Jul 15

Prefácio a Raquel Patrício

 

Foi em Dezembro de 2005 na Universidade de Brasília, onde tive a honra de participar num júri de doutoramento (uma “banca”), a que se sujeitou uma jovem professora lusitana, minha antiga aluna de licenciatura, talvez a primeira portuguesa a praticar ao vivo este tipo de cooperação activa entre universidadades lusófonas, sonho como poderíamos ter saudades de futuro se largássemos o ritmo dos discursos da diplomacia do croquete e das viagens de turismo universitário, passando a cumprir o legado de Agostinho da Silva.

Foi em pleno sertão, longe das polémicas da micropolítica lusitana que voltei a sentir a braveza do português antigo, bandeirante do sonho, retomando aquele profundo direito à indignação e à revolta, contra os que, provincianamente, transformaram o Velho do Restelo numa estreita lógica de mercearia financeira, candidatando-se a meros bons alunos de imperialismos estranhos à nossa índole, tal como Cristóvão de Moura e Miguel de Vasconcelos.

Como sempre, levei comigo os textos de Gilberto Freyre, agora actualizados pelo meu amigo Vamireh Chacon, em “A Grande Ibéria”. Apenas repeti  Fernando Pessoa: quanto mais ao povo a alma falta, mais minha alma atlântica se exalta. E assim compreendi como ser português universal é o mesmo do que ser brasileiro, esse português à solta, como lhe chamava Manuel Bandeira.

Foi  nessa cidade do sertão que o sonho de Juscelino edificou  que a jovem portuguesa Raquel Patrício se tornou na primeira doutorada pela Universidade de Brasília em Relações Internacionais, de acordo com o programa lançado há quatro anos.

A banca presidida pelo Professor Amado Cervo, contou com a presença dos professores Estêvão Martins, Norma Breda Santos e Vizantim. Fui o arguente estrangeiro convidado e tivemos a honra de ter, entre a assistência outro aluno e docente convidado do ISCSP, o Embaixador Francisco Seixas da Costa. O espírito desse grande português e brasileiro que participou na fundação da Universidade de Brasília, chamado Agostinho da Silva esteve sempre presente. Julgo que todos fomos portugueses à solta e que importa fomentar esta importação de estrangeirados vindos do Sul da lusofonia, porque talvez assim se possa cumprir o objectivo estratégico de reaportuguesarmos Portugal…

 

Reparei como os donos do poder da globalização, incluindo os que emitem o discurso cultural da superpotência que resta, a república imperial norte-americana, se admitem democracia para os cidadãos do respectivo centro, quando exportam a respectiva influência pelos senhorios do comércio, da navegação e da própria conquista, continuam a hierarquizar os efeitos do respectivo poderio, com uma sucessão de povos aliados, dos mais livres aos mais estipendiários, aos dominados pelo ritmo feudal-patrimonial. Há, com efeito, uma geometria variável de dependências, onde se detecta uma “newspeak” de certo pensamento pretensamente único, uma espécie de totalitarismo doce em cujas teias, todos nos vamos amarfanhando, como autómatos de uma abstracta voz do dono.

 

Os grandes donos deste poderio tanto não têm pátria como não têm verdadeiros amigos. Obedecendo à rigidez lógica do “ai dos vencidos”, logo “lavam as mãos como Pilatos” quando os anteriores serventuários são condenados à derrota, não reparando que foram usados e deitados fora. Entretanto, fica-nos um multitudinário “big brother” que reduz os indivíduos a meros consumidores e auditores, como simples elementos fungíveis, onde se nota a crescente proletarização das antigas classes médias e das profissões ditas intelectuais, onde o próprio espírito se reduz a simples elemento de produção de um mero serviço, sujeito às flutuações do mercado e à ditadura do mediático.

 

É por isso que em Brasília, tentei  ir além daquilo que António Ferro considerava os Estados Unidos da Saudade e reparar como Brasil e Portugal, se mobilizarem os restantes países lusófonos, poderão afinar, pela língua e pelos afectos, a principal língua do hemisfério Sul. E basta aliarmo-nos globalmente aos nossos irmãos de língua castelhana para cumprirmos o sonho de Oliveira Martins, expresso nas últimas páginas da sua História da Civilização Ibérica. Só quando estou no Brasil e penso o abraço armilar é que não me incomoda o iberismo, este necessário eixo cultural que pode equilibrar o Ocidente, preso em demasia à ilusão anglo-americana.

 

Há que ingressar, de vez em quando, no tempo que vamos esquecendo. Que regressar a esse poiso que nos sustenta. Na tal imanência que é transcendência, no devagar regresso ao profundo silêncio da leitura daquelas obras que não têm princípio nem fim.

 

Bem precisamos, portugueses e brasileiros, de diálogos transversais que entendam esta nossa pluralidade de pertenças. Porque importa navegar nas ondas de um mar interior que nos deu ensimesmamento e porque, para continuarmos a navegar, nesse navegar é preciso, temos de nos converter ao signo maior de um tempo que tem de ser. Esse comunitário amor universal que é diluir-nos em todos os outros.

Porque, quando a viagem nos faz peregrinos, eis que podemos ser romeiros de um sentido que transforma cada um dos nossos passos em missão. E todos os que são bafejados pela força desse sentido nunca terão um sítio que os limite. Em todo o mundo poderá haver a nossa terra. Viajemos, pois, com o sentido da viagem, sem a mácula daquele que tudo pensa poder captar porque apenas viaja para fazer suas preconceituosas sensações, já registadas por outros. Sem que lhe apeteça ser Pero Vaz de Caminha. Porque não se sente parcela da mudança, dessa tal viagem onde apetece cumprir livremente nosso destino. Quando importa sermos sempre os mesmos em qualquer lugar, mas convertendo-nos ao espírito da mudança. Porque, se formos desenraizados pelo preconceito da abstracção, apenas conseguiremos ver aquilo que é a confirmação das nossas próprias previsões.

