Nov 08

A escravidão dos partidos, a veneração da rotina, o pedantismo das sciencias …

Tendo recebido algumas referências à minha capacidade ficcional sobre o passado fim de semana, aqui vos deixo algumas provas fotográficas da real labuta levada a cabo por um conjunto de portuguesas e portugueses que decidiram levar à prática um programa de luta contra a desertificação do país interior, assumindo a subida ao poleiro em cima de regeneradas oliveiras. Daí que acrescente algumas coisas escritas em 1877:

Ironia, verdadeira liberdade! És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos, da veneração da rotina, do pedantismo das sciencias, da admiração das grandes personagens, das mystificações da politica, do fanatismo dos reformadores, da superstição d’este grande universo, e da adoração de mim mesmo (invocação de Proudhon, com se iniciam “As Farpas”, no dia seguinte à morte de Herculano, o azeiteiro, em 14 de Setembro de 1877, para uso dos presentes gestores da partidocracia e das candidaturas presidenciais).
Porque também hoje vivemos o vertiginoso bulicio da vida publica o ardente escriptor, que no seio da multidão fluctuante, estrepitosa, leviana, indifferente, perfida, traiçoeira, ingrata, lançava ás praças e ás ruas publicas, lamacentas e sordidas, as suas idéas de cada dia, nobres, castas, desinteressadas, aladas pelo alphabeto typographico, adejando sobre as immundicias e sobre as dejecções da cidade, como douradas abelhas impollutas, que vão de alma em alma sacudindo das azas luminosas em pollen diamantino a divina verdade.

Porque a isolação de Herculano no remanso esteril do dilettantismo bucolico, comprometteu o destino mental d’uma geração inteira. Pelo intenso poder das suas faculdades reflexivas, pela eminencia do seu talento, pela auctoridade da sua palavra, pela popularidade do seu nome, pela reputação nunca discutida da sua honestidade, elle era o homem naturalmente indicado para assumir o pontificado intellectual do seu tempo. A ausencia d’essa auctoridade do espirito sobre o espirito foi uma catastrophe para a geração moderna.
Porque tudo se resentiu na sociedade portugueza, com o desapparecimento d’esse alto poder moderador, destinado a ser o nucleo do seu governo moral. Á tribuna parlamentar nunca mais tornou a subir um homem cuja voz firme, sonora e vibrante levasse até os quatro cantos do paiz a expressão viril das grandes convicções inflexiveis, dos altos e potentes enthusiasmos ou dos profundos e implacaveis desdens. Essa pobre tribuna deserta degradou-se successivamente até não ser hoje mais do que uma prateleira mal engonçada com algum lixo e o respectivo copo d’agoa.

Porque a imprensa decaiu como decaiu a tribuna. Assaltada pelas mediocridades ambiciosas e pelas incompetencias audazes, a imprensa tornou-se um tablado de saltimbancos de feira, convidando o publico a 10 réis por cabeça, para assistir, entre assobios e arremessos de cenouras e de batatas podres, á representação da desbocada comedia, declamada em giria da matula por personagens sarapintados a vermelhão e a ocre, que mostram o punho arregaçado e sapateiam as taboas, como em sarabanda de negros e patifes, com os seus pés miseraveis.

 

Porque a politica converteu-se em uma vasta associação de intriga, em que os socios combinam dividir-se em diversos grupos, cuja missão é impellirem-se e repellirem-se successivamente uns aos outros, até que a cada um d’elles chegue o mais frequentemente que for possivel a vez d’entrar e sair do governo. Nos pequenos periodos que decorrem entre a chegada e a partida de cada ministerio o grupo respectivo renova-se, depondo alguns dos seus membros nos cargos publicos que vagaram e recrutando novos adeptos candidatos aos logares que vierem a vagar. É este trabalho de assimilação e desassimilação dos partidos, que constitue a vida organica do que se chama a politica portugueza.

Porque a arte desnacionalisa-se e afasta-se cada vez mais do fio tradicional que a devia prender estreitamente á grande alma popular. A opinião publica, marasmada pela indifferença, deshabitua-se de pensar e perde o justo criterio por que se julgam os homens e os factos.

E se um pensador da alta competencia e da grande auctoridade de Alexandre Herculano tivesse persistido durante os ultimos vinte annos á frente do movimento intellectual do seu tempo, essa influencia teria modificado importantemente o nosso estado social. Na politica ninguem como elle, com as suas opiniões extremas e radicaes, poderia originar a creação dos dois grandes e fortes partidos—o partido conservador e o partido revolucionario,—de cuja controversia depende essencialmente não só o progresso politico da sociedade portugueza, mas a propria conservação do seu regimen constitucional.

E na imprensa ninguem como elle poderia elevar a auctoridade da instituição com a sua palavra tão scintillante, tão denodada, tão propria para o debate, e com a sua experiencia tão esclarecida pela convivencia e pela cultura da historia. Na opinião e no espirito publico, ninguem teria uma acção tão segura e tão decisiva, porque ninguem como elle gosou em Portugal d’um tão inteiro prestigio e d’uma tão completa e absoluta auctoridade. Na arte, ninguem ainda mais proprio para levar a creação esthetica á fonte nativa da inspiração, á tradição historica, á raiz da paixão e do sentimento nacional.

Nov 08

1.800 corta-unhas, 4.056 pares de meias e a grande causa nacional de luta contra o chico-espertismo, ou a relação da árvore com a floresta

Uma operação alfandegária de combate à contrafacção realizada a nível da UE levou à apreensão de mais de dois milhões de artigos falsificados oriundos da China, anunciou a Comissão Europeia. Com destino a Portugal foram apreendidos 1.800 corta-unhas, 1.965 relógios, 4.056 pares de meias e 312 toalhas, artigos transportados por via marítima. Ministros das Finanças da Zona Euro advertiram o BCE para não subir as taxas de juro, porque um agravamento seria prejudicial para a recuperação económica que se está a prever para a Europa. O Instituto do Consumidor ordenou a retirada do mercado nacional de dois carrinhos de bebé por se verificarem perigosos.

 

Vale mais ler o Zé Mateus: O que está a acontecer no laboratório francês (e que vai mudar radicalmente a França política e a polìtica francesa) é um aviso solene a todos os estados europeus e põe, de forma definitiva, o problema que há décadas anda a ser escamoteado pelo relativismo cultural, tanto da esquerda angélica como da direita cínica, da compatibilidade de culturas quando uma é aberta e outra irredutível. Há um relativismo cultural do século XX que agoniza estas noites nos subúrbios de Paris…

 

O Presidente da República, Jorge Sampaio, defendeu hoje a necessidade de fazer do ordenamento «correcto e sustentável» do país uma «grande causa nacional», combatendo, em simultâneo, o «chico-espertismo, o oportunismo e o lucro fácil». A Europa precisa de paz entre cristãos e muçulmanos para ser uma sociedade viável, declarou hoje, em Brasília, o Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres. “Se não existirem políticas activas extremamente eficazes e sem um grande envolvimento da sociedade, é fácil surgirem situações de desenraizamento, em que a pessoa não se sente ligada a nenhuma identidade, nem à sua comunidade de origem, nem à sua nova pátria”, sublinhou Guterres, alertando para o “complexo problema relacionado com a integração da segunda geração de imigrantes” que se vive na Europa.

