Estas tortuosas cedências ao estadão salazarento e aos epifenómenos das vigilâncias revolucionárias

A história dos macacos cegos, surdos e mudos não pode desculpar-se com sondagens. Todos vamos vendo, ouvindo e lendo, já ninguém pode ignorar. A não ser que se fiem no desencanto das maiorias silenciosamente cobardes, coisa que não se compreendem quando alguns desses micro-autoritários subestatais não passam de arrivistas, oriundos do estalinismo que só tardiamente se encostaram ao PS antitotalitário. Aliás, também seria útil que todos os programas de ensino fossem submetidos à mãozinha censória e, a nível do ensino, em cada aula deveria existir um vigilante que fizesse um adequado relatório a ser remetido para uma adequada central de registo dos não formatados pelo conceito de modernidade vigente. Por mim, garanto que já fui sujeito a estes condicionamentos de forma não larvar. Para não falar no favoritismo dos chefes que praticam o regime do governo dos espertos, de acordo com a caracterização de Hannah Arendt fez da administração otomana. Isto é, com a elefantíase legislativa e regulamentar, a lei vigente é distorcida em favoritismo para os amigos e seguidores, mesmo que o chefe seja PS e os apoiantes da extrema-direita, e madrasta perseguidora para os que se opõem ou não vão a gabinte de sua excelência meter cunha  ou dobrar a coluna em salamaleques. Se o situacionismo se deixar enredar nestas tortuosas cedências ao estadão salazarento, com alguns epifenómenos de vigilância revolucionária, os afastamentos regulamentares e disciplinares tornar-se-ão numa vaga de saneamentos e na consequente ditadura da incompetência. Os sinais são crescentes e não basta que alguns socialistas proclamem que estão de consciência tranquila e não recebem lições de democracia de ninguém.

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