Out 23

Ser azul e branco, por Portugal contra os agentes da Santa Aliança

Sempre detestei os jogos de Corte, mesmo quando alguns dos ovençais me merecem os máximo de respeito e de solidariedade, em nome do patriotismo científico. Não me apetecia certos encontros com alguns conselheiros e cortesãos que por lá devem ter bailado na postura boba que os caracteriza. E como temi que o desejo de silêncio não conseguisse conter a força da revolta, preferi continuar o que sou: um azul e branco, tão azul e branco que continuaria a desembarcar no Mindelo, contra os agentes da Santa Aliança e os seguidores do partido do Ramalhão.  É a hora dos seguidores de Guerra Junqueiro e de Teófilo Braga deixarem de olhar uns para os outros em disputas micropolíticas. O que está no centro das bandeiras é o símbolo da nossa comum religião secular . E um dos avôs do actual duque de Bragança é o tal rei que agonizou na mesma sala Dom Quixote do Palácio de Queluz onde nasceu. Abaixo a guerra civil que nos transformou em peões de Madrid, de Moscovo e de Viena, contra as jogadas de Londres e de Paris. Para que a honra da legitimidade volte a casar-se com a inteligência da liberdade, juntando a nação, da racionalidade valorativa, com o Estado, da racionalidade finalística. Continuo no partido de João da Regras, de Febo Moniz, de João Pinto Ribeiro e do Sinédrio. Contra os ministros do reino, por vontade estranha