Out 13

Lisboa precisa de ser cercada por instituições republicanas

O velho paradigma do país urbano e capitaleiro que considerava a província como paisagem a colonizar com emissões de semanários e telejornais emitidos pelas fontes geralmente bem informadas da sociedade da corte foi quebrado. Foi nas profundezas de Entre-Douro-e-Minho que, depois de ser a população mais jovem de Portugal, se deu a mais corajosa das mudanças, enquanto nos arredores da cabeça da república se instalaram pequenos jardins de subsidio-dependência e de instalados.  A maior parte dos autarcas eleitos nas muitas dimensões do país das realidades, ao ser insultada como corrupta, deve promover a necessária revolta, em nome dos muitos povos da nossa complexidade. Por mim, estava disposto a recebê-los no Cais das Colunas, com vivório e foguetório, obrigando o Paço a escolher Passos Manuel para a necessária moralidade da revolução de Setembro. Lisboa precisa de ser cercada por instituições republicanas. Os factos demonstram como os aprendizes de feiticeiro que colonizaram o PSD, esses endireitas do presidencialismo, do santanismo e do jardinismo, foram os melhores aliados do situacionismo socrático e não parecem dignos dos povos que ainda confiaram nalguns dos principais autarcas do partido. Continuem a rezar missas por alma do Salazar e terão todos um bom enterro! Isto precisa de uma coisa evidente: de coragem de homens livres que acabem com este maniqueísmo absurdo. O tal que não reconhece que o lado bom tem enormes pedaços de mal e o lado mau, pedações de bem. Apenas temos que juntar o que anda disperso.

Out 13

Apenas temos que juntar o bem que anda por aí disperso em facciosismo

Apenas temos que juntar o bem que anda por aí disperso em facciosismo
Quem assistiu ao debate de ontem entre os directores do Expresso, do Público, do DN e da TSF, apenas tem que louvar a corajosa conclusão do Provedor da RTP, o Professor Paquete de Oliveira. Entre os quatro, acabou a falsa hierarquia de um deles ser o mais referencial de todos e todos serão obrigados a levar a história até ao fim. O presidente Cavaco continuou a desprestigiar-se. O governo e o PS, até agora, conseguiram escapar aos pingos da chuva.

O velho paradigma do país urbano e capitaleiro que considerava a província como paisagem a colonizar com emissões de semanários e telejornais emitidos pelas fontes geralmente bem informadas da sociedade da corte foi quebrado. Foi nas profundezas de Entre-Douro-e-Minho que, depois de ser a população mais jovem de Portugal, se deu a mais corajosa das mudanças, enquanto nos arredores da cabeça da república se instalaram pequenos jardins de subsidio-dependência e de instalados, onde até Otelo Saraiva de Carvalho apoiou Isaltino, tal como Seara correu numa lista onde sobressai a sombra de Ângelo Correia.

A maior parte dos autarcas eleitos nas muitas dimensões do país das realidades, ao ser insultada como corrupta, deve promover a necessária revolta, em nome dos muitos povos da nossa complexidade. Por mim, estava disposto a recebê-los no Cais das Colunas, com vivório e foguetório, obrigando o Paço a escolher Passos Manuel para a necessária moralidade da revolução de Setembro. Lisboa precisa de ser cercada por instituições republicanas.

Os factos demonstram como os aprendizes de feiticeiro que colonizaram o PSD, esses endireitas do presidencialismo, do santanismo e do jardinismo, foram os melhores aliados do situacionismo socrático e não parecem dignos dos povos que ainda confiaram nalguns dos principais autarcas do partido. Continuem a rezar missas por alma do Salazar e terão todos um bom enterro!

Isto precisa de uma coisa evidente: de coragem de homens livres que acabem com este maniqueísmo absurdo. O tal que não reconhece que o lado bom tem enormes pedaços de mal e o lado mau, pedações de bem. Apenas temos que juntar o que anda disperso.

