Out 20

Teresa Ter-Minassian aceita liderar governo de salvação nacional

O problema não está entre “se este orçamento passar” e o “se este orçamento não passar”, mas antes entre “se este orçamento passar” e o “se outro orçamento passar”, mesmo que continue um primeiro-ministro do PS, se o patriotismo do Largo do Rato nos libertar desta viela de propaganda (escrito aqui, no passado dia 10).

Parece que, ontem, Passos Coelho ainda resistiu como voz tribunícia de certa esperança dos desesperados. Os representantes do velho clube das arcadas, onde o Martinho foi o ponto de encontro da casta banco-burocrática, animado pelos ex-presidentes, ex-constitucionalistas e ex-vacas sagradas, ainda espera que se mantenha a Tina da mixórdia antipolítica (There is no alternative)

Teresa Ter-Minassian aceita liderar governo de salvação nacional, no caso do orçamento teixeiral não ser abstencionado por Passos e Paulinho. Será este o pressuposto em que assenta a recandidatura do Professor Aníbal na sala Fernando Pessoa : “É a hora! Abaixo o nevoeiro!”. Soares estará na primeira fila, ao lado de Manuela Ferreira Leite.

Portugal cai dez lugares no ranking da liberdade de imprensa. Estamos ao nível do Mali e da Costa Rica…Não foi para isto que houve o “caso República”!

Out 19

Pela Santa LIberdade! Eu, radical do centro, me confesso…

Vi e ouvi, entre as nove e as dez, de ontem, Nogueira Leite e Ângelo Correia. Subscrevo essa da necessária gestão das dependências, mas temo que nos tenhamos esquecido dessa essência da independência que, como dizia Herculano, sempre foi a vontade de sermos independentes.

 

Chegou a hora da verdade: a queda das máscaras destes gladiadores retóricos dos interesses instalados que vão acelerar o crepúsculo do regime, suspendendo a democracia.

 

Já nada é porreiro, pá! França e Alemanha preparam à pressa uma revisão do Tratado de Lisboa. Diante do mar da dita, afinal era só palha…São mais fáceis 27 ratificações na UE, do que a marcação de eleições gerais em Portugal. Apenas dependem da torneira do BCE…

 

Depois de mais uma homilia do grande criador de factos políticos e de mais uma encavacadela, em torno de um glorioso tabu, o socratismo meteu o principal partido da oposição na bolsa da impotência, onde o viagra dos cenários políticos os vai fazer submergir nas sombras doentias do crepúsculo do regime…

 

Por mim, estou de consciência tranquila: não votei PSD; não votei CDS; não votei Cavaco. Preferi fazer um contrato com quem sabe respeitar a palavra e está a cumprir o que prometeu. Continuo a não querer passar cheques em branco aos ditos porreiros pás, a comissões de honra de Belém e a comissários de Bruxelas.

 

Se eu fosse republicano, refundava o velho partido republicano. Se eu fosse socialista, cumpriria o modelo organizacional de José Fontana, invocava Antero e não me importava da coragem de ser minoria. E se ainda houvesse legitimistas da constituição histórica, todos seriam António Ribeiro Saraiva, aliados ao José Estêvão. Como sou liberal, seguirei Sá da Bandeira contra os cabrais. Há que resistir ao rotativismo, ao devorismo e à encenação final da vitória da casta banco-burocrática!

Out 19

o socratismo meteu o principal partido da oposição na bolsa da impotência

Depois de mais uma homilia do grande criador de factos políticos e de mais uma encavacadela, em torno de um glorioso tabu, o socratismo meteu o principal partido da oposição na bolsa da impotência, onde o viagra dos cenários políticos os vai fazer submergir nas sombras doentias do crepúsculo do regime…

Por mim, estou de consciência tranquila: não votei PSD; não votei CDS; não votei Cavaco. Preferi fazer um contrato com quem sabe respeitar a palavra e está a cumprir o que prometeu. Continue a não querer passar cheques em branco aos ditos porreiros pás, a comissões de honra de Belém e a comissários de Bruxelas.

