Out 07

forma republicana de governo

Ao contrário do que proclamam os monárquicos institucionalizados, sou capaz de demonstrar, pela hermenêutica simples de um aluno de direito constitucional, que a tal alínea b) do 288º não impede a chefia de Estado de caber a rei, que, de acordo com as leis fundamentais, desde 1385, está obrigado a “forma republicana de governo”, dado que, no não-absolutismo, o rei reina, o povo é que governa.

Não comento o conflito entre as Misericórdias e o Vaticano. Guerras destas estão registadas desde D. Afonso Henriques. Também não advogo o intervencionismo do Estado. Prefiro que o Vaticano e o Estado não entrem em coisas que são do povo, das comunidades, da república. Respeitem a autonomia das pessoas, ainda que pertencentes, pluralmente, ao rebanho do Papa e ao colégio eleitoral da República Portuguesa.

Estou farto de PEC I, PEC II e PEC III. Temo que novo PEC Santo entre num dos orgulhos multisseculares da sociedade civil portuguesa, ainda por cima através de uma sigla que me faz lembrar o velho Corpo Expedicionário Português, o comandado por Gomes da Costa.

Tanto sou contra as nacionalizações revolucionárias, como rejeito as episcopalizações do mesmo género patrimonialista. Se não houver contenção não tardará, como em 1917, que o sindicato em causa promova, como em 1917, a criação de um partido, ou braço político, como o foi o CCP, que tanto deu raia em votos como lançou Salazar como deputado, ao lado de um administrador do banco de Alves dos Reis…

O nosso hierarquismo paternalista tanto levou a que o partido “democrata-cristão” de 1917 nascesse de uma decisão institucional dos bispos, como, depois,l com o mesmo protagonista, levou a que o partido único do regime autoritário nascesse de uma Resolução do Conselho de Ministros. Um lastro que ainda marca o tique centralista e concentracionário da presente partidocracia.

Saramago foi um génio e recebeu justamente o Nobel. Mário Vargas Llosa, também. Saramago era progressista e comunista. Mário Vargas Llosa também não. Até continua liberal. Pelo menos, ficámos a saber que, de vez em quando, os não progressistas, de socialistas a comunistas, também furam o cerco do situacionismo da “intelligentzia” dita literária…

Em defesa da minha primeira escola universitária, a Faculdade de Direito de Coimbra, protesto contra a desconsideração a que foi sujeita a Professora Doutora Anabela Rodrigues. O “curriculum” é totalmente inquestionável por politiqueiros. Basta compulsar. Não a conheço pessoalmente, não me interessam as respectivas opiniões políticas. Mas sei o que é uma instituição como a minha velha casa.

Out 06

Daí que a Ditadura se tenha desbaratado plebiscitariamente

Daí que a Ditadura se tenha desbaratado plebiscitariamente: Carmona teve quase o dobro dos votos de todos os partidos concorrentes às eleições de 1925… Vale-nos que o regime actual já em 1975 tenha chegado a 6 231 372 contra os 1 800 000 recenseados de 1973! Só neste regime se perdeu o medo do povo!

Noventa por cento dos louvaminheiros de telenovela do comemorativismo oficioso, republicanóide, do dia de ontem, bem mereciam ouvir este hino da autoria do nosso D. Pedro IV, o plantador da lusitana liberdade contemporânea. O mesmo direi de muitos monarcóides que nem reparam no símbolo liberdadeiro do azul e branco. Muitas vezes, não é uma questão de fé, mas de simples ignorância, ou denegação da verdade!

Não há republicano honrado do nosso 1910 que não se assuma como herdeiro de 1820, da regência de Angra, de Passos Manuel ou de José Estêvão. O mal da I República, como o temia Guerra Junqueiro, foi abandonar o azul e branco. Não falo dos republicanos salazarentos, tomasianos, belenenses, sovietistas ou partidários de Saló.