Out 12

O povo é quem mais ordena

O povo é quem mais ordena. Temos os autarcas, os deputados e os governantes que merecemos. A política continua. A democracia é a institucionalização dos conflitos. Isto é, tanto em Lisboa como no Porto venceram os que estavam no poder e o efeito semeou-se por quase todo o território, acabando, de vez, com essa falsa ideia de, nas zonas urbanas, estar o progresso e nas rurais, o tal Portugal profundo dos reaccionários e manipuláveis. Os grandes caciques estão nas zonas da litoralização pretensamente desenvolvida As andorinhas enlatas e importadas não enganam os ditos saloios que continuam a julgar que o Tejo não é o rio que passa na minha aldeia e que bastam uns passeios à província para que o povinho se renda. As vitórias alcançadas resultam quase todas de um sério investimento político!

Out 12

Sem andorinhas nem tsunamis, ganharam os que estão no poder

O BE perdeu. A CDU resistiu. O CDS foi excelente muleta do PSD. O PSD não passou para a segunda divisão. O PS manteve a liderança do sistema. O povo é quem mais ordena. Temos os autarcas, os deputados e os governantes que merecemos. A política continua. A democracia é a institucionalização dos conflitos.

António Costa, Fernando Seara, Luís Filipe de Meneses, Mata Cáceres, Moita Flores, Isaltino de Morais, Rui Rio, Raul de Castro, Pulido Valente, Macário Correia são os grandes vencedores da noite. Tal como Sócrates. Mas não Manuela Ferreira Leite. Também não Paulo Portas. Porque Jerónimo é um colectivo e Louçã não compreendeu que atingiu certo princípio de Peter, embora não tenha desaparecido e possa frutificar.

Costa ganhou Lisboa com maioria absoluta, em grande coligação com os alegristas, Sá Fernandes e o Gonçalo Ribeiro Teles. O líder é politicamente superior, bem como pessoalmente coerente. Conheço-o desde os bancos da faculdade e merece-o. Mas não votei nele, nem em nenhuma das alternativas oposicionistas que disputaram as alturas municipais. Nem aqui sou situacionista!

Elisa Ferreira merecia melhor companhia, mas Rui Rio esmagou. Isto é, tanto em Lisboa como no Porto venceram os que estavam no poder e o efeito semeou-se por quase todo o território, acabando, de vez, com essa falsa ideia de, nas zonas urbanas, estar o progresso e nas rurais, o tal Portugal profundo dos reaccionários e manipuláveis. Os grandes caciques estão nas zonas da litoralização pretensamente desenvolvida

Certos sinais de esperança aconteceram com a liquidação de algumas caricaturas politiqueiras como as de Barcelos e Felgueiras. À moda do Minho e com pronúncia do Norte, certa renovação democrática pode voltar a ser o paradigma, se o PS e o PSD entenderem os sinais do tempo.

As andorinhas enlatas e importadas como as de Ana Gomes e Isabel Meireles não enganam os ditos saloios que continuam a julgar que o Tejo não é o rio que passa na minha aldeia e que bastam uns passeios à província para que o povinho se renda. As vitórias alcançadas resultam quase todas de um sério investimento político!

Os deputados ao Parlamento Europeu que, nas suas descidas semanais às berças, pensavam que seriam elevados ao Hossana, acabaram chamuscados, mesmo no feminino.

Out 11

o cair da folha não trouxe andorinhas nem terramotos

Depois da terceira votação do ano, onde o cair da folha não trouxe andorinhas nem terramotos, pode prever-se a manutenção da encruzilhada situacionista, com habituais serviçais sem espinha, subchefes medíocres e alguns idiotas úteis, torcidos pela bajulação da ditadura da incompetência. Até voltou, vergonhosamente, o assassinato político, tudo embrulhado pelas unhas aduncas da vindicta e as velas enceradas da ideologia. Poucos reparam que o movimento autárquico e a criação das regiões autónomas não eram bandeiras marcantes do programa inicial do MFA. Resultaram mais das acções dos homens concretos, quando a democracia ainda era criativa e parecia resistir à herança absolutista, centralista e concentracionária do estadão, o verdadeiro gerador dos caciques, patos bravos e engenheiros das redes de influência. Por isso convém sublinhar que as autárquicas são o momento mais politicamente mobilizante do regime, onde a maioria dos candidatos mostra querer servir e não servir-se, sem bem superiores à soma dos militantes activos de todos os partidos. Pena que esta energia comunitária se torne infuncional, face ao espartilho de uma atitude mental que prefere os códigos administrativos capitaleiros de Costa Cabral e Marcello Caetano, com os consequentes desertos cheios de betão e mato, à regionalização, que é privilégio dos Açores e da Madeira.