Nov 04

As concepções estruturadas de democracia e a injecção presidencial assistida, com ministros de Salazar e tudo

Paris continua a arder pelo oitavo dia consecutivo de ética republicana e pedrada, na Ásia anunciam-se novos focos de gripe das aves, mas por cá chegou o sol de São Martinho, enquanto o evento do MTV levou Lisboa a mil milhões de espectadores, dando a vitória aos lusitanos The Gift que não são mandatários para a juventude de nenhum candidato presidencial. E sem “leit motiv” para postalizar, pouco me interessa que a Zezinha não tenha feito acordo com o Carmona e que “vá trabalhar de graça para Lisboa”. Apenas estou remoendo aquilo que o marismo disse do anibalismo, isto é, que o personalizador deste último “não tem uma concepção estruturada da democracia”.

 

 

 

Pensei que era por causa dos programas espectaculares de história que eram apresentados na RTP por um ex-ministro de Salazar, desconfiei que era por causa de Cavaco ter na comissão de honra um ilustre ex-ministro de Salazar e de Caetano para a justiça, mas reparei que Soares também tem um ex-ministro de Caetano na sua homónima e que não conseguiu mobilizar um ex-ministro também de Salazar para a dita cuja, dado que ele continua a ser o cérebro da reforma do nosso ensino superior, posto a que acedeu substituindo um outro ex-ministro de Caetano e de Soares, a partir da respectiva postura de curador da fundação de Stanley Ho, que parece disponível para substituir o Estado português como accionista de Cabora Bassa.

 

 

 

Descobri que a questão se deve prender com a afirmação de Cavaco em defesa de salas da injecção assistida no palácio de Belém, dado que, na Universidade Nova, o ex-colaborador de Alfredo de Sousa, terá dito, ontem, que as eleições presidenciais de 22 de Janeiro são um “evento” que pode “injectar uma dose de confiança na sociedade portuguesa”, autodefinindo-se, subliminarmente, como o seringueiro de tal dose. Para quem quer escapar à ameaça de picadela, resta-lhe, naturalmente, saudar a entrevista do senhor duque de Bragança que encima este postal, para declarar a sua estruturada fé anti-iberista e anti-burbónica, recordando os casamentos que provocaram 1580 e sem necessidade de recurso à ideologia da ética republicana, inventada por Kant que, além de maçon, também era monárquico, ao contrário de Américo Tomás e Adolfo Hitler, que sempre foram republicanos. Por favor, onde fica o exílio?

Nov 03

Este glutão bloqueiro-centralista que nos vai sanguessugando…

Corremos o risco de transformar toda a classe política num conjunto de suspeitos, sob investigação policial, com diários comunicados do Procurador-Geral da República e a consequente má imagem de políticos, magistrados e advogados, aliás, as classes profissionais mais detestadas pela opinião pública, segundo recente sondagem. E até não bastam as habituais intervenções mediáticas de certos magistrados, ditos especialistas em corrupção, onde muitas vezes se confundem qualidades profissionais com anteriores militâncias na extrema-esquerda, noutras eras, só porque os principais fazedores de opinião, recrutados pelos novos capitalistas, também são originários dessa fatia de militância marxista-leninista-estalinista-maoísta. Paradoxalmente, também é de muita fauna dessa estirpe que continuam a ser recrutados destacados pensadores das comissões de honra dos candidatos presidenciais, assim se demonstrando a pouca largueza de horizonte deste quintal do pensamento que marca a pátria. Porque, qualquer dia, os debates entre a esquerda e a direita a que chegámos quase se enredarão nas disputas freudianas dos revolucionários frustrados.  Os pantanosos interesses mentais deste centrão rotativista continuam a lançar-nos abstractas tenazes de uma direita menos e de uma esquerda mais ou menos, onde qualquer intelectual tem o sonho de ser chamado ao “prós e contras” para debater a qualidade da democracia com antigos ministros de Salazar , ou de ser chamado pelos viscondes da Anadia e de Balsemão ou pelo patrão da Olivedesportos para nos produzirem o tédio empaturrante e já pouco digerível deste mais do mesmo.  Isto é, os sistemas indirectos de controlo do pensamento com que as tenazes do situacionismo nos querem amarfanhar não nos deixam dizer que o Portugal dos homens livres não coincide necessariamente com a soma das ilustres personalidades que integram as comissões de honra dos represidenciáveis. Tal como levam à impotência as navegações mentais pelas brumas da teoria da conspiração ou da análise da técnica do golpe de Estado. Para que tudo continue com o quartel-general sem ser em Abrantes.  Da mesma ilusão suporífera padecem os que se entretêm com a mania de uma República de Juízes, susceptível de uma grande operação mãos limpas, capaz de destruir os mecanismos partidocráticos. Ou os que chamam De Gaulle a um qualquer general confundindo a pose com um colectivo de oficiais desactivados que se enfileiraram nas comissões de honra dos presidenciáveis.  Mesmo entidades espirituais nos podiam continuar a difundir a esperança, desde a Maçonaria, com as suas plurais lojas, à igreja tradicional com as suas benzidas capelinhas, congregações, ipss e sacristias, ei-las que quase declaram a respectiva cedência ao oportunismo de permitirem a diluição dos respectivos veneráveis e venerandos nas mesmas lista de honradarias.  Três décadas volvidas, nesta democracia de processual sucesso, assistimos ao vivo e em directo aos mesmos mecanismo decadentistas deste lastro de cinzentismo cobarde que tanto destruiu a revolução liberal, de que a Primeira República foi o estertor, como a ilusão de revolução autoritária, dita nacional, mas que apenas era antiliberal, onde a personalização salazarenta  do poder foi uma solene e retórica declaração de impotência.  Porque a Salazar quia, que dizia ter “uma doutrina e uma força”, quando se insurgia contra a “fina flor da plutocracia” de certos possidentes republicanos, apenas foi um mero regime de “feitores de ricos”, neste glutão bloqueiro-centralista que, pela penumbra, vai sanguessugando as energias de antigos revolucionários verbalistas. Aqui e agora, o crime continua a compensar se prescrever pela dilação processualista, onde, muitas vezes, os aparelhos estadualizantes permanecem como os tais cães de guarda de uma propriedade que começou por ser mera detenção devorista.