Gostei da intervenção de José Pacheco Pereira sobre o 5 de Outubro no Palácio das Cortes. Mas continuo monárquico. O deputado do PSD foi justo e sentido quando falou na autenticidade de muitos republicanos durante a ditadura. Podia acrescentar que estavam de mãos dadas esses vivas à república com os vivas ao rei, ambos em nome da liberdade…

Basta assinalar que o último Congresso Republicano de Aveiro, para acolher a oposição monárquica ao Estado Novo, quando ele passou a chamar-se Estado Social, passou a chamar-se Congresso da Oposição Democrática. Não consta que muitos neo-republicanos ultrajacobinos da presente moda, vinda da extrema-esquerda totalitária, lá tenham estado…

 

 

Out 05

que um grito de revolta irrompesse pela Praça do Município

Machado Santos, com os homens e mulheres da Rotunda, os heróis de Naulila e os soldados das trincheiras quase mereciam que um grito de revolta irrompesse pela Praça do Município com heróis do mar e nobre povo e, em nome da autenticidade, acabasse com a palhaçada do “apparat” deste estadão. Que saudades temos da austeridade do primeiro chefe do governo provisório da república, Teófilo Braga, dito “o guardador de patos”, que ia para o palácio de Belém no eléctrico da Carris. Basta comparar com a frota automóvel mobilizada por esta classe política para aparecer na televisão… Reparo que nem lá falta um dos altos hierarcas do situacionismo, que eu sempre conheci fiel e repetidor do papá, ilustre deputado da União Nacional. Acabei de o ver, de mão dada com outro sempre-em-pé, antigo elogiador palavroso de Caetano pelos jornais de então. República sem “adesivos” e “viracasacas” não podia ter cem anos de torpezas, com 48 de ditadura e meia-metade de decadência Não há “os” monárquicos nem “os” republicanos…há a liberdade cívica, de um lado, e o fanatismo, a intolerância e ignorância, do outro. Foi para isso que se desembarcou no Mindelo de azul e branco! Basta ver a lista dos “viracasacas”, ex-ministros e deputados da I República que até foram deputados na primeira Assembleia de Salazar . Incluindo traidores declarados do GOLU que fizeram o parecer da primeira lei do Estado Novo que extinguiu a ordem que nos regenerou em 1820 e 1832? Traulitânia…eu ainda ontem aqui defendi Luís de Magalhães e Paiva Couceiro…Até invocando os testemunhos de Basílio Teles e Guerra Junqueiro. Em política de crenças não há o preto e branco… Não digam “os” republicanos, mas “certos”. Que nisto de “estadonovismo” se congregaram com “certos” monárquicos…aliás, o embaixador britânico, em 1926, antes de 28 de Maio, em relatório, apontava António Maria da Silva como um potencial líder fascista. Claro que era mentira, mas não deixando de ser sintomático dos tiques habituais dos que nos consideram mero protectorado…mandando assassinar os Gomes Freire, quando, felizmente, há luar! Hitler era república…a Arábia Saudita, uma monarquia. Salazar foi 40 anos republicano. E os Países Baixos e a Espanha optaram pelo rei e pela liberdade, depois de experiências republicanas. Até Londres, depois do totalitarismo da república de santos de Cromwell. Os republicanos do 5 de Outubro tinham o sonho de uma “alma nacional” e cumpriram esse patriotismo sentido até na Grande Guerra. Honra lhes seja e que se cumpra esse projecto. Apenas falharam quando pensaram que ainda não havia povo era necessário “construir o povo”, conforme as palavras do inesquecível João Chagas… A televisão do Estado diz que Manuel Buíça foi um dos heróis da República. Espero que este apelo ao terrorismo não faça ricochete! O regicídio de 1908 provocou o assassinato de Sidónio em 1918, de Granjo, Machado Santos e Maia, em 1921, e de Delgado em 1965. Da monarquia liberal, não consta nenhum destes registos. Nem sequer o de prisioneiros políticos. A honra da presente constituição não devia ser ofendida com estas memórias fratricidas e magnicidas, para gáudio da historiografia jacobina!  Não estou a ver Mário Soares de carabina contra ministros do Estado Novo. Nem o meu amigo Carlos Antunes das Brigadas Revolucionárias, que teve o Tomás na mira, quis carregar no gatilho! Já chega de sangue! O Povo na monarquia liberal: potenciais votantes em 1895: 863 280; recenseados na I República (entre 471 557 e 574260). Temia-se os votos dos “cavadores de enxada”. Com o sidonismo, chega-se a um colégio eleitoral de 900 000 e 500 000 votantes, uma excepção que confirma a regra censitária. Daí que a Ditadura tenha desbaratado plebiscitariamente: Carmona teve quase o dobro dos votos de todos os partidos concorrentes às eleições de 1925… Vale-nos que o regime actual já em 1975 tenha chegado a 6 231 372 contra os 1 800 000 recenseados de 1973! Só neste regime se perdeu o medo do povo!


