Bonifácio de Andrade e Silva, antes de se fartar da Europa e de proclamar um novo reino no d’além, face à impossibilidade do Reino Unido, que falta cumprir…

Dessas confusões ocupantes do imperialismo do Corso, acabou por restar o espinho da ocupação dessa parcela do Alentejo de além-Guadiana, a que damos o saudoso nome de Olivença. Vale-nos que nos vingámos no Brasil, furando, mais uma vez, as Tordesilhas!

Apesar de muitas incompreensões, o príncipe-regente, o futuro D. João VI, não se comportou como os monarcas Carlos IV e Fernando VII, apesar de ter uma conjugal sombra a ter de o acompanhar…

Desculpem, mas tudo resulta de um passeio meditado pela Gomes Freire e pelo Campo Santana, olhando a nascente, para o Paço da Rainha, bem longe do Ramalhão! E depois de assistir a um programa de ontem da espanholada do tal Canal História!

 

Out 31

O CICLO DA BAGA PRETA DO REGIME

O CICLO DA BAGA PRETA DO REGIME

por José Adelino Maltez

 

 

Quando nosso primeiro andava aos papéis, em pleno Páti perdido, sem ser dos Bichos nem das Damas, apenas convém saber se é permitido o uso dos telemóveis em pleno Conselho. A não ser que o rascunho venha por GPS avariado, o do Teixeira que já nem pelas estrelas nos navega. Mas, pronto! A coisa foi nascendo, com os bisturis pressionantes lá das bruxas. Só no reino que foi de Leopoldo é que o orçamento “belga”. De casa de ferreiro vem sempre espeto de pau…

 

O critério meritocrático de todas as conversatas comentadeiras, mesmo entre pessoas comuns, mas que dizem beber do fino, reduziu-se ao seguinte: “eu bem o dizia, pá, lembras-te das minhas palavras de há uns dias, eu já sabia, eu já sabia”. Pronto, entrámos definitivamente no regime dos prognósticos depois do apito final. E povo demora mais a decidir que o MP a investigar.

 

‎”Se a Itália tem Berlusconi, porque é que nós não havemos de ter acordo!”. Argumento ouvido ao pequeno-almoço, de quem não sabe que acordo vem de “ad” mais “cors, cordis” (etimologicamente, o que está junto ao coração) e que impede o desalmado do negocismo politiqueiro…

 

Chove que se farta. E fui lendo, ouvindo e vendo os pormenores do bufeiro espectáculo. Tenho pena de todos os mais papistas do que os papas que andaram por aí na berraria. Tenho a certeza que quem tirou a fotografia, à 23 horas e 19 minutos, não foi o ministro do TGV, António, Lino ou Mendonça… Foi um campino de Alcochete, ex-defensor do aeroporto da Ota!

 

O ciclo baga preta do regime (“blackberry”) fica para a história como uma bela fotografia do álbum de um financeiro bonacheirão, ex-presidente de uma firma de adubos, de capital estrangeiro, que escapava ao controlo dos herdeiros de Alfredo da Silva. Alberto João está ufano. Não quis ficar em qualquer fotografia de fim de festa.

 

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda por confirmar, está rosado pelas sebastiânicas saudações com que os bonzos e instalados anunciaram o terno rebento, maravilha da nossa idade, e agradecido à eficácia da cesariana bruxelense, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

 

Na actual metafísica da madrasta Europa, porque não há vida para além do défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Out 31

As pretensas armadas invencíveis

Napoleão quando invadiu Portugal e, depois, a Espanha demorou a compreender 1808, a que os portugueses chamam Restauração e os espanhóis guerra de independência. Daí veio a promessa de Cádis e a Revolução Liberal portuguesa de 1822, em nome da regeneração. Daí importar recordar que Bismarck fez o Segundo Reich gerindo mesa do orçamento, especialmente comprando Estados através da política parlamentar subsidiada. A nova Alemanha unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais. Esquece-se da explosão dos mansos… Por isso importa compreender esse período complexo, entre 1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou uma explosiva mudança da construção imperial da Europa! Importa reler o edital dos alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808. Nós sabemos perfeitamente o que acontece às armadas invencíveis…