Nov 03

Este glutão bloqueiro-centralista que nos vai sanguessugando…

Há noites de triste chuva e alegre companheirismo que não nos deixam assistir à derrota do Benfica, à entrevista de Soares à TVI ou às estórias sobre um tabuleiro de xadrez, por causa de uma busca domiciliária a um dos principais políticos portugueses, ainda por cima do partido que está, neste momento, no poder parlamentar e governamental. Coisa que, se revela a independência dos meios de investigação judicial, também pode acarretar mais um enorme rombo no prestígio das instituições e do Estado de Direito. Porque a lentidão dos chamados processos de administração da justiça pode atirar para o dia de São Nunca Mais a clarificação de um processo, onde se misturam aparelhos partidários e firmas de construção civil.

 

 

 

Por outras palavras, corremos o risco de transformar toda a classe política num conjunto de suspeitos, sob investigação policial, com diários comunicados do Procurador-Geral da República e a consequente má imagem de políticos, magistrados e advogados, aliás, as classes profissionais mais detestadas pela opinião pública, segundo recente sondagem. E até não bastam as habituais intervenções mediáticas de certos magistrados, ditos especialistas em corrupção, onde muitas vezes se confundem qualidades profissionais com anteriores militâncias na extrema-esquerda, noutras eras, só porque os principais fazedores de opinião, recrutados pelos novos capitalistas, também são originários dessa fatia de militância marxista-leninista-estalinista-maoísta.

 

Paradoxalmente, também é de muita fauna dessa estirpe que continuam a ser recrutados destacados pensadores das comissões de honra anibalista e marista, assim se demonstrando a pouca largueza de horizonte deste quintal do pensamento que marca a pátria. Porque, qualquer dia, os debates entre a esquerda e a direita a que chegámos quase se enredarão nas disputas freudianas dos revolucionários frustrados.

 

Os pantanosos interesses mentais deste centrão rotativista continuam a lançar-nos abstractas tenazes de uma direita menos e de uma esquerda mais ou menos, onde qualquer intelectual tem o sonho de ser chamado ao “prós e contras” para debater a qualidade da democracia com antigos ministros de Salazar, ou de ser chamado pelos viscondes da Anadia e de Balsemão ou pelo patrão da Olivedesportos para nos produzirem o tédio empaturrante e já pouco digerível deste mais do mesmo.

 

 

 

Isto é, os sistemas indirectos de controlo do pensamento com que as tenazes do situacionismo nos querem amarfanhar não nos deixam dizer que o Portugal dos homens livres não coincide necessariamente com a soma das ilustres personalidades que integram as comissões de honra de Cavaco e de Soares. Aceitarmos esta prisão dos irmãos-inimigos que querem continuar a propagar os tentáculos situacionistas do rotativismo, transformando as alternativas sistémicas das “cassettes” e “CDRoms” dos jerónimos e louçãs em viagens sem tempo nem espaço é frustrante. Tal como levam à impotência as navegações mentais pelas brumas da teoria da conspiração ou da análise da técnica do golpe de Estado. Para que tudo continue com o quartel-general sem ser em Abrantes.

 

Da mesma ilusão suporífera padecem os que se entretêm com a mania de uma República de Juízes, susceptível de uma grande operação mãos limpas, capaz de destruir os mecanismos partidocráticos. Ou os que chamam De Gaulle a um qualquer general confundindo a pose com um colectivo de oficiais desactivados que se enfileiraram nas comissões de honra dos presidenciáveis.

 

Mesmo entidades espirituais nos podiam continuar a difundir a esperança, desde a maçonaria, com as suas plurais lojas, à igreja tradicional com as suas benzidas capelinhas, congregações, ipss e sacristias, ei-las que quase declaram a respectiva cedência ao oportunismo de permitirem a diluição dos respectivos veneráveis e venerandos nas mesmas lista de honradarias.

 

 

 

Três décadas volvidas, nesta democracia de processual sucesso, assistimos ao vivo e em directo aos mesmos mecanismo decadentistas deste lastro de cinzentismo cobarde que tanto destruiu a revolução liberal, de que a Primeira República foi o estertor, como a ilusão de revolução autoritária, dita nacional, mas que apenas era antiliberal, onde a personalização salazarenta do poder foi uma solene e retórica declaração de impotência.

 

 

 

Porque a salazarquia, que dizia ter “uma doutrina e uma força”, quando se insurgia contra a “fina flor da plutocracia” de certos possidentes republicanos, apenas foi um mero regime de “feitores de ricos”, neste glutão bloqueiro-centralista que, pela penumbra, vai sanguessugando as energias de antigos revolucionários verbalistas. Aqui e agora, o crime continua a compensar se prescrever pela dilação processualista, onde, muitas vezes, os aparelhos estadualizantes permanecem como os tais cães de guarda de uma propriedade que começou por ser mera detenção devorista.

 

posted by JAM | 11/03/2005 10:55:00 AM

 

Index blogorum prohibitorum (II)

 

Ontem, pela noitinha, não resisti e tentei contactar directamente o secretário de Estado José Magalhães, comunicando-lhe pessoalmente a ocorrência do filtro censor. O governante-blogueiro, mal tocou o meu telefone junto da respectiva secretária pessoal, atendeu-me imediatamente e ouviu as minhas razões. Dei-lhe o nome da única direcção-geral onde se registou a circunstância, que não está, aliás, sob a respectiva tutela.

 

Louvo aquilo que seria de esperar do perfil do político em causa. E mais informo os estimados leitores que o fez sem ter comigo quaisquer relações pessoais de amizade ou de proximidade pessoal. Julgo que, além de trocas de livros, e de um anterior telefonema, por causa do nosso comum amigo, o falecido Luís de Sá, não tínhamos contactos. Dormi descansado. Acredito que, apesar dos filtros abstractos, ainda há governantes que são democratas à maneira popperiana, isto é, que a qualidade de uma democracia não se mede por perguuntarmos quem manda, mas antes por podermos controlar os poderes de quem manda.

Nov 02

Os comandantes das elites cavaquistanense e soareira

 

Manuel Dias Loureiro, Manuela Ferreira Leite, Eduardo Azevedo Soares, João Lobo Antunes, Alexandre Relvas, António Pinho, António Pinto Leite, Daniel Proença de Carvalho, Diogo Pires Aurélio, João Calvão da Silva, João Carlos Espada, Miguel Monjardino, Pedro Lomba, Joaquim Aguiar, Vítor Bento, Miguel Anacoreta Correia,Teresa Patrício Gouveia, José Matos Correia, Paulo Rangel, José Luís Jacinto, Manuela Franco e Pedro Pereira dos Santos.