Out 11

O cair da folha do situacionismo

Depois da terceira votação do ano, onde o cair da folha não trouxe andorinhas nem terramotos, pode prever-se a manutenção da encruzilhada situacionista, com habituais serviçais sem espinha, subchefes medíocres e alguns idiotas úteis, torcidos pela bajulação da ditadura da incompetência. Até voltou, vergonhosamente, o assassinato político, tudo embrulhado pelas unhas aduncas da vindicta e as velas enceradas da ideologia. Poucos reparam que o movimento autárquico e a criação das regiões autónomas não eram bandeiras marcantes do programa inicial do MFA. Resultaram mais das acções dos homens concretos, quando a democracia ainda era criativa e parecia resistir à herança absolutista, centralista e concentracionária do estadão, o verdadeiro gerador dos caciques, patos bravos e engenheiros das redes de influência. Por isso convém sublinhar que as autárquicas são o momento mais politicamente mobilizante do regime, onde a maioria dos candidatos mostra querer servir e não servir-se, sem bem superiores à soma dos militantes activos de todos os partidos. Pena que esta energia comunitária se torne infuncional, face ao espartilho de uma atitude mental que prefere os códigos administrativos capitaleiros de Costa Cabral e Marcello Caetano, com os consequentes desertos cheios de betão e mato, à regionalização, que é privilégio dos Açores e da Madeira.

Out 09

eleições para os sucos em Timor Lorosae

Hoje estão a decorrer as eleições para os sucos em Timor Lorosae. A sábia lei que as conforma impede os partidos de apresentação de candidaturas e só admite listas completas, procurando integrar a legitimidade tradicional na legitimidade do Estado racional-normativo. Por cá, queimam-se os últimos cartuchos das autárquicas, não há liurais nem sobas, mas abundam os caciques, os influentes, os patos bravos e os mediáticos…e até as sondagens já apresentam os resultados. Se em muitos casos se segue o desespero de serem reeleitos os que poderiam ter como lema o “roubo, mas faço”, seria insultuoso não notarmos que as autárquicas são o momento mais mobilizante da democracia, onde a esmagadora maioria dos candidatos mostra querer servir a comunidade e não o servir-se. O número dos candidatos autárquicos é bem superior ao número dos militantes activos de todos os partidos, assim se demonstrando como a democracia está viva e presente, através de uma energia comunitária que todos deveriam respeitar. Infelizmente, a máquina das obras e a engenharia das redes de influência acaba por inutilizar grande parte destas boas intenções… O quadro da divisão autárquica existente é totalmente infuncional, assente em divisões e modelos administrativos arcaicos. Desde a falta de grandes autarquias regionais nas principais zonas urbanas, à ausência de uma luta contra a desertificação, tudo revela um imobilismo inadmissível, que tanto protege a corrupção como fomenta o indiferentismo… Este conservadorismo do que está apenas pode ser explicado pelos processos predadores dos vários aparelhos de poder dos principais partidos, quase retalhados pelo esquema de divisão dos velhos códigos administrativos de Costa Cabral, Fontes Pereira de Melo e Marcello Caetano, quando a democracia do cavaquistão proibiu, numa flagrante inconstitucionalidade por omissão, o lançamento das regiões. Se o anti-regionalismo de Cavaco é o principal culpado pela presente infuncionalidade, já as divisões propostas pelo PS que foram a referendo eram o típico da mentalidade do jacobinismo de alcatifa ministerial, não admitindo que algumas regiões inequivocamente consensualizadas se pudessem libertar do espartilho. O movimento autárquico e a criação das regiões autónomas não constavam como bandeiras do programa inicial do MFA e nada têm a ver com heranças da I República e da monarquia liberal. São belas novidades da presente democracia e não deveriam continuar condicionadas pela herança absolutista, centralista e concentracionária de um estadão que continua a temer a libertação dos povos da república dos portugueses! Mais democracia, hoje, implica o reforço dos poderes autárquicos e regionais, através de uma ousada reforma que liquide a memória dos governadores civis do ministerialismo e dos seus modelos mentais, entre o pombalismo e o cabralismo, entre o jacobinismo e o cavaquismo. Prefiro o meu presidente de junta, o meu presidente de câmara e gostaria até de ter o meu parlamento regional. Julgo que a solução está em eliminarmos os fantasmas estadualistas e os preconceitos antifederalistas. Não chega, hoje, o velho municipalismo, a mera deconcentração e a ilusória descentralização. Espalharmos núcleos de centralização por um país que é cada vez mais deserto, cheio de mato e de betão, é cobardia cultural. Veltemos a conjugar a seiva do federalismo interno!

