Foi um fim de semana de palanques, altifalantes e “soundbytes”, anunciando o começo de três campanhas eleitorais, para gáudio da velha partidocracia e das empresas de eventos e porta-chaves. O nosso primeiro, do alto do situacionismo, autoqualificou-se como a força da mudança, quando, afinal, não passa do principal dos conservadores do que está, do tal estadão do Estado a que chegámos que vai lançando dinheiro em cima de cada foco de crise que dê votos. Vamos gastar dinheiro que tínhamos previsto não gastar, queremos ir para a Europa em alta velocidade e quem estiver contra isto quer a exclusão do país. E, numa linguagem bíblica, acrescentou estar contra os fariseus que se armam em arautos da verdade. Porque ele é o Estado que nos vai proteger da crise, onde ser pelo Estado é ser pelas agendas, contra uma direita institucional que, neste ponto, é tão estadualista como o PS, entre sociais-democratas e democratas-cristãos, dado que nenhuma das alternativas se assume como liberal… Fiquei farto deste estilo banha da cobra, com a sala cheia de pouco entusiastas militantes, que mais se assemelhavam aos figurantes contratados pelo programa dos prós e contras.