 

 

Amélia Antunes, António Dias da Cunha, António José Seguro, António Mega Ferreira, António Vitorino, Fernando Freire de Sousa, Fernando Nobre, Francisco Assis, Ivan Nunes, João Cravinho, João Proença, Jorge Coelho, José António Pinto Ribeiro, José Medeiros Ferreira, Luís Braga da Cruz, Luís Capoula Santos, Manuel Ferreira de Oliveira, Maria João Rodrigues, Mário Mesquita, Mário Ruivo, Pedro Nuno Santos, Rui Cunha, Sérgio Sousa Pinto, Susana Amador, Ulisses Garrido, Viriato Soromenho Marques, Vital Moreira

 

Nov 02

A mariolândia com anexos laicistas

Abel Monteiro Grilo , Abílio De Freitas Pereira , Acácio Xavier , Adelino Silva , Adélio Silva Fonseca , Adriano Sousa , Adriano Vaz Serra , Afonso Abrantes , Agostinho Abade , Agostinho De Carvalho, Albano Quintino Tamegão , Alberto Amaral , Alberto Carneiro , Alberto De Lacerda , Alberto Matos Ferreira , Alberto Seixas Santos , Alberto Souto , Alcino Cardoso , Alcino Soutinho , Alexandre Melo , Alexandre Quintanilha , Alfredo Bruto Da Costa , Alfredo Cunha , Alfredo Duarte Costa , Alfredo Marques , Almeida Faria , Almerindo Rego , Altamiro Claro , Alvaro Carrilho , Alvaro Pedro , Alvaro Rocha , Álvaro Siza Vieira , Amadeu Carvalho Homem , Amadeu Penim , Américo Pereira , Américo Santos , Amílcar Lousa , Ana Barata , Ana Bettencourt , Ana Filgueiras , Ana Gomes , Ana Leonor Pereira , Ana Luísa Amaral , Ana Prata , Ana Viegas , Ana Vieira , Ana Zanatti, André Caldas , André Jordan , Andreia Soutinho , Ângelo De Sousa , Aníbal Santos , Antonieta Garcia , António Alçada Baptista , António Amaro , António Arnaut, António Baptista Lopes , António Barbosa , António Barros Cardoso , António Batista Lopes , António Brás Monteiro , António Cabral , António Camilo , António Campinos , António Campos , António Casimiro Ferreira , António Castro Fernandes , António Cluny, António Damásio , Antonio De Almeida , António Dias Da Cunha , António Eusébio, António Ferreira , António Ferreira De Brito , António Fonseca , António Fonseca E Costa , António Franco , António Guterres , António Hespanha , António Inverno , António Júlio De Almeida , António Lagoa Henriques , António Lobo Antunes , António Magalhães , António Maldonado Gonelha , António Manuel Fernandes Simões , António Manuel Martins Miguel , António Manuel Mendes Lopes , António Morais , António Neves , António Neves , António Oliveira , António Paiva , António Paula Santos , António Pedro Couto Da Rocha Pita , António Peixinho , António Pereira , António Pereira Júnior , António Ramalhinho , António Reis , António Reis , António Rocha E Melo , António Rochete , António Rodrigues , António Rodrigues Maximiano , António Rosado , António Ruella Ramos , António Serra Lopes , António Serrano , António Tabucchi , António Teodoro , António Valadas Fernandes , António Valdemar , António Vitorino D’almeida , António-Pedro Vasconcelos , Aquilino Ribeiro Machado , Arlete Brito , Armando Baptista Bastos , Armando Lacerda , Armando Sales Luís , Armando Vara , Armindo Abreu , Armindo Carvalho , Armindo Rodrigo Leite , Artur Cascarejo , Artur Cascarejo , Artur João Lourenço Vaz , Artur Jorge , Artur Portela , Artur Rosa , Artur Vaz Pimentel , Augusto Cid , Augusto Dos Santos Faustino , Aurora Cunha , Axel Matias Buus , Bartolomeu Cid Dos Santos , Beatriz Da Conceição , Beatriz Gentil , Beatriz Pacheco Pereira , Bento Domingues , Bernardino Gomes , Berta Nunes , Camilo Morais , Cândida Pinto De Almeida , Capoulas Santos , Carlos Alberto Moniz , Carlos Albino , Carlos Amaral Dias , Carlos André , Carlos Ávila , Carlos Barral , Carlos Cabral , Carlos Cachulo , Carlos Calado , Carlos Cardoso , Carlos Castanheira, Carlos Castro , Carlos César , Carlos Figueiredo , Carlos Galvão De Melo , Carlos Godinho , Carlos Mendes , Carlos Miguel , Carlos Miranda , Carlos Monjardino , Carlos Nogueira , Carlos Panta , Carlos Rebelo , Carlos Santana Maia , Carlos Santos Ferreira , Carlos Silva , Carlos Trindade , Carlos Tuta , Carlos Vargas , Carlos Veiga Ferreira , Carlos Ventura Martins , Casimiro De Brito , Catarina Avelar , Catarino Costa , Celina Pereira , Cipriano De Oliveira , Clara Ferreira Alves , Clara Xavier De Sá , Clotilde Fava , Conceição Martins , Cristina Vigon , Cucha Carvalheiro, Daniel Adrião , Daniel Nave , Daniel Pedrosa , Daniel Sampaio , Dante Macedo , David Lopes Ramos , Defensor Moura , Delmiro Carreira , Diamantino Elias , Diana Andringa , Domingos Paulino , Domingos Torrão , Dora Gomes , Duarte Sousa , Edite Estrela , Eduardo Âmbar , Eduardo Barroso , Eduardo Batarda , Eduardo Ferro Rodrigues, Eduardo Lourenço , Eduardo Mendes De Brito , Eduardo Nery , Eduardo Souto Moura , Elídio Meireles , Elisa Ferreira , Elisabete Jacinto , Elísio Summavielle , Elza Pais , Ema Gonçalo , Emanuel Câmara , Emanuel Jardim Fernandes , Emanuel Maranha Das Neves , Emanuel Martins , Emídio Rangel , Emídio Xavier , Emílio António Pessoa Mesquita , Estela Monteiro , Eurico Almeida , Eurídice Pereira , Fátima Roque , Fátima Silveira , Fausto Correia , Felipe Gama , Fernanda Gonçalves Ramos , Fernanda Lopes Cardoso , Fernanda Pires Da Silva , Fernanda Rolo , Fernanda Torre , Fernando