Alguns segmentos da dona universidade, em vez de aprenderem, investigarem e ensinarem, preferem brincar a certo revolucionarismo frustrado, onde não faltam bibliotecários que semeiam ameaças a torto e a direito, contra as esquerdas que não querem ser assimétricas e contra as direitas que não são compráveis, procurando impedir o urgente gesto do Zé Povinho contra a coligação de fidalgotes, inquisidores e pides não reciclados, a qual ameaça com o terror reverencial e a terra queimada saneadora, nesse explosivo misto dos verões quentes, donde costuma emergir a ditadura da incompetência, quando a assembleia do MFA dá origem ao V Governo Provisório. O cúmulo desta insanidade orgânica pode até levar a que a pretensa legalidade formal do governo dos espertos promova a reunião plenária de uma qualquer direcção-geral do antigamente, dominada pelos habituais administradores de posto, de colonial memória, para assumir por unanimidade medrosa uma nova lei orgânica digna do PRACE, onde se invoque a Constituição de 1933, porque a aprovada Constituição de 1976 ainda está à espera de publicação. Assaltando-se a “vacatio legis”, pode ser que alguns ex-estudantes de teologia interpretem a dita branda como mera vaquinha propícia à cow-boiada, onde não faltam promoções para os chefes de facção, concursos com fotografia para os pretensos chefes da oposição e imensas prebendas para os serviços prestados pelos senhores da guerra que feudalizaram a coisa, tudo à custa da mesa do orçamento e do consequente devorismo. Tudo o que digo coincide com a realidade dos que, degrau em degrau, lá vão descendo a caminho do delírio, com sucessivas bebedeiras contra-revolucionárias e revolucionárias, onde a índole de extremistas da esquerda e da direita rompe o verniz do pseudo-estadão dos cargos assaltados, só porque alguns dizem fazer cesarianas de alienígenas, mas com os métodos típicos da autópsia, dado que outros proclamam não seguir os adequados manuais de medicina forense, de que se assumem como os únicos especialistas, mesmo sem preparação básica. Por mim, quero continuar a pensar pela própria cabeça. E não temo os bufos. Da direita e da esquerda. Incluindo aquele que, fingindo-se meu companheiro de valores, se mostrou portador do habitual neodogmatismo petensamente antidogmático, com os degenerados trejeitos maneiristas do anti-inquisidor realmente inquisidor, sem reparar que, mui avençadamente, entre o “mosca” do Intendente e o “bufo” da PIDE, houve alguns “formigas” que tramaram tanto Afonso Costa como o 25 de Abril. Desta feita, os chefes não foram parvos e sabem que tudo sai dos meus privatíssimos arquivos da memória que adequadamente informatizei e donde não constam fichas nem contrafichas do “Lumpen”.