Foi há vinte anos em Santa Cruz. A república de Loro-Sae encontrou o sinal da sua memória de sofrimento para continuar a libertação. Pátria sempre foi terra de mortos que renascem nas saudades de futuro. Viva Timor Leste, Timor Livre!
Nas democracias pluricentenárias, implantadas por homens livres e de bons costumes, não pode haver sociedades secretas para efeitos políticos e económicos. E aí de quem as confunde com sociedades secretas iniciáticas. Em situações totalitárias e autoritárias, ainda bem que existem sociedades secretas de resistência. E até golpes de Estado libertadores. Confundir alhos com bugalhos só alimenta os adeptos da tirania, do fanatismo, da ignorância e da intolerância.
Sábado do nosso descontentamento. Quando a geometria social começa a não rimar com a aritmética parlamentar. E quando novas forças vivas ameaçam desequilibrar. Mesmo sem perturbadores sistémicos. Que os partidos compreendam o país. Incluindo o que se manifesta no palco das ruas.
Ministro da cenoura retórica, usa agora o espaço do chicote retórico. Foi num habituais passeios pela paisagem, em fim-de-semana, num exercício revivalista daquilo a que chamava ministro da província. E ministerializou discursivamente contra “propostas criativas” e atitudes “muito abstractas”. Meros jogos de “agenda setting” para glosar as parangonas do habitual semanário do regime.
Figuras morais do regime dissertam sobre o governo mundial e o futuro da utopia da Europa. Quem marca o ritmo é o antigo chefe dos banqueiros, para quem “Portugal está na situação de quem perdeu uma guerra”. Pena é que ainda tenha de agradecer a quem o bombardeou, isto é, a santa aliança do poder banco-burocrático e dos patos bravos do betão. Pena, não terem convidado Otelo Saraiva de Carvalho para a reflexão.
Berlusconi foi derrubado em directo na cimeira do G20. Antes de o ex-vice do BCE passar a liderar o governo de Atenas. Em Espanha ainda há direito a eleições e Portugal teve sorte de as fazer antecipadamente. A Europa corre o risco de deixar de ser uma democracia de muitas democracias. Isto é, pode perder o sentido e passar a ser regida por sucessivas ditaduras das finanças, tendo em vista as eleições alemãs e francesas. É cruel, espero que deixe de ser verdade.
Os militares dizem que não são funcionários públicos. Os médicos, também. Tal como os magistrados, os diplomatas, os ministros, os deputados e os professores. Isto é, noventa por cento dos funcionários públicos