Aguiar-Branco , Fernando Amaral , Fernando Anastácio , Fernando Cabodeira , Fernando Cardoso , Fernando Catroga , Fernando Condesso , Fernando Cordeiro , Fernando Dacosta, Fernando Dos Anjos Alves Antunes , Fernando Dos Santos Carvalho , Fernando Freire De Sousa , Fernando Henriques , Fernando Lima , Fernando Lopes , Fernando Lopes , Fernando Lopes Barreira , Fernando Lopes Da Silva , Fernando Manata , Fernando Marques Cordeiro , Fernando Morais , Fernando Nobre , Fernando Paulouro , Fernando Pimentel , Fernando Pina Da Silva , Fernando Pratas , Fernando Ramos , Fernando Rebelo , Fernando Regateiro , Fernando Reino , Fernando Rodrigues , Fernando Santos Neves , Fernando Simões , Fernando Tavares Carlos , Filipa Pais , Filipe Costa, Francis Obikwelu Francisco Assis , Francisco Campos , Francisco Castro Rodrigues , Francisco Corredoura , Francisco Ferreira , Francisco Fonseca Da Silva , Francisco Knopfli , Francisco Lopes Carvalho , Francisco Martins , Francisco Murteira Nabo , Francisco Orelha , Francisco Ribeiro , Francisco Seixas Da Costa , Gabriela Canavilhas , Germano De Sousa , Gil Romão , Graça Costa Cabral , Graça Fonseca , Graça Lobo , Graça Morais , Guida Maria , Guilherme Leite , Guilherme Pinto , Guilhermina Gomes , Hanna Damásio , Helder Castanheira , Helder Corujas , Helder Costa , Helena Almeida , Helena André , Helena Cidade Moura , Helena Guerra , Henrique António Oliveira Troncho , Henrique Cayatte , Henrique Machado Jorge , Henrique Neto , Herlander Estrela , Hermitério Monteiro , Hugo Rocha , Ilídio Pinho , Ilídio Rodrigues , Isabel Alçada , Isabel Gomes Motta , Isilda Pelicano , Jacinto Luís , Jacinto Simões , Jaime Andrez , Jamila Madeira , Joana Amaral Dias , Joana Vasconcelos , João Abel Manta , João Alberto , João Almeida Santos , João Appleton , João Azevedo , João Bénard Da Costa , João Benavente , João Burrica , João Campino , João Caraça , João Cutileiro , João D’ Almeida , João Diogo Nunes Barata , João Dos Santos Relvas , João Ferreira Do Amaral , João Ferreira Ponte , João Gomes , João Gomes , João Guterres , João José Mendes Nabais , João Lima , João Lourenço , João Luís Carrilho Da Graça , João Maria Reigota , João Monjardino , João Mota , João Noronha Carvalho , João Nuno Mendes , João Oliveira , João Pardal Monteiro , João Paulo Cotrim , João Paulo Matias , João Paulo Monteiro , João Pina , João Proença , João Soares Louro , João Taveira Pinto , João Teixeira Fernandes , João Tomás , João Vasconcelos , João Vieira , Joaquim Barreto , Joaquim Carlos Dias Valente , Joaquim César Rocha Alves , Joaquim De Almeida , Joaquim De Matos , Joaquim Feio , Joaquim Fialho Anastácio , Joaquim Gomes Canotilho , Joaquim Martins , Joaquim Mourão , Joaquim Pires , Joaquim Ramos , Joaquim Raposo , Joaquim Rosa Do Céu , Joel Branco , Joel Hasse Ferreira , Jorge Araújo , Jorge Armindo , Jorge Catarino , Jorge Coroado , Jorge Gonçalves , Jorge Luís Oliveira , Jorge Magalhães , Jorge Manuel Jesus , Jorge Rebelo De Almeida , Jorge Torgal , José Alberto De Azeredo Lopes , José Alberto Fateixa , José Alberto Fateixa Palmeiro , José Alberto Marques , José Alho , José António Almeida Santos , José Apolinário , José Augusto Almeida , José Aurélio , José Brandão , José Campos , José Cardoso Da Silva , José Carlos Zorrinho , José Cascão Silva , José Eduardo Guimarães , José Eduardo Lopes Ferreira , José Emílio Moreira , José Ernesto D’oliveira , José Ernesto Oliveira , José Fernandes Fafe , José Fernando Jorge Duque , José Fernando Martins , José Fonseca E Costa , José Girão Vitorino , José Guerreiro , José Inocêncio , José João Bianchi , José Lemos , José Letras Pinheiro , José Lopes , José Lopes Da Silva , José Luís Carneiro , José Luís Serra Rodrigues , José Machado , José Manuel Brandão De Brito , José Manuel Custódio , José Manuel Fava , José Manuel Galvão Teles , José Manuel Picão De Abreu , José Manuel Resende , José Manuel Rodrigues , José Manuel Santinha Lopes , José Manuel Tengarrinha , José Manuel Torres Miguens , José Maria Guerreiro , José Mário Brandão, José Mattoso , José Miranda , José Mota , José Nuno Martins , José Pedro Cardoso , José Pedro Croft , José Pedrosa , José Penedos , José Reis , José Rodrigues , José Santo Freire , José Saramago , José Sasportes , José Silva Lopes , José Sommer Ribeiro , José Sousa Gomes , José Tavares , José Veiga Simão , José Vicente Moura , Joshua Ruah , Julião Sarmento , Júlio Barroso , Julio Isidro , Julio Machado Vaz , Júlio Montalvão Machado , Júlio Moreira , Júlio Pedrosa , Júlio Pomar , Kalidás Barreto , Kantilal Jamnadas , Laura Soutinho , Leonel Moura , Leonor Pinhão , Leonor Xavier , Liberto Cruz , Lídia Jorge , Lino Pintado , Lino Silva Pereira , Lisete Romão , Lourdes Norberto , Lucas Estevão , Luís Aleluia , Luís Almeida , Luís Alves , Luís Amorim De Sousa , Luís Araújo , Luís Canha , Luís Cília , Luís Fidalgo , Luís Fontoura , Luís Gamito , Luís Gaspar Da Silva , Luís Horta , Luís Magalhães , Luís Manuel Cunha Ribeiro , Luís Miguel Ribeiro Oliveira Duarte , Luís Nazaré , Luís Noronha Da Costa , Luís Represas , Luís Roque , Luís Saias , Luís Serpa , Luís Tadeu, Luísa Ducla Soares , Luísa