Out 05

Autárquicas e a ameaça do “out of control”

Sócrates começa a enrouquecer demais, numa campanha que o ameaça derrotar, Alegre torna-se num breve indisciplinador colectivo, em nome do bom senso, isto é, dizendo em voz alta o que todos proclamam em surdina. E a palavra emitida torna-se de tal maneira incómoda que logo os interesses instalados, através dos respectivos opinadores oficiosos, tentam desarmadilhar um terreno, infelizmente dramatizado pelo populismo.

 

Por outras palavras, a turbulência ameaça ficar “out of control” e o situacionismo não pode envolver-se numa espiral que signifique um “point of non return”. É por esta e por outras que vou preparando a minha campanha para a junta de paróquia da Senhora do Ó, agradecendo sugestões para o meu vitorioso caderno reivindicativo.

 

 

 

Para já, prometo distribuir mangueiras e extintores portáteis por todos os quintais da terra, bem como instalar no adro da igreja um adequado carro de praça, que nos livre da ditadura da vila, sede de concelho. Estou mesmo tentado a convidar o melhor tribuno da III República a vir cá fazer uma breve sessão de esclarecimento presidencial, assegurando-lhe mais presenças na sala do que aquelas que ele conseguiu mobilizar para Viseu. Estou também a pensar instalar vinte piscinas na terreola e arredores, embora ainda não tenha estudado o tamanho das ditas. Preciso, contudo, rapidamente, de um qualquer notável que esteja disponível para assegurar a presidência da assembleia de freguesia.

Out 05

O meu 5 de Outubro em farpas emotivas contra o situacionismo, aqui em retrato

1

Machado Santos, com os homens e mulheres da Rotunda, os heróis de Naulila e os soldados das trincheiras quase mereciam que o Gomes da Costa irrompesse pela Praça do Município com heróis do mar e nobre povo e, em nome da autenticidade, acabasse com a palhaçada do “apparat” deste estadão.

 

2

Que saudades temos da austeridade do primeiro chefe do governo provisório da república, Teófilo Braga, dito “o guardador de patos”, que ia para o palácio de Belém no eléctrico da Carris. Basta comparar com a frota automóvel mobilizada por esta classe política para aparecer na televisão…

 

3

Reparo que nem lá falta o “Passarão”, um dos altos hierarcas do situacionismo, que eu sempre conheci fiel e repetidor do papá, ilustre deputado da União Nacional. Acabei de o ver, de mão dada com outro sempre-em-pé, antigo elogiador palavroso de Caetano pelos jornais de então. República sem “adesivos” e “viracasacas” não podia ter cem anos de torpezas, com 48 de ditadura e meia-metade de decadência

 

4

Não há “os” monárquicos nem “os” republicanos…há a liberdade cívica, de um lado, e o fanatismo, a intolerância e ignorância, do outro. Foi para isso que se desembarcou no Mindelo de azul e branco!

 

5

Basta ver a lista dos “viracasacas”, ex-ministros e deputados da I República que até foram deputados na primeira Assembleia de Salazar. Incluindo traidores declarados do GOLU que fizeram o parecer da primeira lei do Estado Novo que extinguiu a ordem que nos regenerou em 1820 e 1832? Traulitânia…eu ainda ontem aqui defendi Luís de Magalhães e Paiva Couceiro…Até invocando os testemunhos de Basílio Teles e Guerra Junqueiro. Em política de crenças não há o preto e branco…

 

6

Não digam “os” republicanos, mas “certos”. Que nisto de “estadonovismo” se congregaram com “certos” monárquicos…aliás, o embaixador britânico, em 1926, antes de 28 de Maio, em relatório, apontava António Maria da Silva como um potencial líder fascista. Claro que era mentira, mas não deixando de ser sintomático dos tiques habituais dos que nos consideram mero protectorado…mandando assassinar os Gomes Freire, quando, felizmente, há luar!