 

Porque, parafraseando Agostinho da Silva, é dever do mestre fazer com que seu discípulo seja o que é; para o transformar nele mesmo, só tem que deixá-lo ir sendo, consigo e todos e tudo aprendendo o que é; e, a cada experiência com ele o mestre reflicta. Eis-me, portanto, parcela desta viagem, por acaso parte de uma viagem que apetece, deste cumprir livremente a missão e o destino que nos são propostas.

Até porque “a fonte do poder não é, para portugueses, nem delegação de transcendências, nem figuração de imanências, nem contrato ou consenso; a fonte do poder é a unidade essencial do homem, da paisagem e do sonho que numa e noutro anda; o poder emana das aldeias no curtido das faces, na aspereza das rochas, no fumo das lareiras, no mugido dos gados, no escampado horizonte, na imobilidade e no gesto, no silêncio e na palavra; o primeiro elemento é o do homem e o seu chão e o seu cão; depois se forma a aldeia, ainda pequena e desvalida para ser política; mas com o município a primeira república se forma e sobre ela tudo o resto se tem de modelar; a Federação começa aqui; com a junção das economias aldeãs; a catedral começa aqui; com esta pedra de muro ou este ladrilho de piso; conhece a nau seus primeiros redemoinhos nas águas bravas do cabril; e é o primeiro Reino o deste Rei, com o seu chão e o seu cão; repeti-lo não sobra”

 

José Adelino Maltez

Jul 12

Os patinhos amarelos que estão a dar à costa…

Quando o situacionismo se enreda nas teias dos chamados tiques autoritários é natural que reaja alguma esquizofrenia oposicionista que acaba por cair na espiral da teoria da conspiração, onde não tardará que direitistas queiram comer comunistas ao pequeno-almoço, antes que os comunistas ameacem partir os dentes à reacção, para que bispos temam conspirações carbonárias, inquisidores continuem a caçar bruxas e advogados passem de arrazoadores de boas causas a argumentistas de subfilmes policiais da série Intendente.

Não faltarão explicações de espiões desempregados sobre hidras congreganistas e anticongreganistas, onde só há mafiosos, pedófilos, cabalas e papos cheios de maçons, opus dei, patrões capitalistas de faca na liga, agentes de potências estrangeiras, judeus, estrangeiros, fascistas e comunas.
Por isso, prefiro ler no jornal Público que estávamos no ano de 1992 quando um grupo de 29 mil patos amarelos, tartarugas azuis, sapos verdes e castores vermelhos de borracha se libertaram do navio de carga que os levava para os EUA, deixando-os à deriva a nadar livremente nas águas oceânicas. Agora, 15 anos após o naufrágio, diz-se que irão aparecer na costa inglesa, e, quem sabe, na portuguesa também.
É natural que esta demagogia extremista, à esquerda e à direita, leve à inevitável quebra de confiança pública, só porque o poder estabelecido entrou em desnorte, porque lhe tocaram num qualquer calcanhar de Aquiles, chame-se Universidade Independente, Universidade Atlântica, sobreiros ou submarinos. Assim, o feitiço voltou-se agora contra o feiticeiro e os que atiraram pedradas contra as paredes de vidro, chegaram a casa e acharam as suas janelas quebradas.
Não me parece que um ex-director de um semanário semeador do populismo persecutório possa agora ir ao palácio de Belém pedir desculpa pelas parangonas de outrora e que todos os outros líderes da oposição se recordem do que sucedeu a Ferro Rodrigues. Por outras palavras, os perturbadores das águas pantanosas desta economia privada, que não é economia de mercado mas oceano de tabus, e deste estadão de origens absolutistas, que não assente numa cultura de Estado de Direito, abriram profundas fissuras na caixa negra de um sistema que entrou em disfunção.
Os patinhos amarelos estão agora a dar à costa. Não tarda que Marques Mendes faça uma conferência de imprensa para exigir a Sócrates o prometido despacho sobre o eventual encerramento da Universidade Independente, para que Isaltino de Morais responda com uma auditoria à sua Universidade da Fábrica da Pólvora, onde um dos principais accionistas era precisamente Joe Berardo, nesse ensaio que Barcarena fez dos modelos de conselhos gerais das universidades.
Não tarda que recomece o julgamento do processo Casa Pia ou que entre em assobio o processo do Apito Dourado, agora que Correia dos Campos, aos costumes, vá dizendo nada e que os charruamentos esperem vez para entrarem no mediático de outros julgamentos, onde Balbino Caldeira está prestes a pedir uma justiça que talvez não se confunda com os delírios do blogue do respectivo advogado, inspirado no programa “simplex” da habitual caça às bruxas. Os patinhos amarelos continuam a dar à costa. E a culpa está toda na fábrica dos moldes que transformaram as nossas elites numa gigantesca contrafacção que qualquer rusga da ASAE apreenderia…
PS3 Este postal foi sujeito a corrector ortográfico. Teve cerca de dez riscos vermelhos. Um, com um flagrante erro ortográfico que já corrigi. Mas cerca de nove vocábulos parecem não constar do dicionário vigente, entrando na categoria de delírio neologista. Obrigado, senhor revisor médico. Aqui ainda á cuidados no texto, ao contrário do que sucede na jornalada de Vossa Senhoria. Faz-me lembrar a censura eclesiástica que tive numa recensão de conhecida revista congreganista, quando me apontaram vários erros teológicos, para depois me esmagarem com uma errada citação latina, sem repararem que era um apud originário de São Tomás de Aquino, divulgado por um conhecido autor fascista a que o mesmo inquisidor congreganista tecia loas. Evidentemente que um colega meu, fascista e tudo, já tinha metido nos cacifos de todos os restantes colegas a minha insapiência latinória. Ri-me e continuei a fazer citações latinas, aprendidas com o professor bobibu, o saudoso José Nunes de Figueiredo.