Se eu fosse republicano, refundava o velho partido republicano. Se eu fosse socialista, cumpriria o modelo organizacional de José Fontana, invocava Antero e não me importava da coragem de ser minoria. Como sou liberal, seguirei Sá da Bandeira contra os cabrais. Há que resistir ao rotativismo, ao devorismo e à encenação final da vitória da casta banco-burocrática!

Os que usurparam o nome de oposição com a mentalidade situacionista de exploração da revolta que lhes é alheia, sempre podem encontrar um cantinho na mesa do poder e fazer coro com os donos do poder, chamando radicais e fundamentalistas aos que querem viver como pensam. Por mim, tomo partido. Se puder, alinho na greve geral. Prefiro Carvalho da Silva a Jorge Lacão.

Gonçalo Amaral teve a honra de ver o tribunal reconhecer-lhe a liberdade de expressão. Contra o politicamente correcto, participei na apresentação formal da revolta em Lisboa. O Estado de Direito recomeça a funcionar neste caso. Um abraço ao Gonçalo!

Vi e ouvi, entre as nove e as dez, de ontem, Nogueira Leite e Ângelo Correia. Subscrevo essa da necessária gestão das dependências, mas temo que nos tenhamos esquecido dessa essência da independência que, como dizia Herculano, sempre foi a vontade de sermos independentes.

Chegou a hora da verdade: a queda das máscaras destes gladiadores retóricos dos interesses instalados que vão acelerar o crepúsculo do regime, suspendendo a democracia.

Já nada é porreiro, pá! França e Alemanha preparam à pressa uma revisão do Tratado de Lisboa. Diante do mar da dita, afinal era só palha…São mais fáceis 27 ratificações na UE, do que a marcação de eleições gerais em Portugal. Apenas dependem da torneira do BCE…

Depois de mais uma homilia do grande criador de factos políticos e de mais uma encavacadela, em torno de um glorioso tabu, o socratismo meteu o principal partido da oposição na bolsa da impotência, onde o viagra dos cenários políticos os vai fazer submergir nas sombras doentias do crepúsculo do regime…

Por mim, estou de consciência tranquila: não votei PSD; não votei CDS; não votei Cavaco. Preferi fazer um contrato com quem sabe respeitar a palavra e está a cumprir o que prometeu. Continuo a não querer passar cheques em branco aos ditos porreiros pás, a comissões de honra de Belém e a comissários de Bruxelas.

Se eu fosse republicano, refundava o velho partido republicano. Se eu fosse socialista, cumpriria o modelo organizacional de José Fontana, invocava Antero e não me importava da coragem de ser minoria. E se ainda houvesse legitimistas da constituição histórica, todos seriam António Ribeiro Saraiva, aliados ao José Estêvão. Como sou liberal, seguirei Sá da Bandeira contra os cabrais. Há que resistir ao rotativismo, ao devorismo e à encenação final da vitória da casta banco-burocrática!

O parlamento está de parabéns, através de Paulo Mota Pinto. Tanto pela qualidade das prestações, como pela oportunidade do mediático. E a equipa da comissão deve ter custado bem menos do que essas agências de eventos para inaugurações e reinaugurações da propaganda decretina.

Belo manifesto anti-estatista. Inclui “socialism” e outros ismos do velho estadão e da sua herança absolutista, a começar pelo mercantilismo.

 

Out 18

A cicuta orçamentada ou a cápsula Fénix?