7

Desliguei o aparelho de TV lançado pelo Camilo do Cachão e zip-zipado pelo Ramiro Valadão. Prefiro ver uma fita do Canal Hollywood, antes de ir rever o Avatar no computador. Não há meio de haver uma revolta dos indígenas neste planeta Pandora, ocupado e colonizado pelos passarões…

 

8

Hitler era república…a Arábia Saudita, uma monarquia. Salazar foi 40 anos republicano. E os Países Baixos e a Espanha optaram pelo rei e pela liberdade, depois de experiências republicanas. Até Londres, depois do totalitarismo da república de santos de Cromwell.

9

Vi nos noticiários da uma que tanto Cavaco como Sócrates gostam do som do conceito de Max Weber sobre ética da responsabilidade. Mas dão ao nome um conteúdo totalmente contrário, ficando-se por uma sociologia de cola e cuspo, bem pouco “compreensiva”

 

10

Os republicanos do 5 de Outubro tinham o sonho de uma “alma nacional” e cumpriram esse patriotismo sentido até na Grande Guerra. Honra lhes seja e que se cumpra esse projecto. Apenas falharam quando pensaram que ainda não havia povo era necessário “construir o povo”, conforme as palavras do inesquecível João Chagas…

 

11

A televisão do Estado diz que Manuel Buíça foi um dos heróis da República. Espero que este apelo ao terrorismo não faça ricochete!

 

12

O regicídio de 1908 provocou o assassinato de Sidónio em 1918, de Granjo, Machado Santos e Maia, em 1921, e de Delgado em 1965. Da monarquia liberal, não consta nenhum destes registos. Nem sequer o de prisioneiros políticos. A honra da presente constituição não devia ser ofendida com estas memórias fratricidas e magnicidas, para gáudio da historiografia jacobina!

 

13

Não estou a ver Mário Soares de carabina contra ministros do Estado Novo. Nem o meu amigo Carlos Antunes das Brigadas Revolucionárias, que teve o Tomás na mira, quis carregar no gatilho! Já chega de sangue!

 

14

O Povo na monarquia liberal: potenciais votantes em 1895: 863 280; recenseados na I República (entre 471 557 e 574260). Temia-se os votos dos “cavadores de enxada”. Com o sidonismo, chega-se a um colégio eleitoral de 900 000 e 500 000 votantes, uma excepção que confirma a regra censitária.

 

15

Daí que a Ditadura tenha desbaratado plebiscitariamente: Carmona teve quase o dobro dos votos de todos os partidos concorrentes às eleições de 1925… Vale-nos que o regime actual já em 1975 tenha chegado a 6 231 372 contra os 1 800 000 recenseados de 1973! Só neste regime se perdeu o medo do povo!

Out 05

O meu 5 de Outubro em farpas emotivas contra o situacionismo, aqui em retrato

1

Machado Santos, com os homens e mulheres da Rotunda, os heróis de Naulila e os soldados das trincheiras quase mereciam que o Gomes da Costa irrompesse pela Praça do Município com heróis do mar e nobre povo e, em nome da autenticidade, acabasse com a palhaçada do “apparat” deste estadão.

2

Que saudades temos da austeridade do primeiro chefe do governo provisório da república, Teófilo Braga, dito “o guardador de patos”, que ia para o palácio de Belém no eléctrico da Carris. Basta comparar com a frota automóvel mobilizada por esta classe política para aparecer na televisão…

3

Reparo que nem lá falta o “Passarão”, um dos altos hierarcas do situacionismo, que eu sempre conheci fiel e repetidor do papá, ilustre deputado da União Nacional. Acabei de o ver, de mão dada com outro sempre-em-pé, antigo elogiador palavroso de Caetano pelos jornais de então. República sem “adesivos” e “viracasacas” não podia ter cem anos de torpezas, com 48 de ditadura e meia-metade de decadência

4

Não há “os” monárquicos nem “os” republicanos…há a liberdade cívica, de um lado, e o fanatismo, a intolerância e ignorância, do outro. Foi para isso que se desembarcou no Mindelo de azul e branco!