Jul 12

Quando o situacionismo se enreda nas teias dos chamados tiques autoritários

Quando o situacionismo se enreda nas teias dos chamados tiques autoritários é natural que reaja alguma esquizofrenia oposicionista que acaba por cair na espiral da teoria da conspiração, onde não tardará que direitistas queiram comer comunistas ao pequeno-almoço, antes que os comunistas ameacem partir os dentes à reacção, para que bispos temam conspirações carbonárias, inquisidores continuem a caçar bruxas e advogados passem de arrazoadores de boas causas a argumentistas de subfilmes policiais da série Intendente. Não faltarão explicações de espiões desempregados sobre hidras congreganistas e anticongreganistas, onde só há mafiosos, pedófilos, cabalas e papos cheios de maçons, opus dei, patrões capitalistas de faca na liga, agentes de potências estrangeiras, judeus, estrangeiros, fascistas e comunas. É natural que esta demagogia extremista, à esquerda e à direita, leve à inevitável quebra de confiança pública, só porque o poder estabelecido entrou em desnorte, porque lhe tocaram num qualquer calcanhar de Aquiles. Assim, o feitiço voltou-se agora contra o feiticeiro e os que atiraram pedradas contra as paredes de vidro, chegaram a casa e acharam as suas janelas quebradas. Por outras palavras, os perturbadores das águas pantanosas desta economia privada, que não é economia de mercado mas oceano de tabus, e deste estadão de origens absolutistas, que não assente numa cultura de Estado de Direito, abriram profundas fissuras na caixa negra de um sistema que entrou em disfunção.

Jul 11

Grão a grão, vai enchendo o papo, esta revolta da Maria da Fonte

Leio a jornalada, nestes retalhos de um quotidiano, onde os ministros dão recados ao povo através de fugas de informação dos seus assessores de imprensa, depois de receberem pressões públicas comunicacionais de grupos de interesse que passaram a fazer pressão. Valia mais que lessem “The Federalist” e adoptasse uma via confederativa para a complexidade da universidade, onde o pluralismo estatutário não deveria proibir a unidade institucional. Prefiro fugir da transcendência das estrelas e ir para o pequeno enlameado do quotidiano onde tenho de viajar com os pés. Porque, ontem passei o dia a corrigir testes escritos de alunos da bolonhesa, semestralizados, como ciência de chouriço e pastilha. Reparei como para a maioria dos alunos foi difícil responder a uma questão onde se fazia um relacionamento entre a abstracção de um conceito e elementos da realidade. Concluí que eles estão preparados para cantarolar receitas pré-fabricadas na sebenta de um livro único, como as respostas das ciências pretensamente exactas que saem nos jornais no dia seguinte a uma das provas dos exames nacionais. Não estão preparados para a criatividade, a investigação e o exercício do pensar mais do que baixinho. Se seguisse o paradigma de um velho professor meu que chumbava em regime de indeferimento liminar noventa e cinco por cento dos que não estavam treinados para o efeito, faria o mesmo que nos tempos da pré-bolonhesa. Por mim, apenas considerei que a culpa era a minha não adaptação aos tempos que passam e decidi ceder aos ditames dos novos ritmos avaliadores, para que todos deslizem para o pagamento de propinas e para o aumento da receita pública pela quantidade. Assumi a cobardia dos novos amanhãs que reformam, mas não repetirei o erro no próximo ano lectivo. Que venham outros, mesmo que sejam uns desses assessores do senhor director pagos a recibo verde, ou um dos compadres de um qualquer outro reformador que facilite a vida à teologia do mercado que vai destruir uma universidade, onde partidocratas e burocratas pintados de professores brincam à gestão dita democrática, antes da chegada dos necessários gestores profissionais, avaliáveis pela sociedade civil, que dêem aos professores a urgente liberdade académica que o presente modelo crepuscular vai asfixiando. Mas os sinais de degradação do quotidiano, especialmente na zona do micro-autoritarismo sub-estatal, continuam. Agora é a própria Igreja Católica, que, há dois mil anos sabe como fazer barganha com o poder político, a denunciar a crescente falta de liberdade prática e a chamar os bois pelos nomes.

Jul 09

Depoimento à Lusa

Analistas traçam quadro pouco abonatório da campanha
Dois votos contra e uma abstenção é o resultado da votação de três universitários e analistas políticos sobre a forma como está a decorrer a campanha para as eleições intercalares em Lisboa, no próximo domingo.

O “chumbo” mais veemente é atribuído pelo politólogo Adelino Maltez, para quem a campanha está “demasiado fraquita” e reveladora de que “a cabeça do reino [Lisboa] está um pouco vazia de ideias”, como disse à agência Lusa.

Para o director do Centro de Estudos do Pensamento Político do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), esta corrida eleitoral está transformada num “esgoto de ex-ministros”, numa alusão ao facto de um terço dos 12 candidatos terem pertencido a anteriores governos.