Irene Dias Amado , Luísa Mendonça , Luísa Schmidt , Luiz Francisco Rebello , Lusitano Dos Santos , Macaísta Malheiros , Mafalda Lopes Da Costa, Manuel Alberto Dias Pereira , Manuel Almeida , Manuel António Pina , Manuel Baptista , Manuel Barbosa Ribeiro , Manuel Brito , Manuel Brito , Manuel Cargaleiro , Manuel Da Luz , Manuel Da Silva , Manuel Dos Santos , Manuel Ferreira De Oliveira , Manuel Furtado , Manuel José Homem De Mello , Manuel Lopes Da Costa , Manuel Maria Carrilho , Manuel Maris Cruz , Manuel Martins , Manuel Murteira , Manuel Oliveira , Manuel Pedro Magalhães , Manuel Pedroso Marques , Manuel Pereira Dos Santos , Manuel Salgado , Manuel Silva Pereira , Manuel Sobrinho Simões , Manuel Tainha , Manuel Vidinha , Manuela Aguiar , Manuela De Azevedo , Manuela Machado , Manuela Morgado , Margarida Feijó , Margarida Marante , Margarida Martins , Margarida Pinto Correia , Margarida Ruas , Margarida Veiga , Maria Alexandra Mesquita , Maria Amélia Antunes , Maria Angela Miguel Grácio , Maria Antónia Batista , Maria Antónia Catanho De Menezes, Maria Antónia Palla , Maria Belo , Maria Calado , Maria Cândida Sousa Morais, Maria Da Luz Rosinha , Maria De Jesus Serra Lopes , Maria De Sousa , Maria Do Carmo Dalmau , Maria Do Carmo Ramos Da Costa , Maria Do Carmo Sequeira , Maria Do Céu Guerra , Maria Eduarda Gonçalves , Maria Emília Araújo , Maria Emília Brederode Santos , Maria Emília Monjardino , Maria Fernanda Carvalho Dos Santos , Maria Helena Caldas Portela , Maria Helena Corrêa , Maria João Grancha , Maria João Pires , Maria João Rodrigues , Maria João Sande Lemos , Maria João Seixas , Maria José Azevedo , Maria José Constâncio , Maria José Lancastre , Maria José Miranda , Maria José Oliveira , Maria José Rau , Maria Judite Pinto Mendes De Abreu , Maria Luisa Sarsfield Cabral , Maria Manuel Leitão Marques , Maria Manuela Silva , Maria Nobre Franco , Maria Rosa De Sousa , Maria Salomé Conceição Rafael , Maria Santos , Maria Susete Abreu , Maria Teresa Horta , Mariana Rey Monteiro , Mário Beja Santos , Mário Campos , Mário Canelas , Mário Cesariny , Mário Dorminski , Mário Ferreira , Mário Jorge , Mário Laginha , Mário Marques , Mário Matos Ribeiro , Mário Mesquita , Mário Moniz Pereira , Mário Mourão , Mário Raposo , Mário Ruivo , Mário Sottomayor Cardia , Marta Rebelo , Matilde Sousa Franco , Menezes Rodrigues , Mesquita Machado , Miguel Alves , Miguel Esteves , Miguel Ginestal , Miguel Melo , Miguel Patacão Rodrigues , Miguel Vieira Batista , Miguel Vonn Haff , Nascimento Costa , Nazim Ahmad , Nélia Monteiro , Nelo Vingada , Nelson Cunha Correia , Nilson Jardim , Nobre Dos Santos , Norberto António Lopes Patinho , Norberto Patinho , Norberto Pilar , Norma Tasca , Nuno Botelho , Nuno Brederode Santos , Nuno Godinho De Matos , Nuno Portas , Nuno Severiano Teixeira , Nuno Teotónio Pereira , Nuno Vieira De Almeida , Octávio Dias Garcia ,Orlando Afonso , Orlando Mendes , Orlando Soares , Paco Bandeira , Paiva De Carvalho , Paula Rego , Paulo Branco , Paulo Caldas , Paulo Casaca , Paulo Cunha,Paulo Farinha , Paulo Felício , Paulo Pedroso , Paulo Trincão , Pedro Bacelar De Vasconcelos , Pedro Burmester , Pedro Caldeira Cabral , Pedro Carmo , Pedro Coelho, Pedro Colaço , Pedro Couceiro , Pedro Guedes De Oliveira , Pedro Luzes , Petit , Quim , Raul Capela , Raul Henriques , Raul Meireles , Renato De Araújo , Ricardo Gonçalves , Ricardo Oliveira , Ricardo Pereira , Ricardo Silva , Richard Zimler , Rita Blanco , Roberto Monteiro , Rodolfo Iriarte , Rodolfo Lavrador , Rogério Gaspar , Rogério Moura , Rogério Pinto , Rogério Samora , Rogério Vieiros , Rosa Lobato Faria , Rosa Mota , Rosa Nery De Sttau Monteiro , Rosalina Machado , Rosinda Castanhas , Rui Alarcão , Rui Barreiro , Rui Barreiros Duarte , Rui Caçador , Rui Caetano , Rui Carlos Pereira , Rui Carreteiro , Rui Cartaxana , Rui Correia , Rui Graça Feijó , Rui Júnior , Rui Lourenço , Rui Manuel Varela Gusmão , Rui Mário Gonçalves , Rui Moreira , Rui Nabeiro , Rui Namorado , Rui Pena , Rui Pena Pires , Rui Solheiro , Rui Vieira Nery , Rui Vilar , Rute Marques , São José Lapa , Sérgio Carvalhão Duarte , Sérgio Leal , Sérgio Pombo , Sérgio Sousa Pinto , Sílio Correia , Sílvia Chicó , Sílvia Rizzo , Silvino Sequeira , Sofia Ferreira ,Strecht Monteiro , Susana Amador , Sybille Schön , Teixeira Silva , Teodora Cardoso , Teolinda Gersão , Teresa Ambrósioteresa Beleza , Teresa Gaspar , Teresa Lago , Teresa Nunes Vicente , Teresa Tomás Bento , Tito Lyon De Castro , Tomás Oliveira Dias , Torres Farinha , Tozé Brito , Ulisses Garrido , Vasco Coelho , Vasco Gervásio , Vasco Lourenço , Vasco Pinto Leite , Vasco Vieira De Almeida , Vasco Wellenkamp , Vassalo Abreu , Veiga Pires , Vera Adão E Silva , Vergílio Meira Soares , Vitor Almeida , Vitor Alves , Vitor Barros , Vítor Campos , Vitor De Sousa , Vitor Duarte , Vítor Duarte , Vitor Filipe , Vitor Hugo Sequeira , Vítor Manuel Barão Martelo , Vitor Manuel Camarneiro , Vitor Manuel Graça Cunha , Vitor Manuel Sarmento Da Cruz , Vitor Martelo , Vítor Martins , Vitor Pavão Dos Santos , Vítor Pereira , Vitorino , Vladimiro Silva , Wanda Stuart ,Xana, Zélia Maria Roque Matos

