Estado é o monopólio da violência legítima

Miguel Relvas, disse hoje que “não há almofadas” no Orçamento do Estado para 2012 que permitam manter um dos subsídios salariais na função pública. “Não há alternativas”. Seguro, como o “perdigão perdeu a pena. Não há mal que lhe não venha. Perdigão que o pensamento subiu a um alto lugar, perde a pena do voar, ganha a pena do tormento.

Este não é o meu orçamento, mas este é o meu país. Este não é o meu orçamento, mas este é o meu país. Este não é o meu orçamento, mas este é o meu país. Logo, a abstenção é violenta, mas é abstenção, sem negociações, mas com conversações. Porque o país está a ser injustiçado. Ou os passos de seguro. Espero que não perdidos.

Berlusconi já era. Amanhã é novo dia. Para que todos os dias tome posse um governo regional, com a consequente tolerância de ponto, para a malta ir à posse. Para que seja para sempre ponte. Volta, Silvio, estás perdoado!

Lá conferenciei na universidade que tem como símbolo a pomba do Espírito Santo, no mais além que pode ser um dever ser que é. O mundo vai ser melhor.

Leio para aí num antimanifesto que eu sou o que sou, porque não passo de um comentador bem avençado e ligado a um partido onde estive antes da queda do muro, quando o actual líder ainda era doutro. Como nada recebo de meus comentários, agradeço que os autores da infâmia me paguem o que dizem que recebo, e que o partido em causa se livre efectivamente das distâncias que dele denuncio hámais de um quarto de século. Ah! Como discutem ideias neste quintal de pobres de espírito.

Já foi há umas semanas, mas não deixa ser verdade, isto é, a imagem, a sondagem, e a sacanagem, até no que dizem ser ciência, quando ela é capturada pelo carreirismo. Como já não posso subir mais na carreira, posso dar voz aos que a não têm.

Parece que só em frangos e no depende da mama da vaca é que estamos em média com a nossa dimensão demográfica face à restante UE…no resto, já somos deserto.

Apenas leio. E recordo que o Estado é o monopólio da violência legítima, logo se os militares se voltarem contra um governo, é canja. Apenas acrescento que, neste momento, não há apenas um Estado, o bom e velho Estado, com tal monopólio, sobre este território e esta população a que chamamos país. Logo, um só golpe de Estado já não chegava. Seriam necessários vários golpes sobre os vários Estados e sobre o supra-estadual a que chegámos. Talvez uma guerra de estrelas…

Já tenho suficientes cicatrizes e matura idade, para saber distinguir a autenticidade das manobras de contra-informação. Incluindo as que deixam o rasto dos gabinetes da psico do situacionismo. Sobretudo, quando eles fingem que são oposicionistas e que estão com os pretéritos que cantarolam. O estilo é o homem. O homem que passou.

Gostei de ver o meu Presidente a presidir ao Conselho de Segurança da ONU. Sem ironia. E em língua de Camões e Cecília Meireles.

Acabei de ouvir o político civil mais verbosamente especialista em militares que temos tido, desancar no Otelo e colocar Vasco Lourenço ao mesmo nível. Não subscrevo. Apenas recordo que a primeira manifestação ideológica de Otelo depois do 25 de Abril foi confessar-se social-democrata, antes de alinhar na nebulosa da democracia dita de base. E não me esqueço que foi ele que derrubou Vasco, o Gonçalves, quando nisso foi enrolado pelos companheiros de Vasco Lourenço, com o PSD a ajudar.

Bispos dizem que trocam o do Corpo de Deus, cumprido sempre à quinta-feira, e o da Assunção de Nossa Senhora por dois feriados ditos civis. Eu pensava que tantos os ditos religiosos como os ditos da religião secular eram todos do povo. Assim a modos que as cinco chagas que são símbolo da metapolítica nacional. Porque desde o século XII que estas o são sem necessidade de autorização do Vaticano, ou de uma concordata.

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