Este grupo é composto por António Costa (PS), Fernando Negrão (PSD), Telmo Correia (CDS-PP) e o independente Carmona Rodrigues – que se recandidata ao cargo que ocupou eleito pelo PSD – a quem Maltez chama “ex-ministros apagados de governos apagados”.

“A autarquia está a transformar-se não num sítio de lançamento [político], mas de refúgio, considera o analista e professor universitário.

Também Marina Costa Lobo, doutorada em Ciência Política e professora na Universidade Católica, é crítica em relação à forma como os diferentes candidatos estão a realizar a campanha, que durará só mais quatro dias.

“Não me parece que tenha sido esclarecedora nem informativa, talvez pelo elevado número de candidatos e não me parece que tenha sido mobilizadora, disse à Lusa.

E considera mesmo que a campanha “serviu mais para prejudicar alguns candidatos” e foi “menos clara e menos esclarecedora”, o que “não ajuda à mobilização do eleitorado”.

O historiador e professor no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) António Costa Pinto é o menos crítico dos três especialistas, mas considera também que a “dimensão programática conta menos do que se poderia pensar” num sufrágio deste género.

Além de reflectir a polarização esquerda/direita que existe no âmbito nacional, “a Câmara de Lisboa passou a ser, nos últimos 20 anos, uma plataforma para políticos nacionais”, considerou o também investigador no Instituto de Ciências Sociais.

Desde que foi presidida por Jorge Sampaio, a liderança da autarquia da capital “passou a ser um cargo que no quadro de carreira política é nacional e não local”.

“É a consequência de Lisboa ter uma condição macrocéfala em relação ao país”, sustenta.

Adelino Maltez vai mais longe e questiona mesmo “se não seria melhor Lisboa deixar de ser a capital para poder ser a cidade”, lamentando que se a “paisagem é um deserto”, numa alusão ao resto do país, “a capital também está despovoada”.

“Somos um país suburbano” onde os candidatos à Câmara de Lisboa “vão à procura do povo nas feiras das Galinheiras ou do Relógio”, acusa, salientando: “Ontem [domingo], um [candidato] andava sozinho no Tejo de barco, outro foi ver um castelo com quatro amigos…Se isto é campanha…”

Marina Costa Lobo apresenta outra razão para o baixo envolvimento do eleitorado na campanha que é o facto de não haver dois candidatos fortes que bipolarizassem a disputa, já que a dispersão de votos apresenta sempre o candidato socialista à frente nas sondagens, distanciado dos seguintes.

“Eventualmente, esta situação poderá reflectir-se na abstenção, que seria igualmente combatida se um dos concorrentes estivesse à beira da maioria absoluta, situação que não se coloca”, disse.

Costa Pinto retira da pré-campanha e dos escassos dias que decorreram de propaganda oficial a ideia de que António Costa (PS) protagoniza a “candidatura mais eficaz do ponto de vista político” e considera que, no resultado, “conta mais o partido que o candidato”.

Já no PSD, partido que venceu a última corrida em Lisboa, o analista diz que resta saber se o seu candidato, Fernando Negrão, vai conseguir um “resultado honroso” perante o seu adversário Carmona Rodrigues, último presidente da Câmara, eleito precisamente nas listas sociais-democratas, e que agora se candidata como independente.

© 2007 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Jul 07

Estas tortuosas cedências ao estadão salazarento e aos epifenómenos das vigilâncias revolucionárias

A história dos macacos cegos, surdos e mudos não pode desculpar-se com sondagens. Todos vamos vendo, ouvindo e lendo, já ninguém pode ignorar. A não ser que se fiem no desencanto das maiorias silenciosamente cobardes, coisa que não se compreendem quando alguns desses micro-autoritários subestatais não passam de arrivistas, oriundos do estalinismo que só tardiamente se encostaram ao PS antitotalitário. Aliás, também seria útil que todos os programas de ensino fossem submetidos à mãozinha censória e, a nível do ensino, em cada aula deveria existir um vigilante que fizesse um adequado relatório a ser remetido para uma adequada central de registo dos não formatados pelo conceito de modernidade vigente. Por mim, garanto que já fui sujeito a estes condicionamentos de forma não larvar. Para não falar no favoritismo dos chefes que praticam o regime do governo dos espertos, de acordo com a caracterização de Hannah Arendt fez da administração otomana. Isto é, com a elefantíase legislativa e regulamentar, a lei vigente é distorcida em favoritismo para os amigos e seguidores, mesmo que o chefe seja PS e os apoiantes da extrema-direita, e madrasta perseguidora para os que se opõem ou não vão a gabinte de sua excelência meter cunha  ou dobrar a coluna em salamaleques. Se o situacionismo se deixar enredar nestas tortuosas cedências ao estadão salazarento, com alguns epifenómenos de vigilância revolucionária, os afastamentos regulamentares e disciplinares tornar-se-ão numa vaga de saneamentos e na consequente ditadura da incompetência. Os sinais são crescentes e não basta que alguns socialistas proclamem que estão de consciência tranquila e não recebem lições de democracia de ninguém.

Jun 30

If you suspect it, report it

Para uma correcta identificação dos genes pluralistas que marcam o discurso do senhor ministro da saúde, basta reparar na sua primeira grande experiência governamental. De facto, se o Partido Socialista continuar a ser marcado por estes revivalismos gonçalvistas, nada melhor do que irmos outra vez para a Alameda, com o Edmundo Pedro, o Manuel Alegre e o Mário Soares. Ou então, recordarmos que a Maria da Fonte e o Padre Casimiro eram de bem perto de Vieira do Minho.

