A questão europeia passa, cada vez mais, além da Europa. A Rússia já anuncia que todos os BRIC vão estabelecer condições para o fundo europeu do nosso não afundamento. É tudo cada vez mais de subterrâneos e de submarinos. Como o que destes se revela na guerra recente da Líbia, ou nas inconfidências que serão desveladas por estes dias com um livro de Bernard H. Levy sobre as conversações entre o CNRT e Paris. Quase tudo se passa atrás do palco. Como sempre.
A velha política internacional já supera certo normativismo da integração europeia. Outros factores de poder começam a libertar-nos dos economocratas. Pode ser que, finalmente, a geofinança leve uma cacetada. Que seja para melhor. Mas tenho medo. Sobretudo, da ameaça de guerra, como factor de equilíbrio face à injustiça. Sejamos cautos.
Saber é poder. Principalmente, a “inside information”. Aquela que nem se revela aos serviços secretos.