5

Basta ver a lista dos “viracasacas”, ex-ministros e deputados da I República que até foram deputados na primeira Assembleia de Salazar. Incluindo traidores declarados do GOLU que fizeram o parecer da primeira lei do Estado Novo que extinguiu a ordem que nos regenerou em 1820 e 1832? Traulitânia…eu ainda ontem aqui defendi Luís de Magalhães e Paiva Couceiro…Até invocando os testemunhos de Basílio Teles e Guerra Junqueiro. Em política de crenças não há o preto e branco…

6

Não digam “os” republicanos, mas “certos”. Que nisto de “estadonovismo” se congregaram com “certos” monárquicos…aliás, o embaixador britânico, em 1926, antes de 28 de Maio, em relatório, apontava António Maria da Silva como um potencial líder fascista. Claro que era mentira, mas não deixando de ser sintomático dos tiques habituais dos que nos consideram mero protectorado…mandando assassinar os Gomes Freire, quando, felizmente, há luar!

7

Desliguei o aparelho de TV lançado pelo Camilo do Cachão e zip-zipado pelo Ramiro Valadão. Prefiro ver uma fita do Canal Hollywood, antes de ir rever o Avatar no computador. Não há meio de haver uma revolta dos indígenas neste planeta Pandora, ocupado e colonizado pelos passarões…

8

Hitler era república…a Arábia Saudita, uma monarquia. Salazar foi 40 anos republicano. E os Países Baixos e a Espanha optaram pelo rei e pela liberdade, depois de experiências republicanas. Até Londres, depois do totalitarismo da república de santos de Cromwell.

9

Vi nos noticiários da uma que tanto Cavaco como Sócrates gostam do som do conceito de Max Weber sobre ética da responsabilidade. Mas dão ao nome um conteúdo totalmente contrário, ficando-se por uma sociologia de cola e cuspo, bem pouco “compreensiva”

10

Os republicanos do 5 de Outubro tinham o sonho de uma “alma nacional” e cumpriram esse patriotismo sentido até na Grande Guerra. Honra lhes seja e que se cumpra esse projecto. Apenas falharam quando pensaram que ainda não havia povo era necessário “construir o povo”, conforme as palavras do inesquecível João Chagas…

11

A televisão do Estado diz que Manuel Buíça foi um dos heróis da República. Espero que este apelo ao terrorismo não faça ricochete!

12

O regicídio de 1908 provocou o assassinato de Sidónio em 1918, de Granjo, Machado Santos e Maia, em 1921, e de Delgado em 1965. Da monarquia liberal, não consta nenhum destes registos. Nem sequer o de prisioneiros políticos. A honra da presente constituição não devia ser ofendida com estas memórias fratricidas e magnicidas, para gáudio da historiografia jacobina!

13

Não estou a ver Mário Soares de carabina contra ministros do Estado Novo. Nem o meu amigo Carlos Antunes das Brigadas Revolucionárias, que teve o Tomás na mira, quis carregar no gatilho! Já chega de sangue!

14

O Povo na monarquia liberal: potenciais votantes em 1895: 863 280; recenseados na I República (entre 471 557 e 574260). Temia-se os votos dos “cavadores de enxada”. Com o sidonismo, chega-se a um colégio eleitoral de 900 000 e 500 000 votantes, uma excepção que confirma a regra censitária.

15

Daí que a Ditadura tenha desbaratado plebiscitariamente: Carmona teve quase o dobro dos votos de todos os partidos concorrentes às eleições de 1925… Vale-nos que o regime actual já em 1975 tenha chegado a 6 231 372 contra os 1 800 000 recenseados de 1973! Só neste regime se perdeu o medo do povo!

Out 04

E apetece dar à república a fundura de uma coroa aberta

Chegam novas da dita estandarte contra os pobres, uma “rating” que não fez relatório conjunto, com o Teixeira dos Santos, como a OCDE. Corremos o risco, de três em três meses, haver um PEC, apesar de novo (velho) presidente e de o mais do mesmo, nesta história trágico-marítimo, onde, quanto mais ao fundo, mais propaganda…

Todo o espaço que vai de Afonso Costa a Sidónio Pais, isto é, os herdeiros do Governo Provisório da República, devem estar a revolver-se no túmulo, com esta tentativa de interpretação revisionista da história com que os bloqueiros da historiografia os cadaverizam. Muito republicanamente monárquico, tenho por esses meus egrégios avós todo o respeito. Não mereciam ser louçanizados, socratizados ou encavacados…

Em nome do rei e da república, não conheço nenhuma revolta contra a ditadura estadonovense onde não tenha participado um monárquico. Julgo até que um dos primeiros desterrados pelo modelo da Constituição de 1933 foi um tal de Paiva Couceiro. Pena que um filho de ministro do “ancien régime” que faz homilias ao domingo não tenha lobrigado que os azuis e brancos vão de 1820 aos 60 anos de Carta!