As minhas tendências patuleias, da secção malhada e liberdadeira, começam fazer-me um homem revoltado. Apenas espero que o Partido Socialista profundo continue a escolher o lado da liberdade e não receba lições de democracia de ex-governantes gonçalvistas, mal reciclados para o Estado de Direito.

Porque não é com estes discursos que se resolve uma questão de empregomania do rotativismo, nestes bailados da velha ditadura da incompetência. O “slogan” da Scotland Yard não pode aqui ser traduzido em calão pelo se suspeitares da falta de lealdade a ex-gonçalvistas governamentais cá em baixo, bufa para cima…
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Jun 29

Estas tortuosas cedências ao estadão salazarento e aos epifenómenos das vigilâncias revolucionárias

O PS sempre foi um partido das liberdades. Quase todos os PSs meus amigos têm aquela coerência de viverem como pensam. Os crescentes sinais de micro-autoritarismo subestatal que envolvem certos invocadores do carimbo PS provam que, para muitos “boys”, na prática, a teoria é outra, por causa dos “jobs”.

O cartaz jocoso, ácido em ironia para uns serviços públicos de saúde, afixado por um funcionário da CDU, levou ao afastamento do director, acusado de falta de lealdade. Não são precisos mais comentários. Até porque críticas à direita ou piadas vicentinas também levaram Balbino e Charrua ao espectáculo a que todos assistem.

Apenas estranho muitos dos silêncios públicos de muitos deputados e hierarcas do PS que, em privado, se têm indignado com estes sinais de crispação. A história dos macacos cegos, surdos e mudos não pode desculpar-se com sondagens. Todos vamos vendo, ouvindo e lendo, já ninguém pode ignorar. A não ser que se fiem no desencanto das maiorias silenciosamente cobardes, coisa que não se compreendem quando alguns desses micro-autoritários subestatais não passam de arrivistas, oriundos do estalinismo que só tardiamente se encostaram ao PS antitotalitário.

Se os subsolo ideológico de justificação do poder que marca alguns destes desvarios do regime de chefes de repartição pegar de estaca não tarda que se exija a identificação de todos os blogueiros de cada serviço público, bem como a listagem de dos funcionários que militam em partidos e associações cívicas que criticam o governo e o situacionismo.

Aliás, também seria útil que todos os programas de ensino fossem submetidos à mãozinha censória e, a nível do ensino, em cada aula deveria existir um vigilante que fizesse um adequado relatório a ser remetido para uma adequada central de registo dos não formatados pelo conceito de modernidade vigente.

Por mim, garanto que já fui sujeito a estes condicionamentos de forma não larvar. Para não falar no favoritismo dos chefes que praticam o regime do governo dos espertos, de acordo com a caracterização de Hannah Arendt fez da administração otomana. Isto é, com a elefantíase legislativa e regulamentar, a lei vigente é distorcida em favoritismo para os amigos e seguidores, mesmo que o chefe seja PS e os apoiantes da extrema-direita, e madrasta perseguidora para os que se opõem ou não vão a gabinte de sua excelência meter cunha ou dobrar a coluna em salamaleques.

Se o PS se deixar enredar nestas tortuosas cedências ao estadão salazarento, com alguns epifenómenos de vigilância revolucionária, os afastamentos regulamentares e disciplinares tornar-se-ão numa vaga de saneamentos e na consequente ditadura da incompetência. Os sinais são crescentes e não basta que alguns socialistas proclamem que estão de consciência tranquila e não recebem lições de democracia de ninguém.

Posso dar exemplos históricos de muitos partidos socialistas de outras eras que se deixaram enredar tanto em colaboracionismos com o totalitarismo nazi, como com o totalitarismo soviético. Felizmente, sempre houve partes sãs dos mesmos partidos socialistas que assumiram a dissidência e logo encabeçaram as resistências. É destes que reza a história da liberdade…

PS: Acabei de ver e ouvir a conferência de imprensa de um ministro da saúde sobre o caso Vieira do Minho. Palavras para quê? É mais um artista português que não usou pasta medicinal de Estado de Direito. O pior é que apareceu um tipo com coragem previamente, o médico causador do “fait divers”, que até confirmou que a ex-directora chegou a levantar o adequado auto face ao incidente. Palavras para quê? O excelente ministro pós-licenciado na Escola Nacional de Saúde Pública até foi presidente do Instituto Nacional de Administração. Isto é, além de nos tratar da saúde também já foi responsável pela alta formação dos “jobs” para os nossos “boys”. Por isso é que arranjou esta desculpa para o recrutamento do sucessor da tal “coitada”, cujo adjectivo ministerialmente emitiu do alto do seu microfone. Seria melhor que lesse Montesquieu, a fim de poder distinguir negócios públicos de negócios domésticos. Não quero ministros com este tipo de discurso, próximo da origem etimológica da palavra Corte. A democracia merece mais. E o PS outro tanto. Arrependa-se, senhor “servus ministerialis”! Porque se este for o paradigma, o que farão os muitos subservidores e os subservientes que querem agradar aos donos do poder?