Out 08

Discurso de quem quer partir daqui, deste sítio de cobardia, e tenta a arte de ser português à solta

Foi um dia de sol entremeado por breves bátegas de um Outono lavado, para que se esquecessem as canseiras demagógicas de três campanhas, onde, no final, o povão vai ter os deputados, os governantes e os autarcas que merece, para poder continuar a lamuriar-se e a lavar as mãos como o Pôncio, entre o dobrar da espinha e a canalhocracia, nesta inquisitorial hipocrisia, “onde ninguém a ningém admira e todos a determinados idolatram”. Há um povo dobrado à imagem e semelhança da servidão voluntária com que se deleita, um povo que reproduziu, em servilismo e caciquismo, um irmão-inimigo, o estadão, com quem se vai bipolarizando, como Janus que não é começo, mas continuidade, onde uma das faces é o passado fradesco e malhador e outra, um “fake” de pó de arroz que se finge progresso. Mas ambos têm a mesma putrefacta origem: o fanatismo, a ignorância e a intolerância. E lá vamos cantando e jogando à bordoada, entre o “radical chic” e o reaças vestido de lente, com um pé na anca das grandes patroas dos palácios e outro nas cónegas vilafrancadas. E, de congreganismo em congreganismo, nos vamos definhando em diluentes cadaverizações. Que vão todos tomar chá das cinco aos salões decadentistas das fidalgas burguesias que nos endireitam em traições de aristocretinos! E muitos elevam em hossanas salvíficos certos adiantados da verbosidade populista, para que o pirómano que o fez, o prometa bombeiralmente desfazer. O problema não está nos paradigmas ditos novos da mobilidade, mas na própria imobilidade de discursos que nos afastam da política e da cidadania, quando os ministros passam a ser mandados pelos directores-gerais, para quem a modernidade é a pirataria de falsas ideias roubadas às centrais dos eternos imperialismos que nos desfazem a autonomia de pensarmos pelas nossas próprias cabeças. Lisboa, uma cidade que foi criada por subscrição nacional, continua em leilão de saldos eleiçoeiros. A esmagadora maioria dos lisboetas não tem acesso aos manuais tecnocráticos dos planeamantismos e aos dicionários de patos bravos que nos proíbem a cidadania!

Out 07

Autárquicas ou agências de promoção imobiliária? E a Eslováquia já está à nossa frente!