O velho Camossa, Henrique Barrilaro, Almeida Braga, Vieira de Almeida e Rolão Preto merecem o respeito pela verdade. E dizer que o povo profundo é absolutista apenas serve para demonstrar como a direita vigente e situacionista bem merecia uma adequada Maria da Fonte em forma de gesto à Zé Povinho! Não merecemos estes adesivos e viracasacas!

Apenas recordo a fibra desse grande poeta Afonso Lopes Vieira que deu refúgio a Raul Proença, seu grande amigo, quando este teve que escapar da ditadura, depois de valentemente participar numa revolta, transformando a pena em espada, selando assim o pacto de liberdade entre monárquicos e republicanos, por amor a Portugal!

Como recordo Luís de Magalhães, o filho de José Estevão, activista da monarquia do Norte, defendido em tribunal por republicanos como Basílio Teles. Sempre em nome do respeito e da tolerância, contra a desertificação dos valores, a intolerância, o fanatismo e a ignorância!

Hoje, minha alma é mais azul e branca. E apetece dar à república a fundura de uma coroa aberta. Não contra o 5 de Outubro, mas pelo 24 de Agosto de 1820. Preparemos essa comemoração viva e vivida, daqui a dez anos, para regenerar Portugal, até com o Brasil, em reino unido e armilar!

Out 03

A propaganda que não parece propaganda, onde o Colombo nem assim consegue pôr o ovo de pé

A propaganda que não parece propaganda, onde o Colombo nem assim consegue pôr o ovo de pé, porque mais depressa se descobre um patrocinador do que uma fundação pública cheias de “boys”. O importante em Portugal não é ser ministro, é tê-lo sido (Almeida Santos, dixit).

Dentro de dias ou de semanas, será possível confirmar onde se situa a verdadeira sede de poder que Portugal. Talvez já não esteja nos directórios partidários, nem está, de certeza, na aritmética parlamentar. Até nem os nossos bancos e patrões já não são protagonistas. Basta um telefonema de Bruxelas, ou de Berlim, mesmo que não passe por Belém.

Por mim, preferia que mandasse aquilo a que as constituições chamam povo. Nem que fosse através de sindicatos e partidos. Ninguém pode refundar a república, regenerar o regime e reconstruir o Estado, sem regressar ao povo. E não é paradoxo um liberal começar por aderir à greve geral!

Um dos muitos periscópios de outros tantos submergíveis nas contas. Sempre a Semnhora Merkl a facturar!

Quem quer ser voz tribunícia, não pode servir a dois senhores. Os que querem conservar o que está, do lado do situacionismo e da ditadura do “statu quo”; ou os que aspiram ao dever-ser, o lado do fazer o futuro, mas já… Por meias palavras, Passos Coelho escolha a necessidade de uma decisão excepcional!

Out 02

Da austeridade sem dor, ou as formas como o estadão nos vai à conta

E lá vão saindo a conta-gotas, tentando a austeridade sem dor, as formas como o estadão nos vai à conta. A propaganda lá pinta de furto o clássico roubo, transformando em bom ladrão em Robin Wood, com música celestial e holofotes de tempo de antena, como nas chamadas conversas em família, emitidas do palácio de sempre…

E lá vão saindo a conta-gotas, tentando a austeridade sem dor, as formas como o estadão nos vai à conta. A propaganda lá pinta de furto o clássico roubo, com muita música celestial e vistosos holofotes de tempo de antena, como nas defuntas chamadas conversas em família do mais do mesmo…

O processo comemorativo em curso, para além de literatura de justificação do situacionismo e de fundamento subsidiológico para uma historiografia oficiosa, de quase livro único, revela a hipocrisia de não homenagearmos a coragem de insolentes como Machado Santos ou Paiva Couceiro…