Nov 02

O eano-cabanquistão, com anexos catolaicos

António dos Santos Ramalho Eanes, Abdool Karim Vakil, Abel Cabral Couto, Abel F. Queiroz Nascimento, Adalberto Neiva de Oliveira, Adolfo da Cunha Nunes Roque, Adriano de Magalhães, Adriano Vasco Rodrigues, Agustina Bessa-Luís, Albano Coelho Lima , Alberto Figueiredo, Alberto Mesquita, Albino Aroso, Alexandre Carlos da Mota Pinto, Alexandre José Linhares Furtado, Alfredo Castanheira Neves, Alípio Pereira Dias , Alípio Tomé Pinto, Álvaro Barreto, Álvaro Cassuto, Álvaro Monjardino, Álvaro Pereira, Amadeu Lopes Sabino, Amândio Oliveira de Carvalho, Américo Amorim , André Gonçalves Pereira, Aníbal de Oliveira , Anselmo Santos, Antero Calvo, António Barbosa de Melo, António Câmara, António Carrapatoso, António Castel-Branco Borges, António Emílio Sacchetti, António Felino, António Fidalgo, António Figueiredo, António Gomes de Pinho, António Guerreiro, António Holtreman Roquette, António Horta Osório, António Jorge Pinho, António José dos Santos, António Lobo Xavier, António M. Martins da Cruz, António Maria Pereira, António Marques Mendes, António Martins, António Martins da Cruz, António Meliço Silvestre, António Meneses Cordeiro, António Murta, António Pinto Barbosa, António Pinto Leite, António Rodrigues, António Sala, António Santo Justo, Apolinário Vaz Portugal , Aristides Guedes Coelho, Arlindo Costa Leite, Armando Costa Leite de Pinho, Armando Lopes Porto, Armando Marques Guedes, Armando Sevinate Pinto, Armindo Costa Leite de Pinho, Augusto Lopes Cardoso, Aurélio Aleixo Corbal, Aventino Teixeira, Bernardo Pinto de Almeida, Carlos Alberto Sequeira, Carlos Avillez, Carlos Barbosa, Carlos Blanco de Morais, Carlos Borrego, Carlos Eugénio de Brito, Carlos Lopes, Carlos Oliveira, Carlos Pimenta, Carlos Queirós, Carlos Sousa, Cristina Figueira, Daniel Proença de Carvalho, Dario Alves, Delfim Ferreira Leão, Dinis da Silva Freitas, Diogo de Lucena, Diogo Leite de Campos, Diogo Pires Aurélio, Diogo Vaz Guedes, Duarte d’Orey, Eduardo de Almeida Catroga, Efigénio Rebelo, Elísio Alexandre Soares dos Santos, Emanuel Linhares Furtado, Emanuel Rodrigues, Ernesto Vieira, Eunice Muñoz, Eusébio, Fátima Barros, Fausto de Quadros, Fernando Alberto Ribeiro da Silva, Fernando Alves Correia, Fernando Brito Soares, Fernando Carvalho Rodrigues, Fernando Echevarria, Fernando Fantasia, Fernando Faria de Oliveira, Fernando Gil , Fernando Guedes, Fernando Lanhas, Fernando Matias Roque, Fernando Ulrich, Filipe de Botton, Filipe La Féria, Filomena Gonçalves , Fortunato Oliveira Frederico, Francisco Almeida e Sousa, Francisco Costa, Francisco José Viegas, Francisco Laranjo, Francisco Marques Pereira, Francisco van Zeller, Gabriel Bastos, Gabriel Espírito Santo, Helena Kendall, Henrique Granadeiro, Henrique Soares de Albergaria, Hermínio Palmeira, Hipólito Pires, Horácio Roque , Isabel Almeida Mota, Isabel Corte-Real, Isabel Silveira Godinho, Jaime Isidoro, João Baptista da Silva, João Borges Assunção, João Bosco Soares Mota Amaral, João Calvão da Silva, João Cardoso Rosas, João Carlos Espada, João Costa Pinto, João de Deus Pinheiro, João Dias da Silva, João Filipe Cortez Queiró, João Justino Alves, João Leite, João Lopes Porto, João Luís César das Neves, João Marques Pinto, João Morais Leitão, João Paço, João Paulo Barbosa de Melo , João Pedro Pais, João Pedro Xavier de Brito, João Pereira Coutinho, João Queiroz e Melo, João Rendeiro, João Rodrigues, Joaquim Aguiar, Joaquim Alexandre de Oliveira Carneiro, Joaquim Carlos Neto Murta, Joaquim Coimbra, Joaquim Dias Cardoso , Joaquim Faria e Almeida, Joaquim Ferreira do Amaral, Joaquim José Borges de Gouveia, Joaquim M. V. Poças Martins, Joaquim Pinto Machado, Joaquim Veríssimo Serrão, Jorge Abreu Matos, Jorge Arroteia, Jorge Baptista, Jorge Bleck, Jorge Braga de Macedo, Jorge Figueiredo Dias, Jorge Justino, Jorge Manuel Brochado Miranda, Jorge Quintas, Jorge Salavisa, José Afonso Gil, José António Silveira Godinho, José Bernardo Falcão e Cunha, José Blanco, José Carlos Martins , José Carlos Seabra Pereira, José Casalta Nabais, José Coelho Jordão, José Cutileiro, José da Silva Peneda, José Eduardo Garcia Leandro, José Epifânio da Franca, José Ferraz, José G. Fernandes Cunha Vaz, José Guilherme Xavier de Basto, José Henrique Cardal, José J. Sousa Fernandes, José João Cardoso Leite, José Luís Crespo de Carvalho, José Luís da Cruz Vilaça, José Luís Nogueira de Brito, José Luís Rasquilha, José Manuel Cardoso da Costa, José Manuel Castanheira da Costa, José Manuel de Mello, José Manuel Ferro, José Manuel Goes Ferreira, José Manuel Morais Cabral, José Manuel Moreira, José Manuel Neves Adelino, José Manuel Salvador Tribolet, José Mendes Barros, José Miguel Júdice, José Nunes Liberato, José Oulman Bensaúde Carp, José Pereira Lopes, José Roquette, José Sousa Fernandes, Laura Bulger, Leonor Beleza, Lígia Monteiro, Ludgero Marques, Luís Adão da Fonseca, Luís Aires-Barros, Luís António Oliveira Ramos , Luís Canto Moniz, Luís Couto Gonçalves, Luís Guilherme Leal Pereira, Luís Miguel Beleza , Luís Miguel Santos Sebastião , Luís Ortigão Costa, Luís Palha, Manuel Alves, Manuel Campilho, Manuel Carlos da Costa e Silva, Manuel Casimiro de Almeida, Manuel Cavaleiro Brandão, Manuel Costa Andrade, Manuel da Costa Brás, Manuel de Carvalho Fernandes Thomaz, Manuel Henriques Mesquita, Manuel Ivo Cruz, Manuel Jacinto Nunes, Manuel José Vilares, Manuel Lopes Porto, Manuel Maria Fernandes Thomaz, Manuel Pais Clemente, Manuel Pinto Barbosa, Manuel Pinto Machado, Manuel Violas, Manuela Maria, Manuela Teixeira, Marcello Mathias, Maria da Graça M. Silva Carvalho , Maria de Fátima de Sequeira Dias, Maria Estela Barbot, Maria Fernanda Mota Pinto, Maria Isabel Moreno Xavier Escudeiro, Maria José Ferro Tavares, Maria José Nogueira Pinto, Maria Manuel Pinto Barbosa, Maria Margarida Salema, Maria Odete dos Santos Ferreira, Maria Teresa Almeida Garrett, Maria Vitalina Leal de Matos, Mário Campos Pinto, Mário Jesus da Silva, Mário Júlio de Almeida Costa, Mário Paes de Sousa, Miguel Carneiro de Moura, Miguel Monjardino, Miguel Veiga, Mónica Baldaque, Nicolau Breyner, Nikias Skapinakis, Norberto Canha, Nuno Cordeiro Ferreira, Nuno Fernandes Thomaz, Nuno Gama, Nuno J. G. Viegas Nascimento, Nuno Vieira Matias, Octávio Cerqueira Rocha, Orlando Monteiro da Silva, Paulo Canha, Paulo Fernandes, Paulo Guerra, Paulo Lowndes Marques, Paulo Mendo, Paulo Teixeira Pinto, Paulo Tunhas, Paulo Vallada, Pedro de Noronha Pissarra, Pedro Lamy, Pedro Lomba, Pedro Paes de Vasconcellos, Pedro Ponce , Peter Villax, Ricardo Bayão Horta, Ricardo Sá Pinto, Rita Guerra, Rita Ferro, Rui Chancerelle de Machete, Rui Meireles, Rui Veloso, Rui Vieira, Ruy de Carvalho, Sebastião Alves, Serafim Manuel Rocha Guimarães, Sérgio Rebelo, Teresa Perry Vidal, Tiago Bettencourt, “Toranja”, Vasco Faria, Vasco Graça Moura, Vasco Pereira Coutinho, Vasco Rocha Vieira, Vera Pires Coelho, Vergílio Folhadela Moreira, Vítor Bento, Vitor Martins