Ontem, fui, de fugida, a um dos palácios da cabeça de um reino que já não há, mas que ainda pensa ser capital e corte. Todos discutiam, nos seus passos perdidos, que o ministros seriam Luís ou Jaquim, devido à doença secreta do Trajano. Confirma-se que o poder continua a ser conspiração de avós, nascidos na I República, e netos, que brotaram na era dos jotas. A Eslováquia já está à nossa frente! Gostei dos cartazes autárquicos. Estão cada vez mais parecidos com os das agências de mediação imobiliária, onde o candidato a presidente se veste de promotor da dita, para que os patos bravos continuem a instrumentalizar a política. Abri o “mail”, talvez contaminado, e notei como, por falta de tratamento de resíduos mentais, estávamos todos a ser transformados em cloacas de campanhas negras. Um candidato, agora, é dado como neto do assassino político de um presidente, só porque tem terminação homónima, embora não se importem, e bem, de certa duquesa ser descendente de um dos conspiradores do regicídio. Como devemos ser todos descendentes de quem fundou o reino há oito séculos e mais de meio, cheguei à conclusão que o mal da endogamia nos transformou em manicómio em autogestão, onde até entregam o microfone da análise a figuras que não reparam que há mais de uma década andam todas a fazer setenta anos todos os dias. Tenho pena de não poder votar aqui na freguesia da Carvoeira, dado que quase todos os dias encontro candidatos em campanha nas mesmas tascas onde vamos tomar o café da manhã, o café do almoço e o café da tardinha, esquecendo-me dos cartazes onde todos usam as mesmas gravatas do senhor presidente e onde se encontram relações familiares bem próximas de um dos candidatos do concelho com outro mandão do concelho vizinho, confirmando-se como a hierarquia das consultadorias é uma rede que ultrapassa a política do fontanário, neste neofontismo e neoconservadorismo onde até se mantém, de forma inconstitucional, o cargo de governador-civil que um tal Rodrigo da Fonseca implementou para gerir a chamada mesa do orçamento.

Out 06

O discurso presidencial sobre a ética republicana

O discurso presidencial sobre a ética republicana foi o máximo unificador comum. Equivale a uma linha politicamente correcta que vai da associação das famílias numerosas aos alternativos do Bloco, que hoje faziam sessão campanheira de do-in na praça central da Ericeira. Preferi, categoricamente, voltar ao imperativo do monárquico Kant, o real fundador da ética republicana… “O que é de todos não é de nenhum…”. Era o lema das nossas tradicionais repúblicas comunitárias, as que não eram instauradas a tiro, manteúdas em ditaduras ou restauradas em folclore, porque viviam no consenso, no velho QOT como foi assumido pelas Cortes de 1385. “O que a todos diz respeito, por todos deve ser decidido” é a tradução correcta do princípio. “O que é de todos, não é de nenhum”… é o exacto contrário desta noção de “público”, oriunda do absolutismo, segundo a qual só é “república” o quem vem de cima para baixo, ondo o que é de todos passa a ser só de alguns. Por mim, quero é restaurar a verdadeira república… O situacionismo é aquele sistema onde a Europa é deles e a democracia é deles e onde o Estado é “c’est lui” que, não sendo de todos, é só de alguns, dos que entendem o poder como coisa que pode conquistar-se como se fosse um objecto que paira acima da comunidade. Preferia que a Europa fosse nossa e que o Estado fosse o “nós”, onde a república fosse superior ao aparelhismo… O que é de todos deve ser mesmo de todos e não apenas de alguns. Preferia que o Machado Santos se tivesse aliado ao Paiva Couceiro e que nunca tivesse havido João Franco, quando já estava tudo esquizofrénico com tanta “canalhocracia” (expre…ssão de D. Pedro V, quando despachou as sementes de fontismo e do cabralismo que voltavam a asfixiar a “regeneração”)… Claro que estou a reflectir sobre a própria essência da política e não sobre a metapolítica, a que, de vez em quando, regressamos no 5 de Outubro, quando invocamos mitos, essas coisas que nos aquecem quando voltamos a ter adequada temperatura espiritual. Por mim, continuo a sonhar que poderemos restaurar a república, para, com base em instituições republicanas, se eleger o rei, retomando a tradição de 1385, 1640 e 1820, isto é, a bandeira da liberdade que a regência dos Açores nos trouxe para o Mindelo. Viva D. Maria II, que era mãe de D. Pedro V, avó de D. Carlos I e bisavó de D. Manuel II!