E lá acordamos para mais um dia de triste e vil tristeza orçamentada, nós, os servos da gleba hipotecária, sem direito a enfiteuse, a emigração ou ao pé-de-meia, para podermos gritar que não foi o fascismo que voltou, mas um devorismo patrimonialista e neofeudal, com um estadão armado em mercantilista, tecendo loas ao superministro de sinal na cara… Se este orçamento passar, sem mácula, em nome do calculismo das presidenciais e da futura alternância da velha manha politiqueira, receio que o sonho da nação, da república e da comunidade passe por um programa espiritual de extinção do Estado, cada vez mais cão de guarda de interesses, alimentado por impostos… Estamos como nos primeiros vagidos do século XX, quando Fernando Pessoa alinhava na greve académica e Afonso Lopes Vieira traduzia Kropotkine. Foi nessa onda de anarquismo místico que se forjaram as éticas de convicção que ainda nos podem regenerar, se começarmos pela única essência que nos resta: o indivíduo diante do infinito! Pobre de mim, tradicionalista, que apenas sonha corrigir o desvio absolutista que nos levou ao desespero das revoluções, quando sempre precisámos de revoluções evitadas, como foi a inglesa e a norte-americana e como o tentou ser o nosso cartismo, nessa velha arte do regime misto, como o foi a república romana que resistiu ao cesarismo. Logo, subscrevo a necessidade de extinção deste estado a que chegámos… Antes de Mouzinho da Silveira não havia hipótese de greves como a prometida pelo sindicato dos trabalhadores dos impostos. Há quem tenha uma solução à maneira medieval: contratar os fiscais da EMEL para o efeito, ou, então, os chamados “cobradores do fraque”. Os adeptos do progressismo, podem fazer um concurso público internacional e arrematar a tarefa a um parceiro qualquer da União Europeia. Já os judeus detestavam os publicanos, tal como hoje muitos consideram que o Estado a que chegámos em forma de estadão, constitui uma entidade ocupante da república e, portanto, um estrangeiro, quando, para citar Merkel, a política de multiculturalismo falhou redondamente. E não é por acaso que os multadores da EMEL raramente são autóctones… Havia os prognósticos depois do apito final. Desta, têm que ir à falência todos os apostadores. Porque deixou de haver risco. Antes de o serem, as coisas já o eram, conforme a tal ideia de suspensão da coisa. Os anúncios de Marcelo revelam o velho branco é, galinha o põe…mesmo que esteja choca! Que choca…vem de chocallho, evidentemente! Tem a ver com aquela alimária que vai para a arena em regimes de toureio que não admitem a morte do bicho em directo. É pela calada, atrás do palco, que o transfiguram em bife… Há quem diga que esta mistela, o tinto a martelo do orçamento, deve ser tragada porque pode ser cicuta, para envenenar o dito, numa espécie de embuiçamento. Não sou a favor destes sucedâneos de regicídio e sempre recordo que o homónimo de Atenas não foi suicidado pelos adversários, auto-extinguiu-se para cumprir as leis da “polis”, incluindo as más, para dar o exemplo.

Out 18

Freitas, a Europa e a gripe das aves

De visita à capital russa, Freitas do Amaral não pôde assistir a reunião que decorreu no Luxemburgo, sobre a gripe das aves, nem à conferência de imprensa de Dias da Cunha, sobre a demissão de Peseiro. No entanto, o ministro dos negócios estrangeiros de Portugal deu a mesma garantia de Sócrates, que, na altura, viajava no Metro do Porto, acompanhado por Valentim Loureiro: não há razões para entrar em pânico. O que há neste momento é uma ameaça que se está a aproximar da Europa. Mas ainda não há nenhum caso concreto, garantiu o ministro, que na reunião da UE esteve representado pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus e da Gripe das Aves.

 

 

 

Por nosssa parte, apenas podemos respirar de alívio, graças a estas certezas metafísicas emitidas por este doutor, agregado e catedrático de direito, bom conhecedor de geografia e dos meandros epidémicos dos galináceos. A pátria do cantar à galo de barcelos ainda confia, porque o nosso é feito de barro. Mas como dizia um jornalista da Patagónia, presente na conferência de imprensa da Academia de Alcochete, isto da gripe não passa de uma manobra conjugada das multinacionais suíças produtoras da vacina e dos que pretendem que se vote sim no próximo referendo da Constituição europeia. Por nós, apenas nos recordamos que, nos anos de 1917-1918, vimos a democracia ser afectada pela fome (com assalto a armazéns de víveres), pela peste (a gripe espanhola, dita pneumónica) e pela guerra (a grande guerra), uma tríade que foi acompanhada pelas aparições de Fátima, pela revolução bolchevique e pela subida de Sidónio Pais ao palácio de Belém, primeiro, a tiro, e depois, pelo sufrágio universal e directo.