Jun 28

A turbulência noticiosa deste quotidiano decadentista

Depois do deserto de Mário Lino, eis que a Ordem dos Economistas se tornou na montra das gafarias governamentais: agora foi a vez de Correia de Campos sugerir que a Associação Nacional das Farmácias deveria entregar os desperdícios de medicamentos aos… pobres. Ao menos, no tempo de el-rei D. Dinis, a rainha, que era aragonesa e depois foi santa, sempre lhes dava rosas e eu pensava que, com tanto socialismo e tanta social-democracia, já não havia pobres, ou melhor, já não havia ministros que sugerissem caridadezinha a confederações patronais, instrumentalizando os ditos do alto de um palanque discursivo, como se eles fossem alienígenas. Aliás, tal só pode acontecer no mesmo país em que alguns dos patrões mais ricos do país assumem na comunicação social o monopólio do carimbo do liberal, só porque recrutam um ou dois intelectuais que costumam prestar serviço no lóbi que o grupo de Paulo Portas mobiliza.

E lá acordo para a turbulência noticiosa deste quotidiano decadentista, depois de um dia de ontem onde estive mobilizado tanto pela comissão científica do senado da minha UTL, como, de tarde, tive de aturar um deserto onde os ilustres monopolistas da representação disseram que os situacionistas eram caravana, para insinuar que os opositores ladravam e que o caminho em que todos estávamos já era um deserto, onde, aliás, os camelos não ladram. E tudo acabou no final da tarde, onde fui fazer a gravação de um programa televisivo sobre os lóbis, em companhia de J. Martins Lampreia.

Só depois fui informado sobre o caso Saldanha Sanches, esse querido colega académico, a quem aqui deixo o meu testemunho de amiga solidariedade e de universitário reconhecimento pela elevação cultural e a coragem que tem dado provas como animal cívico e paradigma de professor, tanto em aulas como nas sucessivas provas públicas de prestação de serviço à comunidade. Apenas recordo as não raras conversas de bar na faculdade onde fui aprendendo com ele uma perspectiva do mundo e da vida que me levou a muitas leituras, numa atitude de diálogo universitário que publicamente agradeço.

Por mim, sem genealógica cobertura de qualquer ascendente devorista, resta-me também o direito àquela sátira anti-situacionista, isto é, plebeiamente violentista, anticlerical, antifidalgota e antibancária, restos de alguns genes daqueles meus avoengos que tanto andaram pela revolta do grelo como pelos confrontos com os GNRs de Salazar nos finais dos anos trinta, e que levaram alguns deles a também a malhar com os ossos, durante anos, nos cárceres do “ancien régime”. Julgo que Saldanha Sanches tem um destino a que não pode renunciar, desse ter tempo para ganhar o tempo e o poder perder numa actividade de muitos escritos só aparentemente inúteis, feitos de muitas divagações e especulações, nessas viagens que andam sempre na procura de um tempo que não é o “time is money”, o tal tempo da teoria que é o exacto contrário do tempo do “nec-otium”.
Nada estou a dizer sobre a soberania de um júri, ou com qualquer “inside information”, embora já todos saibam, no universo dos jornais e dos fiscalistas, quem foram os três do sim e os maioritários do não. Estou apenas a referir que as provas em causa se realizaram de acordo com uma certa legislação pré-abrileira, ofensivamente anticonstitucional quanto ao modelo de votação, e durante a “vacatio legis” de uma nova lei que eliminou tal anacronismo. Estou apenas a dizer que o silêncio dos claustros unversitários deveria estar fechado aos ruídos da conjuntura, embora devesse estar aberto ao sereno escrutínio dos valores universitários que se esgotam no serviço público.

Apenas digo ao José Luís Saldanha Sanches, com quem, mesmo aqui, tenho publicamente discordado, até nas recentes disputas cívicas, que a vida continua e que não há fins da história. Todos precisamos dessa voz académica e cívica.

Jun 26

Breve contributo para a necessária limpeza das memórias

Depois de ler mais uns nacos de prosa de um recente José Agostinho de Macedo e a solicitação de um ilustre órgão de comunicação paroquial, junto remeto a lista de um conjunto de cerca de duas centenas e meia de portugueses dos últimos dois séculos que não figuraram no recente inventário pidesco de uma colorida revista semanal de circulação nacional. Pedimos desculpa por nela figurarem dezenas e dezenas de ministros, chefes de governo, oficiais das forças armadas, deputados e outros, de escritores a bispos, de professores a poetas, passando por médicos ou filósofos, entre os quais um abominável prémio Nobel.

