Todo o poder instalado tende a apodrecer

O mundo das revistas cor de rosa e dos efebos foi manchado por uma tragédia, tipica das velhas crónicas de costumes. Esperemos que a justiça cumpra a sua função e sirva de exemplo. Guardemos, do assassinado cronista, o registo do génio. Ficámos todos mais pobres.

Políticos em exame de consciência. Que o movimento alastre. Seria mais fácil, para todos, que eles também mudassem por dentro e dessem o exemplo. Louvo a coragem da Drª Manuela. Sem ironia. Ela sisse muito mais do que o candidato da barriga de aluguer, talvez por já ter sido punida por erros clamorosos de comunicação.

Tenho aqui denunciado a indústria da parecerística, da consultadoria e do “outsourcing”. Parabéns ao DN e à Maria de Lurdes Vale. Identificando uma das parcelas clássicas dos grupos de pressão, compreendemos melhor o vazio de instrumentos analíticos a que chegámos. Já chega de hipócritas juridicismos que nem reparam como uma ditadura de meio século também foi um Estado de Legalidade…

Todo o poder instalado tende a apodrecer. E se apenas pedirmos a magistrados, a ministros e polícias que meçam a distância que vai entre aquilo que se proclama e aquilo que se pratica, maior será o concentracionarismo e a ditadura da incompetência. O Estado somos nós, mesmo quando apenas deixamos que Eles abusem.

Só agora vi a entrevista de Judite a Coelho. E lá tive que rever um outro programa do Clube dos Jornalistas, de Dezembro de 2004, sobre “O Jornalismo na Madeira”, moderado por Ribeiro Cardoso e onde participei. Ninguém nos ouviu, apesar dos depoimentos de José António Gonçalves e Tolentino da Nóbrega. Dizer a verdade sobre estes microcosmos do PSD é ser anarquista.

 

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