‎84 dos 115 governantes passaram-se para a banca, naquilo que já Antero de Quental qualificava como casta banco-burocrática do devorismo. Resta acrescentar à lista os das reformas douradas que vão acrescentando acumulações ou caçando subsídios privilegiados para o respectivo pecúlio. Muitos ainda emse arvoram paladinos da moralidade e da ética republicana, como nas chefaturas dos primitivos actuais…

As autoridades de saúde pública deveriam interditar que os velhos delegados de propaganda médica continuem a embrulhar, em banha de cobra, gatos cor-de-rosa que se dizem lebres. Passa-lhes mesmo pela cabeça que alguns os vão engolir… Seria melhor contratarem os figurantes pagos pelo estadão para os aplaudir, como o vão fazer no largo do município, na terça-feira, à falta de povo…

‎”O primeiro ministro tomou estas medidas porque foi altamente recomendado pelas autoridades da União Europeia, porque se não fosse assim não as fazia.” Informação de Mário Soares, recordando-se de outros tempos… e avisando Passos Coelho que deve estar a receber as mesmas recomendações bem filipinas.

Vi o comentário de Nogueira Leite à segunda conversa em família de um reputado político-mor desta praça. Sublinho a insinuação sobre Barroso e a eventual renovação do “porreiro, pá”, em nome da reeleição de um outro político ainda mais mor. Infelizmente, não comemos propaganda e lá continuaremos de tanga à espera dos surfistas madrilenos que nos visitarão de TGV…

Out 01

Ecofinos, capatazes e feitores, valha-nos o primeiro polícia sinaleiro que aparecer na esquina do aeroporto!

Imaginemos que o nosso querido submarino Tridente, qual “Adamastor” de Mendes Cabeçadas, deixava de ser nome de pastilha elástica e apontava um dos canhões a São Bento, ao mesmo tempo que uma manifestação sindical armada se instalava, com armas roubadas a um quartel, na rotunda da Praça da Canção… Claro que é tudo um problema de legitimidade, como aquele que Cavaco e Sócrates vão comemorar para a semana. Seria melhor que se olhassem ao espelho! E reparassem que também houve eleições democráticas cerca de três meses antes da data da fotografia da maria da fonte que encima este postal.

Claro que sou contra as revoluções e, logo, contra as contra-revoluções. Prefiro o 9 de Setembro de 1836, quando os deputados minoritários da oposição desembarcaram no Cais das Colunas e derrubaram os devoristas, apenas com bandas de música, vivório e foguetório, em nome da moralidade. Além dissso, os amigos de Passos Manuel cumpriram o que prometeram e viveram como pensavam…

Aqui e agora, é outra loiça: depois da sucessão de inimputabilidades de ontem, resta saber como é que os cacos do centrão se vão recolar para aprovação do chamado orçamento da acalmação dos mercados financeiros internacionais. Talvez com super-cola de Bruxelas e saliva da OCDE…Talvez substituindo Sócrates por Texeira dos Santos e este pelo primeiro polícia, mesmo sem ser sinaleiro, que estiver à espera de Constâncio no aeroporto…

Gostava apenas de, muito democraticamente, protestar contra o senhor comissário europeu dos assuntos económicos que aplaudiu aquilo que qualificou como “autoridades portuguesas”, como se isto fosse uma ditadura terceiromundista, sem constituição, parlamento, governo e presidente. Julgo que na terra dele e em toda a Europa vigora aquele velho e universal princípio da competência exclusiva dos parlamentos em matéria de novos impostos. Por aqui, por acaso, desde o século XIII, porque nem o absolutismo lançou impostos sem prévio consentimento das cortes, mesmo quando as não reuniu. Arranjou receitas extraordinárias de além-mar…

Numa dessas democracias plurisseculares, como já foi a nossa, uma pátria não tem, no respectivo capataz ministerial, um plenipotenciário que substitua o parlamento em matéria de lançamento de novos impostos, nem que seja quando ocorre uma reunião da União Europeia com o banco europeu, com a presença de Constâncio e de Barroso… Estes ecofinos podem ser feitores dos ricos da geofinança, mas ainda não receberam, para tanto, adequado mandato do povo lusitano!