Qualquer informação sobre o paradeiro dos próprios ou dos seus não desculpáveis descendentes deve imediatamente ser comunicada ao Grupo de Vigilância do Eles Andam por Aí, a fim de os mesmos serem banidos dos nomes das ruas e das instituições que os homenageiam, bem como de eventuais estátuas e outros sinais desse passado terrível que conduziu à recente crise patriótica. Desde já se informa que foi desencadeada multitudinária petição a apresentar ao Parlamento Europeu, denunciando tanto as heresias como o terrorismo carbonário que nos sustentam:
Águas, João Estêvão / Aguiar, António Augusto de / Almeida, António José de / Almeida, Artur Duarte da Luz de / Almeida, Celestino Germano Pais de / Almeida, José Alexandre de Campos / Alves, César Justino de Lima / Amado, Luís Ernâni Dias / Andrada Machado e Silva, António Carlos Ribeiro de / Andrada Machado e Silva, José Bonifácio de / Andrade, Gomes Freire de / Antas, 1º conde 1838 , 1º visconde 1836 e 1º barão 1835 das. Francisco Xavier da Silva Pereira / Araújo, José Maria Xavier de / Arnaut, António / Atouguia, António Aluísio Jervis de 1º Visconde de Atouguia desde 1853. / Ávila, António José de 1º Conde de Ávila, desde 1864. Marquês de Ávila e Bolama desde 31 de Maio de 1870. Duque de Ávila desde 14 de Maio de 1878. / Ávila, Joaquim Tomás Lobo de 1º Conde de Valbom, desde 1875 / Avilez Juzarte de Sousa Tavares de Campos, Jorge 1º Conde de Avilez desde 1838 / Azevedo, Américo Olavo Correia de / Azevedo, Aníbal Lúcio de / Azevedo, António de Araújo (1º Conde da Barca desde 1815) / Bandeira, Sá da. Barão em 1833. Visconde em 1834. Marquês de Sá da Bandeira desde 1864. Bernardo Sá Nogueira de Figueiredo / Barbosa, João Tamagnini de Sousa / Barbosa, José / Barradas, Fernando Luís Pereira de Sousa / Barreiros, Joaquim António Velez 1º Barão, desde 1847, e 1ºVisconde, desde 1854, de Nossa Senhora da Luz / Barreto, António Xavier Correia / Barreto,D. Nuno de Moura / Barros, João de / Basto, Eduardo Alberto Lima / Bastos, João Pereira / Bayard, Ildefonso Leopoldo / Bissaia Barreto Rosa, Fernando Baeta / Bombarda, Miguel Augusto / Bonfim, 1º Conde do. José Lúcio Travassos Valdez / Borges, António França / Borges, José Ferreira / Braamcamp de Almeida Castelo Branco, Anselmo José (Braamcamp Senior) / Braamcamp, Anselmo José / Braga, Alexandre / Branco, António Roberto de Oliveira Lopes / Branco, Camilo Botelho Castelo 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885 / Brandão, António Emílio Correia de Sá / Breyner, Pedro de Melo / Cabeçadas, José Mendes / Cabral, António Bernardo da Costa 1º Conde / 1845 e 1º Marquês de Tomar 1878 / Cabral, João Gualberto Pina / Cabral, João Rebelo da Costa / Cabral, José Bernardo da Silva Costa Conde de Cabral em 1867 / Cabral, Leonel Tavares / Cabreira, Tomás António da Guarda / Caldeira Castelo Branco, Manuel António Velez / Camacho, Manuel Brito / Câmara, Manuel de Sousa da / Camoesas, João José da Conceição / Campos e Almeida, José Alexandre Caetano de / Campos, Francisco António de / Cardoso, Alfredo Ernesto de Sá / Cardoso, Francisco António Gonçalves / Carlos, Adelino da Palma / Carmo, Bento Pereira do / Carmona, António Óscar de Fragoso / Carneiro, Manuel Borges / Carvalho, Antão Fernandes de / Carvalho, António Germano Ribeiro de / Carvalho, António Pires de / Carvalho, Joaquim da Costa / Carvalho, Joaquim Martins de / Carvalho, José da Silva / Carvalho, José Liberato Freire de / Carvalho, Manuel António de 1º Barão de Chanceleiros / Castelo Branco, Euletério Francisco de / Castilho, António Feliciano de / Castro, Álvaro Xavier de / Castro, Alberto Osório de / Castro, António Manuel Lopes Vieira de Abade de S. Clemente de Basto / Castro, Bernardo José de Abrantes e / Castro, Filipe Ferreira Araújo e / Castro, José Augusto Soares Ribeiro de / Castro, José Joaquim Gomes de Visconde / Chagas, João Pinheiro / Coelho, Francisco Duarte / Coelho, Manuel Maria / Coimbra, Leonardo José / Correia, Francisco Gonçalves Velhinho / Cortesão, Jaime Zuzarte / Costa, Afonso Augusto da / Costa, Francisco José Fernandes / Coutinho, Carlos Viegas Gago / Coutinho, José Joaquim de Almeida Moura / Curson, António Augusto / Dantas, Miguel Martins / Dias, Miguel António / Dinis, Júlio / Enes Júnior, António José / Estevão Coelho de Magalhães, José / Falcão, Joaquim José / Faro, José Portugal e. Ver Lumiares, Conde de / Felgueiras, João Baptista / Féria, Ramon Machado de la / Ferrão, Francisco António Fernandes da Silva. / Ferraz, Flórido Rodrigues Pereira 1º Visconde de Castelões desde 1851 / Ferreira, António Aurélio da Costa / Ferreira, António Vicente / Ferreira, José Dias / Fonseca Magalhães, Rodrigo da / Fonseca, Tomás da / Freire, Agostinho José / Freitas, José Joaquim Rodrigues de / Galhardo, Herculano Jorge / Gama, D. Alexandre de Saldanha da 1º Conde de Porto Santo desde 1823 / Garcia, António Alberto Torres / Garcia, José Elias / Gomes, António Paiva / Gomes, Ricardo Pais / Gouveia, D. António