Out 18

A cicuta orçamentada ou a cápsula Fénix?

E lá acordamos para mais um dia de triste e vil tristeza orçamentada, nós, os servos da gleba hipotecária, sem direito a enfiteuse, a emigração ou ao pé-de-meia, para podermos gritar que não foi o fascismo que voltou, mas um devorismo patrimonialista e neofeudal, com um estadão armado em mercantilista, tecendo loas ao superministro de sinal na cara…

Se este orçamento passar, sem mácula, em nome do calculismo das presidenciais e da futura alternância da velha manha politiqueira, receio que o sonho da nação, da república e da comunidade passe por um programa espiritual de extinção do Estado, cada vez mais cão de guarda de interesses, alimentado por impostos…

Estamos como nos primeiros vagidos do século XX, quando Fernando Pessoa alinhava na greve académica e Afonso Lopes Vieira traduzia Kropotkine. Foi nessa onda de anarquismo místico que se forjaram as éticas de convicção que ainda nos podem regenerar, se começarmos pela única essência que nos resta: o indivíduo diante do infinito!

Pobre de mim, tradicionalista, que apenas sonha corrigir o desvio absolutista que nos levou ao desespero das revoluções, quando sempre precisámos de revoluções evitadas, como foi a inglesa e a norte-americana e como o tentou ser o nosso cartismo, nessa velha arte do regime misto, como o foi a república romana que resistiu ao cesarismo. Logo, subscrevo a necessidade de extinção deste estado a que chegámos…

Antes de Mouzinho da Silveira não havia hipótese de greves como a prometida pelo sindicato dos trabalhadores dos impostos. Há quem tenha uma solução à maneira medieval: contratar os fiscais da EMEL para o efeito, ou, então, os chamados “cobradores do fraque”. Os adeptos do progressismo, podem fazer um concurso público internacional e arrematar a tarefa a um parceiro qualquer da União Europeia.

Já os judeus detestavam os publicanos, tal como hoje muitos consideram que o Estado a que chegámos em forma de estadão, constitui uma entidade ocupante da república e, portanto, um estrangeiro, quando, para citar Merkl, a política de multiculturalismo falhou redondamente. E não é por acaso que os multadores da EMEL raramente são autóctones…

Entretanto, outro nosso indígena, Marcelo, em directo, vindo do Maputo, anuncia recandidatura de Cavaco e viabilização do orçamento pelo PSD. Havia os prognósticos depois do apito final. Desta, têm que ir à falência todos os apostadores. Porque deixou de haver risco. Antes de o serem, as coisas já o eram, conforme a tal ideia de suspensão da coisa.

Os anúncios de Marcelo revelam o velho branco é, galinha o põe…mesmo que esteja choca! Que choca…vem de chocallho, evidentemente! Tem a ver com aquela alimária que vai para a arena em regimes de toureio que não admitem a morte do bicho em directo. É pela calada, atrás do palco, que o transfiguram em bife…

Há quem diga que esta mistela, o tinto a martelo do orçamento, deve ser tragada porque pode ser cicuta, para envenenar o dito, numa espécie de embuiçamento. Não sou a favor destes sucedâneos de regicídio e sempre recordo que o homónimo de Atenas não foi suicidado pelos adversários, auto-extinguiu-se para cumprir as leis da “polis”, incluindo as más, para dar o exemplo.

Out 18

Já nada é porreiro, pá!

Já nada é porreiro, pá! França e Alemanha preparam à pressa uma revisão do Tratado de Lisboa. Diante do mar da dita, afinal era só palha… Subscrevo essa da necessária gestão das dependências, mas temo que nos tenhamos esquecido dessa essência da independência que, como dizia Herculano, sempre foi a vontade de sermos independentes.