Nov 02

No dia seguinte ao de São Nunca Mais, com finadas damas candidatas a primeiras

Acordo nesta cidade que já foi sismo, tsunami, terramoto político, do marquês a Santana, de Sampaio ao que chegámos e já não recordo como ontem o mar feito água a ferver que atirou os barcos para dentro do burgo. Ficam-me o sons dos sinos e a homilia de D. Policarpo a dizer que é favor do referendo ao aborto. Hoje já é dia de finados ou de fiéis defuntos e talvez não haja campanha presidencial. Já bastou que ontem, em dia de São Nunca Mais, tivesse que assistir ao espectáculo das capas das revistas cor de rosa, onde a Alexandra Lencastre rivalizava, não com a Teresa Caeiro e as celebridades da telenovela e dos “reality shows”, mas com as candidatas a primeiras damas.

 

 

 

Fiquei a saber que uma destas presidenciáveis que, por acaso, tem nome igual a noventa por cento das senhoras com a idade dela e que até podia ser filha de outra candidata sua rival, fiquei a saber, por esta ciência de capa colorida, que a dita cuja padece de vida mui dramática. Porque Sua Senhoria não terá conhecido sua mãe, dela. Porque fez muitos sacrifícios por seu marido, dela. E, finalmente, porque se dedica muito aos netos que Deus lhe deu.

 

 

 

Ainda não me foi dado ver a próxima capa sobre outra potencial primeira dama que nos quer reger, sucedendo a outra simplesmente Maria Ritta, dado que estou mais interessado em saber das capas das revistas madrilenas, onde Letizia ovetense deu à luz uma neta de Estadão, uma Leonoreta de Burbão, descendente de taxistas, a quem desejo que não venha a reinar sob os céus de Lisboa.

 

 

 

Por cá, apenas esperamos que Dona Fátima de Felgueiras se candidate a Belém, para quem em vez de primeiras damas se dê capa a primeiros valetes, sem novas de um velho PS desconhecido, onde surgem notícias de Macau, com secretários correndo atrás de malas e muitas mesas do orçamento cheias de restos de comida nos pratos de lentilhas. Ou que as capas alaranjadas de outros “media” nos tragam cosidos à portuguesa, com nabos, farinheiras e restos de arroz de polvo com salsicha fresca e muita pescada sem espinha dorsal. Por favor, onde fica o exílio?

Out 31

Comissões de honra, presidenciáveis e o regresso da sociedade de Corte

Se alguém quiser fazer um ensaio sobre o atavismo e a sociedade da corte, nada melhor do que visitar Portugal e penetrar nos meandros das chamadas comissões de honra das várias candidaturas presidenciais. Aí pode detectar a efectiva lista dos anteriores beneficiários das comendas, do decretino e até do saco azul, quando os candidatos exerciam funções cimeiras, como supremos gestores do aparelho de poder da companhia Pátria, S.A.R.L., isto é, no tempo em que se podia ser anónimo e de responsabilidade limitada. Agora, cada candidato convocou a respectiva pequena corte para uma sessão televisionada de má passagem de modelos, transformando o povão em passivo auditório do discurso dessa pretensa elite, mais oligárquica do que aristocrática. Inevitavelmente, os lugares do primeiro banco da sala são quase todos ocupados pelos financiadores, com ilustres banqueiros e donos de afundações, bem acompanhados pelos ex e actuais gestores daquilo que era o sector empresarial do Estado, onde se incluem antigos ministros, nomeados pelos respectivos sucessores, e pelos dirigentes-angariadores da Liga Contra os Salários em Atraso, nos clubes de futebol. No meio da sala, semeiam-se intelectuários e avençados, bem como inúmeros propagandistas ditos “opinion makers”, não faltando os que, vivendo da consultadoria, precisam de estar bem com Deus e com o Diabo. Aqui e além, um ou outro idiota útil, sonhando integrar a procissão do vencedor, à espera de uma qualquer futura comenda ou de um lugarzito no avião presidencial, na próxima visita oficial que se fizer à Mongólia, ao Taiti ou uma qualquer republiqueta onde haja coqueiros para subir ou tartarugas para cavalgar. Os restantes apenas estão sequiosos de um qualquer minuto de fama nas recepções da diplomacia do croquete, dentro da habitual ética republicana da sociedade da corte. Com efeito, este desviacionismo de feira das vaidades, apenas confirma que o órgão monárquico mais democrático do presente regime político precisa de fingir-se aristocrático, para que se conclua esta nostalgia pelos sucessivos “anciens regimes” que nos façam retroagir pelo tempo em que os animais não falavam e os vivos não eram cadáveres adiados que procriavam discursos enlatados pelas agências de “marketing” político. Por outras palavras, as comissões de honra são a cedência dos presidenciáveis à moda do “jet set” em ritmo de “reality show” de uma qualquer quinta das celebridades, onde não faltam oficiais-generais em risco de desactivação. E porque os publicitários campanheiros são sempre uns exagerados, os presidenciáveis acreditaram que “é disto que o meu povo gosta”.