Aires Bispo de Betsaida / Graínha, Manuel Borges / Granjo, António Joaquim . / Guedes, João Teixeira de Queirós Vaz / Guerra, António Guerreiro Mimoso / Guerreiro, Emídio / Guimarães Júnior, Isidoro Francisco Visconde da Praia Grande de Macau desde/ Herculano de Carvalho Araújo, Alexandre / Lacerda, José Joaquim de Almeida e Araújo Correia de / Lança, Armando Pereira de Castro Agatão / Leal Junior, José da Silva Mendes / Leão, António José da Silva 1º Barão de Almofala Desde 1847. / Leite Pereira da Silva, Duarte / Lemos, Francisco Correia de / Lemos, Manuel Gaspar de. / Lima, João Evangelista Campos / Lima, Sebastião Magalhães / Lopes, Francisco Pina Esteves. / Loulé, 1º Marquês de Desde 1799- 8º Conde de Vale dos Reis. Agostinho Domingos José de Mendonça Rolim de Moura Barreto / Lumiares, 4º Conde. José Manuel Inácio da Cunha e Meneses da Gama e Vasconcelos Carneiro de Sousa Portugal e Faro / Macieira Júnior, António Caetano / Maciel, Miguel Baptista / Magalhães, Félix Pereira / Magalhães, João Evangelista Pinto de / Magalhães, Joaquim António de / Magalhães, José Alfredo Mendes / Maia, José Carlos da / Marcos, Padre. Ver Preto, Marcos Pinto Soares Vaz. / Margiochi, Francisco Simões / Marques, A. H. de Oliveira / Martins, D. António Alves / Martins, Francisco José da Rocha / Matos, José Mendes Ribeiro Norton de / Medeiros, Manuel Goulart de / Melo, António Maria Fontes Pereira de / Melo, José Pinheiro de / Melo, Marcelino Máximo de Azevedo e. Visconde da Oliveira. / Melo, Martinho Nobre de / Meneses, João Catanho de / Meneses, João Duarte de / Miranda, Manuel Gonçalves de / Molelos, 1º Barão desde 1815 e 1ºVisconde desde 1826 de. Francisco de Paula Vieira da Silva e Tovar1774-1852 / Moniz, António Caetano de Abreu Freire Egas / Monteiro, Manuel. Joaquim Rodrigues / Morais, José António. Mantas / Nemésio, Vitorino / Neves, José Alberto Pereira de Azevedo / Nobre, Augusto Pereira / Nunes, Jorge Vasconcelos / Olavo Correia de Azevedo, Américo / Oliveira, 1º Visconde da desde 1842 Marcelino Máximo de Azevedo e Melo / Oliveira, António Dias de / Oliveira, Francisco de Paula de 2º Barão de Almeida Desde 1845 / Oliveira, Joaquim José de / Pais, Sidónio Bernardino Cardoso da Silva / Paiva Manso, 1º Visconde de desde 1869 Levi Maria Jordão de Paiva Manso / Paiva, Vicente Ferrer de Neto / Pamplona Corte Real, Brigadeiro Manuel Inácio Martins / Parati, 2º Conde de. D. João Inácio Francisco Paula de Noronha / Pascoaes, Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos / Passos, José da Silva (Passos José) / Passos, José Gerardo Ferreira / Passos, Manuel da Silva (Passos Manuel) / Pato, Álvaro António Bulhão / Pedro IV, D. / Peniche, Conde de / Pereira, D. Francisco Xavier da Silva. Ver Antas. / Pereira, Domingos Leite / Pereira, Frederico Guilherme da Silva / Pestana Júnior, Manuel Gregório / Pinto, Agostinho Albano da Silveira / Pinto, Alberto Moura / Portela, Raúl Lelo / Póvoas, Álvaro Xavier da Fonseca Coutinho e / Praia Grande de Macau, Visconde da / Queirós e Almeida, José Joaquim de / Queirós, Tomé José de Barros / Quintela, Manuel Inácio da Costa / Ramos, Francisco Luís / Ramos, João de Deus / Rego, Jaime Daniel Leote do / Relvas, José Maria Mascarenhas / Ribeiro, Hélder Armando Santos / Ribeiro, José de Freitas / Ricardo, João Luís / Rocha, Albino Vieira da / Rocha, Ernesto Maria Vieira da / Rodrigues, Manuel Maria Sarmento / Saldanha, Conde desde 1827 , Marquês desde 1834 e Duque desde 1862 de. João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun/ 1790-1876 / Sampaio, António Rodrigues / Sanches Machado da Rosa, Júlio Gomes da Silva / Santos, António Maria de Azevedo Machado / Santos, José Cortês dos / São Luís, Frei Francisco de nome beneditino dado a Francisco Justiniano Saraiva,Também conhecido como o Cardeal Saraiva / Sepúlveda, Bernardo Correia de Castro e / Serra, Abade José Francisco Correia da / Severino, Bartolomeu de Sousa / Silva, António Maria da / Silva, Eduardo Ferreira dos Santos / Silva, Fernando Augusto Pereira / Silva, Inocêncio Francisco da / Silva, Frei Patrício da / Silveira, Alberto Carlos da / Silveira, José Xavier Mouzinho da / Simas, Frederico António Ferreira de / Soares, João Lopes / Soares, Joaquim Pedro Celestino / Sobral, Hermano José Braamcamp de Almeida Castelo Branco 2º Barão, 1º Visconde desde 1838 e 1º Conde desde 1844 do Sobral / Sotto Mayor, João da Cunha / Sousa Júnior, António Joaquim / Sousa, Jaime Júlio Velho Cabral Botelho de / Sousa, Manuel de Castro Pereira de Mesquita Pimentel Cardoso e / Tomás, Manuel Fernandes / Torres Novas, Conde de. Ver Vasconcelos Correia / Valbom (Ávila, Joaquim Tomás Lobo d’) / Valdez, José Lúcio Travassos. Ver Bonfim. / Vargas, José Marcelino de Sá / Vasconcelos, António Barreto Ferraz de 1º Visconde da Granja Desde 1847 / Vasconcelos, Matias de Carvalho e / Veiga, Augusto Manuel Alves da / Xavier Dias da Silva, Cândido José / Xavier, António Maria Eurico Alberto Fiel