Out 17

Triste e vil tristeza orçamentada

Triste e vil tristeza orçamentada

E lá acordamos para mais um dia de triste e vil tristeza orçamentada, nós, os servos da gleba hipotecária, sem direito a enfiteuse, a emigração ou ao pé-de-meia, para podermos gritar que não foi o fascismo que voltou mas um devorismo patrimonialista e neofeudal, com um estadão armado em mercantilista, tecendo loas ao superministro de sinal na cara…

Se este orçamento passar, sem mácula, em nome do calculismo das presidenciais e da futura alternância da velha manha politiqueira, receio que o sonho da nação, da república e da comunidade passe por um programa espiritual de extinção do Estado, cada vez mais cão de guarda de interesses, alimentado por impostos…

Estamos como nos primeiros vagidos do século XX

Estamos como nos primeiros vagidos do século XX, quando Fernando Pessoa alinhava na greve académica e Afonso Lopes Vieira traduzia Kropotkine. Foi nessa onda de anarquismo místico que se forjaram as éticas de convicção que ainda nos podem regenerar, se começarmos pela única essência que nos resta: o indivíduo diante do infinito!

Da extinção do estado a que chegámos

Pobre de mim, tradicionalista, que apenas sonha corrigir o desvio absolutista que nos levou ao desespero das revoluções, quando sempre precisámos de revoluções evitadas, como foi a inglesa e a norte-americana e como o tentou ser o nosso cartismo, nessa velha arte do regime misto, como o foi a república romana que resistiu ao cesarismo. Logo, subscrevo a necessidade de extinção deste estado a que chegámos…

Deixou de haver risco

Marcelo anuncia recandidatura de Cavaco e viabilização do orçamento pelo PSD. Havia os prognósticos depois do apito final. Desta, têm que ir à falência todos os apostadores. Porque deixou de haver risco. Antes de o serem, as coisas já o eram, conforme a tal ideia de suspensão da coisa.

Antes de Mouzinho da Silveira não havia hipótese de greves destas. Há quem tenha uma solução à maneira medieval: contratar os fiscais da EMEL para o efeito, ou os chamados “cobradores do fraque”. Os adeptos do progressismo, podem fazer um concurso público internacional e arrematar a tarefa a um parceiro qualquer da União Europeia.

Os anúncios de Marcelo revelam o velho branco é, galinha o põe…mesmo que esteja choca! Que choca…vem de chocallho, evidentemente! Tem a ver com aquela alimária que vai para a arena em regimes de toureio que não admitem a morte do bicho em directo. É pela calada, atrás do palco, que o transfiguram em bife…

O tinto a martelo do orçamento

Há quem diga que esta mistela, o tinto a martelo do orçamento, deve ser tragado porque pode ser cicuta, para envenenar o dito, numa espécie de embuiçamento. Não sou a favor destes sucedâneos de regicídio e sempre recordo que o homónimo de Atenas não foi suicidado pelos adversários, auto-extinguiu-se para cumprir as lei…

Out 16

Ministro da oposição à oposição

Lá vou acordando para esta ditadura do estado a que chegámos cuja síntese é a lacónica figura do ministro encarregado da oposição à oposição que dita a ideologia dominante como sacristão que perdeu o sentido dos gestos, com comunistas e bloqueiros ajudando à missa dos que querem conservar o que está…

Out 16

Contra as nacionalizações sacristas ou revolucionárias

Tanto sou contra as nacionalizações revolucionárias, como rejeito as episcopalizações do mesmo género patrimonialista. Se não houver contenção não tardará, como em 1917, que o sindicato em causa promova a criação de um partido, ou braço político, como o foi o CCP, que tanto deu raia em votos como lançou Salazar como deputado, ao lado de um administrador do banco de Alves dos Reis…

Estou farto de PEC I, PEC II e PEC III. Temo que novo PEC Santo entre num dos orgulhos multisseculares da sociedade civil portuguesa, ainda por cima através de uma sigla que me faz lembrar o velho Corpo Expedicionário Português, o comandado por Gomes da Costa.

O nosso hierarquismo paternalista tanto levou a que o partido “democrata-cristão” de 1917 nascesse de uma decisão institucional dos bispos, como, depois, com o mesmo protagonista, provocou que o partido único do regime autoritário nascesse de uma Resolução do Conselho de Ministros. Um lastro que ainda marca o tique centralista e concentracionário da presente partidocracia.